Krill (uma pérola) - Aníbal Cristobo

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Krill (uma pérola)
  
No fundo
eu quis ser o galã de ultramar, cantando
no navio afundado – com os olhos

ardendo pelo gás verde
e o milagre do polvo. O balbucio
da descompressão
trocou minha sorte, minha habilidade

pelo pânico
das cenas finais. De nada

valeu
meu traje azul Varsóvia
meu penteado de franco-atirador. “Esta
canção – arraia
atravessando a penumbra – chama-se pérola
das profundezas, e diz 
assim.”-

Aníbal Cristobo

Indicação de nosso consultor, poeta e apaixonado por poesia Israel Azevedo


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