Entrevista com o Autor - Marcelo Andrade

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Bem vindo Marcelo Andrade! É um prazer tê-lo aqui no Moviemento em mais uma entrevista com o Autor. Por favor, apresente-se aos nossos leitores. Quem é Marcelo Andrade e nos diga como a literatura chegou à sua vida? 
Marcelo Andrade é mais um brasileiro! Sou jornalista, trabalho na produtoramc, mantenho um projeto cultural chamado ArtenoMovimento e agora também sou escritor. Levo uma vida simples, graças a Deus.

E como passou de leitor a escritor? Quais autores lhe inspiraram e ainda lhe são referências?
Eu comecei a ler muitos livros quando trabalhava na Band. O departamento de expedição recebia muitos livros sem destinatário, eles ficaram lá parados e inusitadamente eu comecei a mexer neles e peguei gosto pela leitura. Com o tempo, todo livro sem dono caia em minhas mãos. E eu lia de tudo. Li até um livro do Paulo Maluf (risos). Depois, na faculdade de comunicação social, seguia lendo de tudo. Porém, quando não estava com saco para ler, escrevia. Via uma cena do cotidiano e tirava alguma coisa dali. Uma vez, um camarada de sala leu um texto meu e falou que meus textos pareciam com um autor que ele gostava muito, o Bukowski. Então ele me recomendou um livro dele. Depois de um tempo comprei um, o Misto Quente, e curti muito, sobretudo pela sinceridade nas palavras. Depois de alguns anos e escrevendo semanalmente para o Projeto ArtenoMovimento e para o Jornal Varginha Hoje, decidi fazer um arquivo com tudo que tinha rabiscado. E nesse processo percebi que alguns deles tinham um traço muito forte de fé, de discernimento sobre a vida e aí decidi lapidar tudo e criar O Evangelho das Ruas.

Conte-nos um pouco sobre o seu processo criativo ou exercício da escrita, como acontece? Alguma particularidade?
É uma coisa natural, considero até um dom que Deus me deu. Eu escrevo no ônibus, no trânsito, na rua, no bar, em casa, na privada. A ideia simplesmente surge e eu registro usando as ferramentas que o jornalismo oferece.

Seu trabalho é bem norteado pela literatura, o jornalismo investigativo e informativo, pode nos citar algum autor importante para o seu trabalho que siga nessa linha, entre o jornalismo e a literatura?
No campo da literatura, o Projeto ArtenoMovimento me ajuda muito. Eu publico muitos autores bons. Gente de muito talento. Tem um tal de Eduardo Kasse que escreve com classe. No Piauí, se não me engano, um tal de Ícaro. Muita gente boa mesmo. No jornalismo, depois de formado, tive a sorte de trabalhar na produção do Jornal da Noite, apresentado pelo Boris Casoy e a dinâmica de uma redação foi à verdadeira faculdade de comunicação. 

Projeto Arte no Movimento
Você está lançando seu Livro O Evangelho das Ruas pela Editora Incomum, fale-nos um pouco mais sobre o livro e o personagem Barney.
Meu livro tem crônicas, contos e poesias. É uma seleção que fiz tendo como fator principal o olhar jornalístico sobre os fatos. A sensibilidade sobre cada cena, dando destaque total para o brasileiro simples, que chora, pensa, luta, ama e encara os desafios com uma fé que vai muito além de religião. O personagem principal eu criei para dar uma identidade ao repórter, que nem sempre entrevistava as pessoas.

E como foi a experiência de auto publicação, como enxerga o mercado editorial e as possíveis saídas para o autor independente?
As grandes editoras querem escritores renomados, querem lucro certo. Eu, como escritor de quinta categoria, encontrei no trabalho independente o caminho ideal, sobretudo pela liberdade.

Trabalha em algum projeto novo? Pode nos adiantar algo?
SIM! Um novo livro está em produção e será um golpe no capitalismo, que usa a moda e a ostentação para desequilibrar a sociedade. Vou revelar uma doença que afeta diretamente o bolso.

O que está lendo no momento ou leu recentemente que gostaria de compartilhar com nossos leitores? 

Acabei de ler Cartas na Rua, estou lendo um livro sobre Educação nas Escolas e preciso terminar um livro do Eduardo Kasse.

Como jornalista e escritor, como enxerga o nosso momento atual na política, nosso país está passando por mudanças ou é apenas uma falsa imagem que os noticiários nos passam?

Tivemos avanços que revelaram uma podridão muito grande. A corrupção é a peça central no tabuleiro do poder. Os políticos continuam falando em mudança para que nada mude. O Brasil não tem um foco, um plano de governo que realmente faça o país andar. O que vemos é publicidade, é desordem e regresso. Só a educação pode nos tirar desse abismo

Ok Marcelo obrigado pela participação! Mande um recado para os novos autores ou para os leitores, enfim deixe aqui o seu recado: 
Eu agradeço muito a oportunidade e deixo um abraço para todos os amigos do Blog. Quem quiser ler o meu livro, ele está em promoção no site da Editora Incomum. Apenas dez conto! Obrigado e um abraço.

O Jornalista e Escitor Marcelo Andrade



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