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A IMPOSSIBILIDADE…

É entre outras coisas do que se trata o filme do diretor Kar Wai Wong, a impossibilidade do amor, da fidelidade e também da infidelidade, a impossibilidade de conter e contar um segredo. No entanto o que poderia ser um filme angustiante, tenso e até desolador, nas mãos de Wong transforma-se em poesia, visual, auditiva e porque não reflexiva.

Amor á Flor da Pele mostra a vida o encontro e desencontros de Chow (Tony Leung Chiu Wai) e Li-Zhen (Maggie Cheung). Ele é jornalista, ela secretária, ambos recém casados e por conta do trabalho de seus respectivos cônjuges passam a maior parte do tempo sozinhos. Nessa lacuna que nascerá a amizade de Chow e Li-Zhen que, mais tarde, através de uma descoberta, fará com que uma cumplicidade, beirando um sentimento maior, apareça se fazendo na verdade necessária para a vida de cada um.

Essa é a história de In the Mood for Love, titulo inspirado na musica de mesmo nome do inglês Bryan Ferry. A música, no longa, não aparece somente como sugestão no nome, mas como poucas vezes visto no cinema, tem importância, influência determinante no longa, mais que uma simples trilha sonora. Dá ritmo a trama, acentua as emoções, sem contar que, junto das belas imagens, da fotografia forte e expressiva da película, termina por dar uma maior plástica ao filme junto desses outros elementos. A estética parece ser um alvo claro do diretor, porém, todo o cuidado com os mínimos detalhes transporta sempre um significado, um propósito. Em “Amor…” tanto a música, quantos a força das cores e mesmo o figurino, colaboram para enfatizar a mensagem do longa, dando maiores informações sobre a complexidade dos personagens e a própria trama.


Amor a Flor da Pele é um desses trabalho que carrega diversas interpretações, filme para ser discutido e revisto, cada vez surpreendendo e deixando escapar um novo, um outro segredo.


Veja o link original das minhas colaborações com o O Cinemista 


Mais um texto publicado em nosso parceiro O Cinemista. Dessa vez, "O Grande Mestre" de Wong Kar Wai.

Depois dos longas “Amor à Flor da Pele” (2000) e “2046” (2004), considerados obras primas do diretor Wong Kar Wai, veio a vez de “Um Beijo Roubado”(2007), uma espécie de versão Hollywoodiana de seus filmes anteriores. Mais ou menos como fez o mexicano Alejandro González Iñárritu com “Amores Brutos” (2000) e “21 Gramas” (2003). No entanto, mais tarde após um hiato de 6 anos, Kar Wai volta a filmar em grande estilo em sua Hong-Kong com o longa “O Grande Mestre” (2013), contando a história de Ip Man, nada menos do que o mentor de Bruce Lee.

Leia a crítica completa no link.