Crítica de Cinema - Turbo

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Com "Turbo", lançamento da DreamWorks o diretor David Soren vem contar mais uma história de superação, baseado no lema: Nenhum sonho é grande demais e nenhum sonhador é pequeno demais. Esse tema já foi visto tanto no cinema como na literatura, a transformação do ordinário para o extraordinário; Wall E, Formiguinha Z e Fernão Capelo Gaivota só para citar alguns exemplos. No entanto, em Turbo essa saga é vivida por um caracol fascinado pelo mundo das corridas e velocidade. E é nesta ironia (Caracol x Velocidade) que o longa aposta para cativar o publico, tendo ainda uma bonita mensagem que "surge" em meio a graça e o bom humor. 

Quando o dia amanhece num canteiro do jardim, o som de um bule na janela é para uma colonia de caracóis o som que determina o início de mais um dia de trabalho. Pegar tomates maduros, escapar dos ataques das aves e seguir a instrução mais importante: Entoca e rola... Assim segue os dias de centenas de caracóis exceto o de Theo que está mais preocupado em alcançar novas velocidades e derrubar antigos recordes de velocidade. No entanto, isso é visto com maus olhos por todos os outros caracóis e principalmente por seu irmão Chet, que sendo um dos líderes do grupo preza pelo cuidado e ordem de todos.

Em meio a esse impasse de não se enxergar entre os outros indivíduos do grupo e estar perdido em uma vida que parece não fazer sentido. Theo caminha desolado por um viaduto, quando acidentalmente cai dentro do motor de uma carro de corrida e nisso seu corpo passa por uma espécie de mutação que lhe dá uma super velocidade. A partir daí a saga de Theo, ou melhor Turbo (como se autodenomina) tem início, é quando ele e seu irmão Chet entram no caminho de Tito, um frustrado vendedor de comida mexicana que até ali também não havia encontrado motivação maior para sua vida, nem meios para realizar seus sonhos. Mas agora com Turbo, seu "amiguito", como é carinhosamente chamado os dois encontrarão meios para levarem seus sonhos adiante e a audácia ou irresponsabilidade dessa dupla os levará às 500 Milhas de Indianápolis.





No elenco um time de respeito faz as vozes dos personagens; Ryan Reynolds(Turbo), Paul Giamatti(Chet), Snoop Dogg, Luiz Guzman, Michelle Rodriguez e Samuel Le Jackson. A animação, cor e os detalhes do longa são lindos, capazes de dar doçura a criaturinhas tão gosmentas como os caracóis. As cenas de corrida também são muito boas, realistas e empolgantes, cabendo até em dado momento uma nova versão de "Eye of the Tiger" para turbinar de vez a empolgação do personagem principal e por conseguinte do público.

É assim que o filme Turbo deve ganhar o espectador, que inicialmente enxergará apenas uma história meio absurda, mas depois verá que ali, em meio a caracóis e carros de corrida podem estar muito de nossas angustia e sonhos, no entanto como nos diz o "nosso amiguito": Não existe sonho grande demais, nem sonhador pequeno demais".

Veja o trailer abaixo:






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