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SWEENEY TODD – O BARBEIRO DEMONÍACO DA RUA FLEET

Com a adaptação de um musical da Broadway, Tim Burton, Jonhy Deep estão de volta aos cinemas. Além da dupla (diretor-ator) que juntos realizaram grandes trabalhos como, Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood, O Caveleiro Sem Cabeça, Noiva Cadáver e A Fantástica Fábrica de Chocolate. A atriz Helena Bonham Carter, esposa de Tim Burton, também presente em produções como; A Fantástica Fábrica de Chocolate, Noiva Cadáver, Peixe Grande, e Planeta dos Macacos. Estrela o longa ao lado do ator britânico Alan Rickman.

Em Sweeney Todd, Jonhy Deep é Benjamin Barker, um barbeiro londrino que fora jogado injustamente na prisão. Permanecendo por longos 15 anos longe de sua esposa e filha. De volta a cidade, usando o nome de Sweeney Todd, ele arquiteta um plano engenhoso e brutal de vingança, que derramará quantidades absurdas de sangue pela cidade de Londres. Alan Rickman é o juiz Turpin, responsável pela prisão de Benjamim, na ocasião, o objetivo do juiz era roubar a bela esposa do barbeiro. Com a suposta morte da mulher, a jovem Johanna, filha de Benjamim vive sob a tutela de Turpin. Assim Benjamim, ou melhor, Sweeney, com a ajuda da Sra. Lovett (Helena Bonham Carter) irá traçar seu rastro de vingança contra o Juiz Turpin, não perdoando qualquer outra pessoa que ouse atravessar seu caminho.
Essa é a trama do filme, que entrelaça momentos cômicos e brutais com situações inusitadas de um musical dark.

Tendo como característica natural, o exagero, o musical, encontra nas mãos de Tim Burton, a combinação perfeita para sua realização. Se tal “exagero” parece estar no momento das canções, onde os personagens atingem níveis incontroláveis de emoção, a cantoria é feita de forma primorosa, a história progride mesmo durante as músicas e essas não impõem á história pausas ou quebras de ritmo. No entanto, certo ar de desconforto pode se aproximar daqueles menos acostumados ao gênero, mas não abala a obra como um todo, também por que, a interpretação musical dos atores é de certa forma surpreendente, o que ameniza o clima enfadonho em meio a longas canções. Ainda sobre “exageros” propositais da produção, posto que o tema principal da trama é a vingança, temos a presença do sangue como uma entidade simbólica, que decreta a intensidade de tal sentimento, por outro lado compõe a base do humor negro também presente na fita. Característica essa sempre marcante nos filmes de Tim, que em Sweeney abusa de uma de suas maiores qualidades que é a de produzir imagens, e uma fotografia única no cinema, utilizando elementos básicos, mas talhados com arte como o contraste do preto e do branco.
Por fim, a visão dark do diretor e a reconstrução da Londres Vitoriana, são elementos ressaltados em todo o projeto, são pontos fortes e que por si só, fazem de Sweeney Tood um deleite visual.

Ygor MF


Ficha Técnica:
Título Original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
Gênero: Musical
Tempo de Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2007
Direção: Tim Burton
Roteiro: John Logan, baseado em musical de Stephen Sondheim e Hugh Wheeler
Fotografia: Dariusz Wolski

Elenco:
Johnny Depp (Sweeney Todd / Benjamin Barker)
Helena Bonham Carter (Sra. Lovett)
Alan Rickman (Juiz Turpin)
Timothy Spall (Beadle Bamford)
Sacha Baron Cohen (Adolfo Pirelli)
Jamie Campbell Bower (Anthony Hope)
Jayne Wisener (Johanna)
Ed Sanders (Toby)
Harry Taylor (Sr. Lovett)
Laura Michelle Kelly (Lucy)


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