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UM TIME PACATO

A Copa vai começar,
e eu vou torcer!

Vou torcer,
por incompetência da razão,
e mérito total do coração.

Não sei se nasci assim,
genuinamente brasileiro,
acredito que o Senna me influenciou,
mas certamente as dificuldades ensinaram:
desistir nunca,
persistir sempre,
vibrando com cada jogada da vida.

Sociologicamente,
puta merda,
Desordem e Regresso,
Confesso, 
e rezo,nosso time não nasceu para perder.

Marcelo Andrade é Jornalista na produtoramc e autor do livro O Evangelho das Ruas, publicado pela Editora Incomum

No mundo da comunicação é interessante observar o impacto que uma informação provoca, revelando detalhes mais íntimos da nossa sociedade. 

Eu edito um jornal de bairro, que tem presença online no endereço www.superquadranews.com.br e também a versão impressa que circula mensalmente em todas as residências do bairro Super Quadra Morumbi. A base do conteúdo, claro, é o bairro, respingando em alguns acontecimentos da região. Além disso, há informações dos anunciantes (que dão fôlego ao projeto) e um vasto conteúdo opinativo dos colunistas.

Certo dia, recebemos uma denuncia de um morador relatando à falta de um medicamente no posto de saúde. Após o serviço de apuração dos fatos, serviço essencial para o jornalista esculpir uma matéria, descobrimos que a ausência do remédio acontece em toda cidade de São Paulo. Detalhe importante! O problema ocorre desde Novembro de 2013, e pesquisando na internet não há registros do problema. A grande mídia também esqueceu...

O remédio em questão chama-se Aerolin e é fundamental na vida de um cidadão que tem asma. Segundo a funcionária Marina, da Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde, a falta do medicamento acontece em toda a cidade de São Paulo e não tem data para voltar aos postos de saúde. “Não temos esse medicamento, e não existe qualquer previsão de disponibilidade na rede básica de saúde”; declarou a funcionária da prefeitura. Além disso, ela afirmou que foi aberto um processo de licitação para a compra do medicamento, mas ainda não existe uma previsão concreta de quando o Aerolin estará à disposição nos postos de saúde da cidade.

Voltando à observação do impacto da informação, percebemos como é valiosa a sua participação no desenvolvimento do país, monitorando e denunciando os problemas do seu bairro. Afinal, a democracia está viva e não adianta só votar.

Marcelo Andrade é Jornalista na produtoramc e autor do livro O Evangelho das Ruas, publicado pela Editora Incomum


Olá amigos da cultura! Algumas cenas que vivenciamos, no calor da nossa rotina, nos marcam e nos levam a longas reflexões. Recentemente, acompanhei duas histórias, dois extremos e decidi registrar em tom de poesia, principalmente para preservar a identidade dos envolvidos. Aprecie e boa reflexão. 

De um lado,
uma viciada em crack,
queimando a vida,
basicamente sem esperança.

Na outra ponta,
uma enfermeira que salva vidas,
hoje lutando por ela,
com a pílula da esperança.

Dois extremos,
dois seres,
por um milagre,
do único Deus!


Marcelo Andrade é Jornalista na produtoramc e autor do livro O Evangelho das Ruas, publicado pela Editora Incomum

Estreiando aqui no Moviemento o colaborador Marcelo Andrade, que escreve no artenomoviemento.com.br e é jornalista na produtoramc.


Loucura, se ninguém te louva, louva-te a ti própria. Pense na loucura como a sua fiel companheira. Presente na sua vida nos momentos mais decisivos e prazerosos. Elogio da Loucura, escrito em 1509 por Erasmo de Roterdã, convence o leitor que sem a loucura jamais existiria casamentos, amizades verdadeiras e seria impossível viver nos parâmetros da sociedade.

Respeitado padre, Erasmo escreveu a obra numa viagem a cavalo da Itália à Inglaterra. O toque de genialidade do livro, sempre irônico ao provocar a ordem social daquele tempo, é a impressão que você tem de que é a loucura que fala nos seus ouvidos, elogiando a si própria e mostrando o quanto está presente nos mínimos detalhes das ações humanas. Sempre com a razão, a loucura também se mostra uma coisa necessária e até sedutora.

No meio dessa viagem divertida e inteligente, Erasmo ainda faz duras críticas. Primeiro a religião, em especial à católica. Depois, aos juristas que ao criarem centenas de leis sem se preocupar com a relação que existiria ou não entre elas, estão embebidos na loucura.

“Deliciosa loucura, és a divindade que semeia a felicidade por todos os homens. Afinal, haverá criatura mais feliz, tonta, alegre e extravagante que um louco? De que valeria a vida se lhe cortássemos todos os prazeres? Por isso te louvo e presto culto. É a ti que vou
buscar inspiração para as coisas prenhes da vida. Já dizia Sófloces: Quanto menos prudência e sabedoria, maior a felicidade. Repara na infância, é um dos períodos mais alegres da nossa vida porque traz em si a sedução da loucura. À medida que o homem cresce, estuda e aprende a disciplina da vida, a sua graça murcha, a vivacidade languesce, a alegria arrefece, o vigor decresce. E a velhice só é suportável com o auxílio da loucura....” escreveu Erasmo de Roterdã em 1509.

Marcelo Andrade é jornalista na produtoramc e escreve sobre arte e
cultura no portal artenomovimento.com.br e colabora com o Moviemento