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Frank e o Robô vencedor do troféu Alfred P. Sloan no Sundance Filme Festival 2012, com Frank Langella, Liv Tyler e Susan Sarandon. Vejam o trailer e leiam a crítica que escrevi no Cinecult do nosso parceiro o Cinemista.
crítica do filme: Frank e o Robô .





Em seu terceiro longa o diretor Andrew Dominik continua a perambular pelo mundo dos assassinos e criminosos. Desta vez em "O Homem da Máfia" com Brad Pitt, o diretor conta a história desse homem (Jackie - Brad Pitt) responsável por solucionar alguns dos problemas de mafiosos de Boston.

Em verdade não é muito a história de Jackie que vamos acompanhar e sim o seu trajeto ou "turno" enquanto trabalha. Depois de um roubo a uma casa de jogos, a mafia que controlava o lugar contrata Jackie para achar os criminosos. Assim de forma sutil e letal Jackie inicia a sua busca.
Paralelo a suas andanças vamos acompanhando através de cartazes, rádio e televisores a campanha de Barack Obama a presidência dos Estados Unidos em 2008, entre promessas e propostas para solucionar os problemas da nação em meio a uma forte crise financeira, o longa faz um paralelo entre esses dois homens que de forma diferente estão ali para resolver os problemas dos outros, é para isso que de um jeito ou de outro foram eleitos.
Num cenário desolador, de ruas vazias e uma Boston que parece abandonada, Andrew repete o ritmo lento, quase irritante de "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford", porém se o longa parece arrastado, nos diálogos há conteúdo para diminuir esse inconveniente. Até mesmo nas pouquíssimas cenas de ação do filme o diretor opta por sequências em camera lenta, ironicamente acompanhadas por melodias que em nada tem a ver com as cenas de violência que se vê ali.


O elenco está muito bom, não só em nomes como Brad Pitt e Ray Liotta, além de Pitt num lugar incomum mas bastante a vontade como "vilão" as participações de Scoot McNairy e Ben Mendelsohn como ladrões inexperientes e principalmente James Gandolfini como um matador profissional com crises sentimentais é que rouba a cena.
Veja o trailer do filme:



A Pequena Loja de Suicídios, longa de animação numa co-produção de França, Bélgica e Canadá. Vejam o trailer e leiam a crítica escrita por mim no parceiro O Cinemista



Polissia mostra o cotidiano de um departamento de policia especializado em crimes contra crianças, estupros, abusos, pedofilia, abandono e outros. Um drama documental e corajoso, escrito e dirigido por Maiwenn Le Besco que venceu o prêmio do Juri do Festival de Cannes 2011.

Além de escrever e dirigir Maiwenn também atua, faz o papel de Melissa,  fotografa  que passará uma temporada acompanhando o cotidiano dos policiais afim de montar um livro. No entanto, seu personagem pouco colabora ou importa para a história, apesar desse elemento descabido o grande trunfo de Polissia é justamente mesclar a dura realidade com que os policiais diariamente se confrontam com momentos mais amenos de pura rotina e em alguns raros momentos de descontração. 

Pelos vários personagens e tramas paralelas o longa flerta com o esquema de seriado, por outro lado é muito bem amarrado, resolvido sem deixar que a história vá para muito longe do tenso ambiente da delegacia. Há também uma tenue linha documental mas muito sutil que em momento algum se torna didática ou cansativa. Vale ressaltar a coragem de não se desviar do tema ou amenizá-lo de alguma forma, consequencia disso são alguns momentos e imagens bastante fortes. Aqui Maiwenn encontrou um ótimo parametro para contar uma história sem esquecer da denuncia e vice-versa. 

a atriz, diretora e roteirista Maiwenn Le Besco

Propositalmente escrito errado "Polissia" simula a escrita de uma criança, que embora façam parte do universo do longa são tratadas como coadjuvantes, não é nelas que a camera se demora. Com movimentos rápidos entre um personagem e outro o que se quer mostrar na tela são as reações e os sentimentos despertados em cada situação e cada personagem. Por sua vez falta aqui alguém que se classifique como personagem principal que em Polissia é muito mais uma Coisa do que alguém, são sentimentos como o Amor e o Horror, respectivamente presentes em lugares e situações até então impraticáveis.


Ygor MF


Título original: Polisse
Direção e roteiro: Maïwenn
FRA, 2011, Cores, 127 min.
Elenco:
Karin Viard
JoeyStarr 
Marina Foïs
Nicolas Duvauchelle
Maïwenn
Karole Rocher
Emmanuelle Bercot
Frédéric Pierrot


Uma épica conclusão... Com essa expectativa que Batman The Dark Knight Rises foi esperado e nas mãos do diretor Christopher Nolan concluído com êxito.

