Questão de Tempo

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Tim (Domhnall Gleeson) é um jovem introspectivo, que não tem lá muito jeito com as mulheres, namoradas etc... Quando completa 21 anos seu pai lhe revela o segredo da família; que os homens daquela família possuem o poder de viajar no tempo, bastando ir para um local escuro e pensar com afinco numa determinada época e pronto! Lá estará ele, desde que tenha vivido aquela situação, poderá voltar aquele momento quantas vezes quiser. 

Questão de Tempo é uma "comédia romântica" com um "Q" de ficção científica, “q” minúsculo na verdade, pois, mesmo diante desse grande feito dos personagens (viajar no tempo) e mesmo sem a presença de teorias científicas ou físicas para embasar o roteiro, embarcamos e acreditamos sem problema na história de Tim. De certo ponto, essas viagens no tempo são o que menos importa na trama, sendo de maior destaque e deslumbre o esforço que o personagem faz para encontrar sua cara metade e construir sua vida, familiar, profissional e sentimental. Será essa viagem que iremos acompanhar, suas inda e vindas e a conseqüência que cada mudança provocada no passado, terá no futuro.

A direção e o roteiro é de Richard Curtis, responsável por Quatro Casamento e um Fúneral, O Diário de Bridget Jones e Um Lugar Chamado Notting Hill, ao relembrar esses filmes pode-se imaginar o tipo de humor que veremos em “Questão de Tempo”, previsão que se confirma com um roteiro inteligente e personagens reais, que desde o primeiro instante nos faz torcer e nos reconhecer em cada um de seus dramas, dificuldades e trapalhadas. Passando pela boa atuação de Domhnall Gleeson no papel principal aos constantes roubos de cena que Bill Nighy (pai de Tim), provoca provoca quando está em cena.

Por fim a grande sacada de “Questão de Tempo” não está no ineditismo do tema, “viajem no tempo”, aja vista filmes como Efeito Borboleta, Alta Frequência, Feitiço do Tempo entre outros, mas sim no enfoque dado a esse tema mágico que perto da beleza dos detalhes de nossas vidas, fica parecendo normal, quase banal.



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