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Elementar, meu caro Wilson

sherlock house

Genialidade, perspicácia, arrogância, dependência química, falta de amabilidade, preguiça, tendências depressivas, habilidade musical. Alguns dessas características servem para descrever diversos personagens da literatura e do cinema, mas todas elas só se encaixam em dois nomes: Sherlock Holmes e Gregory House.

Até aí, nenhuma novidade. Quem já leu alguma coisa do velho detetive inglês e costuma acompanhar a série norte-americana já deve ao menos ter desconfiado das semelhanças. O fato novo é o filme sobre Sherlock Holmes lançado há pouco tempo, muito bem dirigido por Guy Ritchie, no qual outro elemento se soma às “coincidências” entre o detetive e o médico: o relacionamento de ambos com seus fieis escudeiros, Watson e Wilson.

No novo filme, salta aos olhos o ciúme de Holmes em relação ao novo amor de Watson — algo já ocorrido em ao menos duas oportunidades durante as seis temporadas de “House” —, além dos diálogos que resultam na descoberta dos mistérios desvendados pelo detetive e pelo médico. Se a série inevitavelmente tem influências das histórias de Conan Doyle, é difícil imaginar que o diretor de “Sherlock Holmes” não tenha sofrido alguma influência da relação entre House e Wilson.

Nesse sentido, “Sherlock Holmes” talvez tenha bebido em outras boas sacadas do cinema recente. Há quem diga que o James Bond interpretado por Daniel Craig teve influência direta do personagem Jack Bauer, de “24 Horas”. E, assim como no final de “Batman Begins” todos já sabiam que o homem-morcego iria enfrentar o Coringa na sequência, agora é mais do que nítido que o velho Professor Moriarty atormentará o detetive inglês em breve.

Abraço!

Fernando Damasceno é jornalista, ganha a vida escrevendo sobre política, mas no fundo gosta de escrever sobre cinema, livros, música e esporte, e faz isso no JÁ REPAROU? além de colaborar com o MOVIEMENTO .

Contato: fldamasceno@hotmail.com


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