Mostrando postagens com marcador cinema frances. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema frances. Mostrar todas as postagens



Algumas capas da revista francesa Cahiers du Cinema, criada na decáda de 50 por Jacques Doniol-Valcroze, André Bazin e Lo Duca.

Contando com colaboradores como Jean-Luc Godard, Claude Chabrol e François Truffaut, a revista foi um ponto de partida para Nouvelle Vougue, movimento criado por críticos e roteirista que passaram a dirigir filmes de uma forma mais autoral e menos comercial.

Site da revista:

Hiroshima Mon Amour –
Prisão do Esquecimento

O diálogo do incomunicável, a expressão do inexpressível, compreender e se livrar do passado que não se entende e não se liberta. Essas são tentativas frustradas dos personagens de “Hiroshima Meu Amor”, uma atriz francesa de passagem pelo Japão para gravar um filme contra a guerra se encontra com um arquiteto japonês, ambos perdidos de seus relacionamentos conjugais se encontram em uma país que tenta ainda se reencontrar emocionalmente numa pós catástrofe atômica.

O diretor francês Alain Resnais tenta contar a história do incontável, em diálogos desconexos, distantes, sozinhos. O início do filme é composto de longos momentos de silêncio, contemplação do nada, imagens fortes do bombardeio do qual a cidade de Hiroshima foi alvo.

A trilha sonora melancólica acentua o clima e cada sentimento dos personagens, enquanto estes são a justa contraposição de sentimentos e caminhos a ser percorrido. Elle (Emmanuelle Riva) é uma bela e sensível atriz, no entanto atormentada por um amor do passado que a mantém inerte, como se perambulasse através dos dias e pessoas. O olhar sempre angustiado parece buscar a visão daqueles dias perdidos. Lui (Eiji Okada), ao contrário, quer fugir dos dias passados, e do atual momento de sua vida com um casamento fracassado sem amor, para isso o arquiteto encontrará em Elle o caminho para sua fuga ou sua redenção. Nesse romance intenso e descompassado Hiroshima meu Amor alcança maiores vôos do que somente um relacionamento entre duas pessoas, segue inerente, toda uma carga política, e filosófica por trás de todo gesto que se vê na tela.

Sendo um dos precursores da Nouvelle Vague o diretor Resnais conta uma história densa, utilizando e misturando a linguagem literária à cinematográfica, formatando uma história quase estática, mas ainda sim não linear.
















Sem dúvida que Hiroshima Mon Amour não é um filme fácil, já que os cineastas da “nova onda” buscavam justamente o distanciamento de produções comerciais, buscando o conflito da imoralidade antes escondida.

Por fim, cabe se dizer que: Para se ver livre do passado há de se entregar a prisão do esquecimento...

Ygor Moretti


FICHA TÉCNICA
Diretor: Alain Resnais
Elenco: Emmanuelle Riva, Bernard Fresson, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud.
Roteiro: Marguerite Duras
Fotografia: Michio Takahashi, Sacha Vierny
Trilha Sonora: Georges Delerue, Giovanni Fusco
Duração: 90 min.
Ano: 1959
País: França/ Japão
Gênero: Drama
Cor: Preto e Branco
Estúdio: Argos Films
Classificação: 18 anos

Inimigo Público Nº1

O diretor Jean-François Richet filma a história do famoso gângster francês Jacques Mesrine (Vincent Cassel), que nos anos 70 se tornou o inimigo nº1 da polícia parisiense.

Após a guerra da Argélia, o jovem Mesrine volta à casa dos pais, porém, mudado pelo que vivenciou, se distancia imediatamente da vida pacata que o esperava, ingressando em na carreira criminosa que lhe proporciona uma ascensão rápida e tentadora.

Esse será o tema do filme, a evolução do personagem, enfatizada de forma grandiosa pela atuação de Cassel. À medida que se infiltra, ou melhor se aprofunda, no mundo do crime, seus planos ganham proporções cada vez mais ousadas, e sua personalidade cresce junto a isso, violento e cada vez mais angustiado em busca do "Golpe Perfeito", que aliás nunca virá, já que não há uma meta, um ponto a se chegar, mas um longa estrada onde o que se deve fazer é acelerar cada vez mais rápido, sem rumo e sem limites.

Assim somos apresentado a Jacques Mesrine nessa primeira parte que foca sua origem e os altos e baixos de sua carreira criminosa. A seqüência do longa até o momento não tem data prevista para estréia.

Com um roteiro ágil e uma direção que acompanha o ritmo do texto, fotografia bela e tensa, "Inimigo público nº1" surge como uma ótima opção nas telas do cinema. Junto ao lançamento do Hollywoodiano "Inimigos Públicos" de Johnny Depp, pode-se fazer uma curiosa (mas despretensiosa) comparação, não quanto a qualidade dos filmes, mas sim no que se refere ao "ângulo" escolhido para contar cada uma das histórias.

Ygor MF

Ficha Técnica:
Título Original: L'Instinct de Mort
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento (França / Canadá / Itália): 2008
Site Oficial:
www.mesrine-lefilm.com
Direção: Jean-François Richet
Roteiro: Abdel Raouf Dafri e Jean-François Richet, baseado em roteiro de Abdel Raouf Dafri e em livro de Jacques Mesrine

Elenco:
Vincent Cassel (Jacques Mesrine)
Cécile De France (Jeanne Schneider)
Gérard Depardieu (Guido)
Gilles Lellouche (Paul)
Roy Dupuis (Jean-Paul Mercier)
Elena Anaya (Sofia)
Michel Duchaussoy (Pierre André Mesrine)
Myriam Boyer (Mãe de Jacques)
Florence Thomassin (Sarah)
Abdelhafid Metalsi (Ahmed)
Deano Clavet (Roger André)
Ludivine Sagnier (Sylvie Jeanjacquot)
Dorothée Brière (Suzon)
Ibars Valverde (Maria)
Sabri Lahmer (Gégé)
Manuela Gourary (Mado)
Frankie Pain (Lulu)
Jean-Claude Leguay (Tabacoff)
Caroline Ferrus (Maggy)
Shaun Gerardo (Simon)