Swimming Pool - Cinecult

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Divulgando o material publicado no O Cinemista na coluna Cinecult, dessa vez o texto é sobre Swimming Pool, filmaço do diretor François Ozon

A BEIRA DA PISCINA…
Sarah Morton (Charlotte Rampling) é uma escritora de romances policiais, uma mulher recatada e desconfiada. O sucesso de público e crítica conquistados por seus romances, já não lhe satisfaz. Inquieta com a situação Sara parte para a casa de seu editor John Bosload, em uma pequena cidade na França. Lá ela terá a tranqüilidade necessária para mergulhar em seu trabalho a fim de produzir algo inteiramente novo, capaz de surpreender a crítica e o público.
No entanto, em meio aquele cenário bucólico e paradisíaco, Sara terá a repentina aparição de Julie (Ludivine Sagnier), filha de John, para dividir a casa com ela. Julie é uma garota linda, sensual, cheia de vida e apreciadora de exageros de todos os tipos.
Desse encontro inesperado e antagônico, nascerá uma estranha e forte relação de atração e repulsa. Fatos que influenciarão de forma inimaginável no romance que vai paralelamente sendo escrito por Sara.


“Swimming Pool” tem roteiro e direção do sempre surpreendente diretor François Ozon, diretor do irreverente “8 Mulheres”(2002) e do pertubardor “Sob a Areia”(2000). Os filmes de François possuem sempre uma dualidade que confronta certo humor com um suspense mordaz, afinando ainda mais os laços da realidade com a insanidade e a psique de seus personagens.
Outro ponto forte de Swimming é a atuação de Charlotte Rampling, que transmite no olhar e nos pequenos gestos as inseguranças e inquietudes de seu personagem, assim como seu papel em “Sob a areia” dessa vez Charlotte executa uma atuação intensamente introspectiva. Ao contrário desse caminho está Ludivine Sagnier no papel de Julie, que explora a sensualidade e o todo o lado explicito de sua personagem, mas fazendo com que o real caráter de Julie seja apenas uma incerta e perigosa suposição para quem se aproxima dela. Assim, François percorre mais uma vez o universo feminino por um viés psicológico, não deixando de demonstrar característica realistas e míticas provenientes desse tema.


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