Oito anos se passaram, Gotham enfim encontrou a paz e para o bem desta Batman saiu de cena acreditando que sua missão foi cumprida, também por isso Bruce Wayne vive recluso em sua mansão, atormentado pela morte de Rachel Dawes da qual se sente culpado. Num raro momento social da reclusa vida de Bruce Wayne, Selina Kyle (Anne Hathaway), uma habilidosa ladra sugere que um grande mal se aproxima da cidade. Ela está falando de Bane, um mercenário terrorista que trama um plano apocalíptico para acabar de vez com Gotham City. Os anos fora de ação, problemas com a Wayne Enterprises e sobretudo a força descomunal de Bane dificultarão e muito a missão do Homem Morcego.

A trilogia se inspira em três momento dos quadrinhos; Knightfall (1993), The Dark Knight Returns (1987), Terra de Ninguém (1999). Christopher Nolan anexou sua visão sombria ao já gótico mundo de Batman e recriou esse mundo dando-lhe um ar realista, amarrando  persongens, roteiro, direção, efeitos especiais em uma trama coesa e convincente. Aliado a habilidade do diretor, um elenco fortissimo ao longo dos três filmes; Christian Bale, Katie Holmes, Michael Caine, Liam Neeson, Morgan Freeman, Gary Oldman, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway e Marion Cotillard elevou a sequência a uma saga memorável do universo Cinema-HQs.




Site Oficial

Ygor MF


Com Moonrise Kingdom o diretor e roteirista Wes Anderson dá continuidade a uma carreira de contador de histórias, em seus filmes se repete uma visão lúdica de temas que são ao mesmo tempo banais e extraordinários. Filmes como Os Excêntricos Tenenbaus (2001), Viagem a Darjeeling (2007), O Fantástico Sr. Raposo (2009) e agora Moonrise Kingdom percorrem um caminho entre esses paradoxos. 

Em Moonrise King Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward) são dois adolescentes que se apaixonaram após se encontrarem em uma peça de teatro. Durante uma intensa troca de cartas decidem fugir da cidade para poder enfim viver aquele sentimento. Em comum são pessoas que não se ajustam no convivio com outras pessoas seja entre o grupo de escoteiros liderados pelo chefe Ward (Edward Norton) do qual Sam faz parte ou na solidão entre familiares da qual Suzy não consegue transpor.

Porém quando os adultos Ward, os pais da garota (Bill Murray e Frances McDormand) e o capitão Sharp ( Bruce Willis) descobrem essa trama formam uma "equipe de busca" para trazer suas crianças de volta. 

A aventura proposta por Sam e Suzy possui um ar de rebeldia, ingenuidade e afronta a vida pacata e sem graça que as pessoas levam, ainda trilhando um caminho entre paradoxos (o que é bem diferente de estar em cima do muro) chega ao espectador a questão do que de fato é pura ingenuidade e até onde estão sendo corajosas. Todavia embora no próprio longa exista dois núcleos separados pelas ações das crianças e dos adultos Moonrise Kingdom não é mais um hino ou apelo para que corramos atrás de nossos sonhos, pode até ser comparado a uma fábula mas sem nenhuma moral da história.

Ygor MF

Site oficial:
http://www.moonrisekingdom.com/



Com abertura na noite de quinta-feira, 18, com pré-estreia do longa-metragem chinelo No, estrelado pelo galã mexicano Gael Garcia Bernal a 36 Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com mais de 300 filmes em sua programação, um recorde, abriu hoje sua programação para o público.
Um destaque da programação é a Mostra paralela de Andrei Tarkovski, grande oportunidade para rever alguns dos filmes do diretor russo.



Exibido em várias salas da cidade de São Paulo maiores informações no site da 36 Mostra .

Veja também:
Crítica do Moviemento sobre A Infância de Ivan e O Sacrificio de Andrei Tarkovski


Depois da “Estética da Fome” vinda lá atrás com Glauber Rocha e cia. ou o “Glamour da Violência” com os mais recentes “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, chegou a hora de rir de si mesmo (cinematograficamente falando). Como diria o poeta Drummond: “…por que seremos mais castos que o nosso avô português?…”.


Essa é a proposta de Totalmente Inocentes em cartaz nos cinemas. Dirigido por Rodrigo Bittencourt, com Lucas D´Jesus, Fábio Porchart e Mariana Rios nos personagens principais e Fábio Assunção, Ingrid Guimarães e Kiko Mascarenhas como suporte à produção.

