Medianeras - Cinecult

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Mais um publicação que originalmente saiu no O Cinemista  e trago agora para os leitores do Moviemento. 

Medianeiras

Martin (Javer Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala) estão reaprendendo a viver sozinhos. Depois do fim de seus respectivos relacionamentos lutam contra depressões, síndromes aos montes e uma cidade que ao mesmo tempo que os une os mantém separados, desconhecidos. Bateria de remédios e a própria solidão são armas usadas nessa batalha. Tratamentos ineficazes contra o “vilão” da história; a arquitetura desordenada da cidade que segundo Martin é a principal culpada pelos males sociais e pessoais dos grandes centros urbanos.

Enquanto não se encontram, escutam a mesma música, se emocionam com o mesmo filme, percorrem o mesmo caminho e principalmente procuram a mesma coisa. Mas não se acham, não se percebem em meio ao caos da cidade que os cega.



Dirigido por Gustavo Taretto, Medianeras foi premiado no Festival de Gramado e no Festival de Berlim. Segundo o diretor o tema do longa é a cidade sendo a solidão um dos males desse lugar que atinge especialmente Martin e Mariana. Tal contexto poderia resultar num drama pesado e tenso, mas não é o que acontece. Num ritmo agitado e divertido somos levados pelo pensamento dos personagens a cerca de sua situação e a impressão que eles têm da cidade, das pessoas e de convenções sociais como: Internet, trabalho, relacionamento, arquitetura e muitos outros temas que invariavelmente chegarão ao público com muita simpatia e identificação.

A linguagem do longa é moderna e ágil. Animações e recortes enfeitam a narrativa, não apenas esteticamente, mas colaborando para a construção do contexto, numa chuva bem organizada de informações. Medianeras investe num estudo, ou melhor, num retrato contemporâneo dos “novos adultos”, sujeitos adaptados as novas tecnologias mas com hábitos ou lembranças de tempos anteriores. Jovens que, recentemente, conquistaram sua independência e precisam agora enfrentar as complicações desse feito.


Os atores Javier Drolas e Pilar López de Ayala, sustentam toda a história como se estivessem num diálogo direto e constante diminuindo a importância de tudo ao seu redor, fazendo dos sentimentos e pensamentos de seus personagens a ferramenta ideal para traduzir seus dramas e contar suas histórias.


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