Final da Revista Bravo - Motivo de "Fúria"

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capa da última edição da revista

Após análise de seu portfólio a editora Abril anuncia o fim das revistas Alfa e Bravo. Basicamente pela baixa venda de exemplares e pouco interesse dos grandes anunciantes lá se vão dois ótimos veículos de informação, bons textos e conteúdo diferenciado e acessível.

Bravo lançada em 1997 se propunha a ser um radar do mundo cultural e artístico, trazia o que havia de melhor no mês. Cinema, literatura, artes plásticas, teatro e dança e música. Sempre com ótimos textos que sem o bla bla bla acadêmico tornava o mundo das artes mais instigante. Dando espaço para o novo, o alternativo sem esquecer dos clássicos ou tradicionais. 

A revista lançou periodicamente numeros especiais como "100 Livros Essenciais", "100 Contos Essenciais", "100 Filmes Essenciais", além de números homenageando nomes do cinema e das artes em geral e cidades do brasil, como Bahia e Ceará.

Além de um conteúdo de qualidade, graficamente a revista também era bastante diferenciada, com um design limpo e belo, ótima diagramação de textos e fotos sempre bem exploradas, a revista servia tanto para informar quanto para inspirar.

Particularmente, pra mim a revista sempre foi um parâmetro do que há de melhor para ser ver nos cinemas, nas livrarias, palcos, teatros e museus. Freqüentemente Bravo apresentava um novo artista, saía do obvio que era reproduzido e repetido na mídia de forma geral. Espaços como "Primeira Fila" ou "Apostas de Bravo" focavam o que havia de novo na cena cultural.

Com um texto sempre rico e prático, simples e bem escrito Bravo era única no mercado nacional, nunca elitista e jamais vazia ou superficial, mais do que uma revista, um radar, um incentivador, propulsor da cultura no país.

O Moviemento lamenta essa perda e agrade por todos esses anos de inspiração e informação, mais do que uma salva interminável de palmas... a Revista merece gritos e mais gritos de: Bravo! Bravo! Bravo!

Abaixo algumas capas da revista e um número em especial onde uma carta minha foi publicada.



Carta que enviei à Revista reclamando do corte de uma seção de ficção e de novos talentos, na mesma carta (que foi editada) elogiava o novo design da revista que sempre se manteve linda.

Leio Bravo desde a minha adolescência, foi Bravo quem me fez buscar novos diretores de cinema, novos livros, exposições. Bravo era aquela amigo com quem se podia falar sobre cultura, cinema e literatura... Pode parecer exagero, mas fará falta, muita falta...

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