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King Kong de Peter Jackson

Chega aos cinemas a nova versão do clássico da década de 30 King Kong, refilmado por Peter Jackson, aclamado diretor que dirigiu a trilogia Senhor dos Anéis. Para alguns um dos filmes mais aguardados do ano. Se pensarmos em refilmagens sempre badaladas, trazendo ainda o nome de Jackson na direção, dá pra entender o porque de tanto alvoroço.
No entanto, tal alvoroço para por ai, principalmente ao final do filme, não que o filme seja ruim, mas porque ao final se conclui o que já se sabia; que aquela história já era conhecida e não tem nada de novo, e que é mais um filme de aventura com muitos e ótimos efeitos especiais.
Se tratando de King Kong, não se pode dizer bom e barato, talvez caro e bom seja uma melhor definição, pois se fala num orçamento exorbitante envolvendo o projeto. Mas até ai acho que nossos impostos não vão parar ali, Oxalá o fossem destinados para a arte, cinema etc, sendo assim não entremos em questões financeiras, já que somos espectadores nos mantenhamos como tal.
Inicialmente os 187 minutos parecem muita coisa para contar a história de um gorila gigante capturado em uma ilha desconhecida e trazido para a cidade grande, sem falar no “romance” deste com uma frágil e bela atriz. No entanto, no decorrer das três horas do filme, não vi nenhuma parte que podia ser cortada, num todo a forma como a história é contada justifica os 187 minutos. Pois é dado enfoque em partes importantes que antes não foram tão exploradas; como o contexto da grande depressão dos anos 30, motivo pelo qual levou a atriz Ann Darrow (Naomi Watts) a aceitar o projeto confuso do diretor Carl Denham(Jack Black, que dessa vez não exagerou tanto na caricatura de seu personagem). Assim com as malas prontas(as pressas é bem verdade) já que Carl fugia de credores e produtores do studio que queriam impedi-lo de filmar devido ao seu curriculum de filmes toscos e banais. Junta-se a tripulação o galã Bruce Baxter numa ótima atuação de Kyle Chandler e o roteirista Jack Driscoll personagem do sempre ótimo Adrien Brody.
Já em alto mar seguindo meio sem rumo, Carl guarda o segredo de uma ilha desconhecida e que se crê desabitada, segundo o diretor local perfeito para a filmagem de seu longa. Chegando a ilha em meio a revolta dos marujos que conhecem e temem as histórias ligadas ao lugar, um primeiro tour é feito pelos tripulantes, atores, câmeras incluindo Carl, sempre inconseqüente e ambicioso, segue a frente da comitiva quando depara-se com um habitante da ilha, uma criança com ares sombrio e primitivo, dali a instantes de tentativas de comunicação, Carl e os demais percebem que estão cercados pelos nativos em sua maioria velhos, mulheres e crianças, mas logo em seguida são atacados pelo resto da população local, “guerreiros” fortes e ágeis, utilizando de porretes e lanças fazem uma carnificina de muitos dos exploradores da ilha, até que o resto da tripulação chega e todos são salvos e voltam ao navio.
Enquanto preparam o barco para a retirada, sofrem um novo ataque e desta vez a atriz Ann é raptada dando inicio a toda a trama. Após algumas discussões e nervos a flor da pele todos decidem voltar a trás da “mocinha”, descobrindo depois o motivo pelo qual ela foi raptada e tinha tanta importância para os nativos. Ann seria oferecida como uma espécie de sacrifício ao poderoso e temido Torê Kong ou o nosso conhecido King Kong. Apartir daí muitas cenas de ação, aventura, caça e fuga tomam boa parte do tempo de filme, seja na maravilhosa seqüência da fuga dos Brotossauros, ou na luta de King Kong com os Tiranossauro Rex ou ainda na arrepiante e nojento ataque de insetos gigantes.
Até aqui pode ser visto onde o filme foi mais além do que nas histórias anteriores, e mais além pode ser mais demorado, mais profundamente ou somente com mais recursos tecnológicos.
O que vemos depois é a já conhecida história, Kong maravilhado com a beleza da atriz a faz prisioneira e esta assustada aos poucos vai vendo que a fera não é tão bruta quanto parece, mesmo assim com a ajuda do roteirista Jack Driscoll, acaba escapando e provocando a ira de Kong, que por sua vez é capturado e levado para New York, onde será atração do show bussiness. Lá na outra ilha em Manhattam Kong foge, causa pânico na cidade e conclui pela terceira vez a famosa cena no Emperie State, onde é abatido por aviões e jogado no meio da rua.
Como podemos ver o filme que Peter Jackon refilma, não tem nada de novo, exceto é claro os efeitos e as três horas de duração, no entanto, nem é a intenção trazer algo de novo e sim contar uma história de uma forma melhor, com melhores atuações e recursos, principalmente quando se tem um bom orçamento.
Pode-se dizer então que King Kong dá conta do recado de entreter e em certos pontos maravilhar com as imagens e seqüências de animais fantásticos e recriados com grande perfeição além da recriação da ilha. E como disse Shrek outro gigante do cinema: “os ogros assim como as cebolas, possuem camadas” Eu digo que muitas coisas na vida possuem camadas e quase todo filme as possue também, King Kong faz parte dessa “cebolada” de forma menor, meio tímida e discreta mas há pra quem quiser pensar aquelas questões sobre o que é selvagem? E qual o lugar, o papel do homem frente a natureza seus mistérios e maravilhas. De qualquer forma pode ainda prevalecer o entretenimento e você não pensará em nada disso, ou mesmo ao final do filme, de três horas e de varias tentativas de arrumar um jeito confortável na cadeira você nem mesmo pensará em algo, e se isso acontecer, acredite, você não terá culpa alguma, e nem memso nos tornaremos mais ignorantes por mais uma tarde de entretenimento.

Ygor MF 10/01/2006

King Kong de Peter Jackson
Tempo de Duração: 187 minutosSite Oficial:
www.kingkongmovie.comDireção: Peter Jackson Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson, baseado em estória de Merian C. Cooper e Edgar Wallace Efeitos Especiais: Weta Digital Ltd. / EYETECH Optics / Gentle Giant Studios Inc.ElencoNaomi Watts (Ann Darrow) Jack Black (Carl Denham)Adrien Brody (Jack Driscoll)Andy Serkis (King Kong / Lumpy)Jamie Bell (Jimmy)Kyle Chandler (Bruce Baxter)


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