A história gira em torno do amor de Da Fé (Lucas D´Jesus) por Gildinha (Mariana Rios). Entre essa paixão quase platônica está Do Morro, personagem de Fábio Porchart que, bem menos romântico, também está interessado na moça.
Para impressionar a amada, Da Fé acredita que tem que entrar no mundo do crime e parte numa desastrosa e cômica carreira criminosa. Enquanto isso, após ter tomado o DDC entregando a Diaba Loira (Kiko Mascarenhas) para a polícia, Do Morro quer aproveitar a situação e a oportunidade para ser capa da revista Taras e Tiros. Gildinha tenta conseguir uma entrevista com ele para Wanderlei (Fábio Assunção), que por sua vez quer impressionar a chefe (Ingrid Guimarães) e sair de férias.



Assim, motivadas por interesses próprios e pequenos, as ações dos personagens farão com que essas e outras histórias entrem em conflito, ora convergindo, ora se espalhando em outras diversas situações.

Com um público alvo bem definido pelo diretor, muito voltado para os adolescentes e usuários de internet, Totalmente Inocentes cumpre aquilo que propõe: o riso fácil ao adotar caminhos iguais a paródias como “Todo Mundo em Pânico” e “Corra que a Polícia vem ai”. Embora em alguns momentos o riso fácil seja pobre por demais, valem as diversas referências como a animação de Kill Bill ou a rotação da câmera de Cidade de Deus, entre outras.

Originalmente publicado no Cenas de Cinema
Ygor MF

Então todo o gelo secou... a terra foi ficando cada vez mais verde e árida...

Isso não é nenhum relato histórico ou geográfico do fim dos tempos, ou de mudanças climáticas do nosso planeta, e sim o que aconteceu com a 4ª sequência de "A Era do Gelo". Não tão brilhante quanto os outros três longas, o quarto episódio chega aos cinemas repetindo uma mesma formula que dessa vez não deu tão certo.

Quando o continente se separa, Manny(o mamute), Diego e Sid são acidentalmente isolados num iceberg. A deriva em alto mar tentam voltar para a terra firme junto dos outros, porém são interceptados pelo "Capitão Entranha" e sua compania de piratas.

Mais uma catástrofe ou mudança geográfica e a necessidade dos personagens se mudarem de um ponto A para um ponto B, acrescenta-se um vilão no meio dessa jornada e tem-se um sucesso de bilheteria certo? Do ponto de vista financeiro o sucesso parece certo, mas "A Era do Gelo 4" soa como simples repetição, novos personagens não se justificam na história e nem alcançam um carisma pleno, há sim bons momentos de ação e humor, virtuosismo técnico, mas toda essa graça parece vinda de uma piada já contada.



Finalmente após uma longa história de tentativas e frustrações o romance de Jack Kerouac será finalmente adaptado para o cinema, orgulho para nós brasileiros é ver mais um ícone da literatura nas mãos de um brasileiro assim como Fernando Meirelles e "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago, que por sinal teve diversos problemas até ir de fato para as telonas. Conta-se que Francis Ford Coppola (detentor dos direitos do livro) teria escolhido Walter após assistir "Diário de Motocicleta" outro road movie. 


O longa conta com a presença de Kirsten Dunst e Kristen Stewart, além do talentoso Sam Riley do ótimo "Control". Estréia prevista para esse mês

Kristen Stewart


Com estréia prevista para este mês de Maio o documentário Uma Longa Viagem da diretora Lúcia Murat revisita o tema da ditadura através das lembranças, documentos, fotos e vídeos da própria diretora que foca principalmente na vida do irmão um andarilho experimentando a contra cultura por todo o mundo.



Óbvio e surpreendente o lançamento do filme The Raven, adaptação dos contos do escritor Edgar Alan Poe, tido com um dos principais mestres do conto policial. Óbvio pois a literatura de Poe possibilita inumeras adaptações para o cinema, sua inventividade e suspense permanecem atuais e unicas até os dias de hoje. Por tanto, explicando melhor o "Óbvio" disso é como dizer: "poxa como não fizeram isso antes!!!". Já a surpresa se dá por estar em meio a constantes lançamentos que ignoram o velho ou preocupam-se com as "necessidades" do presente. Ou ainda a surpresa me chega por ser um admirador dos Contos da rua Morgue e não ter tipo nenhuma notícia sobre a produção.

Em The Raven, John Cusack é o próprio escritor Edgar Alan Poe à caça de um assassino serial que imita os crimes dos seus contos. A direção é de James McTeigue, responsável pelos ótimos "V de Vingança" e "Ninja Assassino".
 
 

Para conhecer e aproveitar mais as diversas referências do longa vale a leitura de alguns dos contos do autor encontrados no livro "Histórias Extraordinárias" disponível em diversos formatos desde ebooks à edições de bolso.


Veja também: Micro conto publicado aqui no Moviemento: Ghost Writer