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Meu tio























Com roteiro, direção e interpretação do próprio Jacques Tati, o filme de 1958 consagrou o personagem Monsieur Hulot, como um dos mais carismáticos do cinema. Hulot na pele do próprio Tati foi protagonista de outros três filmes; As férias do Sr. Hulot (1953), Paytime (1967) e Trafic (1971), já “Meu Tio” que não teve grande sucesso na época de seu lançamento, é cultuado ainda nos dias de hoje.

No longa Tati faz uma dura mas bem humorada critica ao superficialismo da sociedade e ao culto à modernidade tecnológica. Monsieur Hulot é antítese de tudo que se espera dessa sociedade. Solteirão, desempregado, descontraído e descompromissado, no entanto, mesmo com esses “defeitos” Hulot é visto como um herói, um exemplo para seu sobrinho, o que causa grande desconforto nos pais do garoto, donos de uma casa que reflete todas as tendências mercadológicas e tecnológicas daquela sociedade.

Meu Tio é um hino de reverência às coisas simples da vida, um convite fácil para o bom humor. Com longos momentos sem diálogo, mostrando o jeito jocoso de Monsieur Hulot contraposto a angústia de seus parentes. Outros diveros “micro-universos” compõe as cenas, como as pessoas na feira, os cães pela cidade, os funcionários na fábrica entre outros.

Contudo, Mon Oncle é um desses clássicos atualíssimos, que embora conte com a grande habilidade e conhecimento cinematográfico de seu realizador, configura ainda como uma obra popularíssima no melhor sentido da palavra, como algo que é muito bom mesmo sendo muito simples, algo que só é muito bom porque também é muito simples. Lição essa que Monsieur Hulot no ensina com graça, sabedoria e simplicidade.

Ygor MF
 
Informações Técnicas:
Título: Meu Tio
País de Origem: Itália/França
Tempo de duração: 110 minutos
Ano de Lançamento 1958
Direção: Jacques Tati



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