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Manifesto Triste

Nos concentremos no coração,
este músculo, esta carne,
ignorando no entanto qualquer conotação.
Não retenhamos as mãos ao rosto coberto de lágrimas,
Estas gotas, esta substancia salobra.

Sobretudo, não compartilhemos com a dor do cetico,
sejamos tristes, fiéis a esse modo de ser,
esta exatidão de sujeito, este bloco, metal.
O metal que é mais vida do que eu,
Eu sou madeira, eu sou madeira...

Não apelemos a lembrança,
que não é de fibra.
Existamos, tristes, absurdamente,
absolutamente, doentes de tristeza.
Em silêncio...Absoluto.


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