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Pagar as contas
revisar os contos
limpar os cantos 
ouvir o canto.


Necessidade urgente de valores
pungecia de perícia
limpidez iminente
som premente.

O fotógrafo canadense Todd Mclellan através do projeto e livro Things Come Apart fotografou objetos de nosso cotidiano de duas maneiras bem diferentes do usual. Nos dois casos peças como telefones, computadores e outros objetos domésticos são desmontados e fotografados. Noutro momento esses mesmo pedaços são clicados a partir da "explosão" desse mesmo objeto.

Bicicleta desmontada
e a mesma bike em "queda livre"

"Venho praticando a arte da desmontagem desde a infância. Quando era criança, ficava em meu quarto desmontando meus brinquedos com um martelo, na escola secundária, quase desmontei completamente meu carro (...). Se um objeto me interessa, logo ficará em pedaços", disse McLellan.
"A parte fascinante de desmontar um objeto, antes mesmo de fotografar, é a oportunidade de entender o desafio do fabricante. Consigo uma compreensão básica de como o objeto funciona e, também, um grande respeito por ele", afirma o fotógrafo.
planejamento da desmontagem 
 Veja mais obras do fotografo em seu site oficial Todd Mclellan e no vídeo abaixo com as incríveis imagens de um piano em "queda livre"

O "Simpático" Ronald Mcdonald
Durante cerca de um mês as noites de Nova York eram invadidas por um sujeito misterioso e intrigante. Não se tratava de nenhum super-herói, tão pouco um vilão, mas do artista britânico conhecido como Banksy. 

Moradores, jornalistas, fãs, críticos, policiais e políticos tentaram sem sucesso desvendar a real personalidade do artista, ou seria vândalo? Dono de um humor pra lá de crítico e inventivo, o artista fez dezenas de inserções pela cidade que provocam, se não discussões interessantes sobre o meio ambiente e social e sobre a própria arte, podem também resultar em boas risadas.

O capitalismo e o desejo voraz de consumo desenfreado também foi lembrado pelo artista. À frente de algumas lojas do Mc Donalds uma estátua imperativa que lembra e muito o palhaço Ronald Mcdonald numa postura não tão amigável quando de costume. Aos pés desse uma pessoa contratada ficava ali limpando os seus pés por algumas horas por dia.

O que é a arte?
No mercado da arte o nome Banksy é visto com certa polêmica, durante algumas noites dessa temporada em Nova York, alguns de seus trabalhos eram vendidos a preço de banana em quiosques e lojas improvisadas. Em contra partida algumas de suas obras "públicas" sumiram do mapa e foram reaparecer em leilões à preços exorbitantes.

Bichinhos de Pelúcia indo para o "Matadouro"
Links com outros trabalhos do artísta:  Banksy UK , Banksy Stree Art e vídeo destacando alguns de seus trabalhos, vale a pena ver!


Assistindo o programa Sr.Brasil, da TV Cultura, apresentado por Rolando Boldrin, conheci a história do artesão Zé Monteiro, que descobriu a arte na terceira idade, e hoje compartilho com você um pouco dessa transformação que a arte realizou. 

Em 2004, problemas cardíacos deixaram o caminhoneiro de Arcoverde desenganado pelos médicos. Mas com fé, ele recuperou a saúde e o contato com o artesanato foi o “remédio” encontrado pela família para que ele ocupasse o seu tempo, já que dirigir ele não poderia mais. Foi lapidando madeiras que Zé Monteiro reviveu a infância do Sertão. Criando quadros de forma bem primitiva, sem técnica e recheado de cores, ele deu vida aos retirantes e personagens do interior pernambucano. E foi o seu traço simples que encantou Roberto Rugiero, pesquisador e especialista em arte popular brasileira, que levou boa parte das suas peças para a Galeria Brasiliana, em São Paulo. "A arte de Zé Monteiro é inspirada na vida do povo nordestino.

É a história dele. E era isso que o Rugiero estava procurando. Assim que ele viu as peças de papai, comprou todos os quadros. Até então, todas as suas pinturas ficavam em casa", explica Lúcia Monteiro, artesã e filha do artista plástico. Da sua produção local, num simples ateliê em Arcoverde, a arte de Zé Monteiro chegou a exposições no exterior, em países como França, Alemanha, Estados Unidos e tambémfoi contada no documentário Zé Monteiro, o homem que venceu cinco mortes, do cineasta Wilson Freire. O interesse pelo tema, somado ao desejo da família em expor o legado do pai, foram essenciais para a produção do documentário de 20 minutos. "Gosto muito de fazer os meus bonecos.

Agora mesmo fiz uns dez São Franciscos. E me senti bem, muito satisfeito, ao ver o filme que fizeram", canta Zé Monteiro. O documentário é narrado em cordel, com textos de Wilson
Freire, e usa as imagens do artesão na Fazenda Dezerto e de suas inúmeras obras, misturando o que há de mais tradicional na literatura pernambucana. "O tempo que Zé
Monteiro retrata não é o presente, mas o passado. O cangaço, a seca, Luiz Gonzaga. Não tínhamos imagens animadas, vivas, documentais sobre isso. Veio a ideia: ele próprio vai ser o fotógrafo e o cineasta das suas próprias imagens", afirmou Wilson Freire. 

Marcelo Andrade é jornalista na produtoramc e escreve sobre arte e cultura no portal artenomovimento.com.br e colabora com o Moviemento.

Nosso parceiro e colaborador Marcelo Andrade, que escreve o artenomoviemento.com.br e é jornalista na produtoramc.

Olá amigos do Moviemento. Tudo bem? Hoje vamos mergulhar no universo da arte e perceber o seu poder de transformação. No comando do Projeto ArtenoMovimento, idealizado em 2010 para valorizar o dom brasileiro, sou surpreendido com frequência devido
o poder de transformação que a arte executa, principalmente nas mãos dos criativos brasileiros.

Outro dia, via Facebook, conheci a fotógrafa Renata Kelly de São Paulo. Ela criou um projeto interessante que transforma a tristeza dos cemitérios em beleza. “A ideia surgiu na sala de aula quando eu estava perdida em várias ideias, onde nenhuma me dava muito prazer em realizá-las. É estranho, mas encontrei este prazer nas artes cemiteriais quando
comecei a pesquisar e ver as referências fotográficas. Quero mostrar as belezas e a criatividade que temos dentro dos cemitérios, que para algumas pessoas pode parecer estranho e medonho, pois é um local que causa estranheza, um local de sofrimento, mas que atrás da dor há um sentimento também, há uma arte escondida, onde quero revelá-la. 

Este projeto tem como intuito também, valorizar os artistas e suas obras que são tão ricas
e passam despercebidas por muitas pessoas. Valorizará também nossa cultura e sociedade, que sempre estão em busca de algo novo e diferente. Acredito que este projeto será fonte de inspiração para as artes de nossa cidade.”, explicou Renata Kelly. Batizado de PROJETO A ARTE ESCONDIDA, a iniciativa de Renata Kelly está disponível no Facebook, através de um álbum de fotos que ela criou. Vale a pena conferir e se surpreender com o que há escondido nos cemitério.

Marcelo Andrade é jornalista na produtoramc e escreve sobre arte e cultura no portal artenomovimento.com.br e colabora com o Moviemento.
Trabalho do artista plástico Ursus Wehrli. Toc, busca de padrões ou irreverência?






  
A artista Miru Kim inserida em suas próprias fotografias nos lugares mais inusitados.




















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