Mostrando postagens com marcador Crítica de Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crítica de Cinema. Mostrar todas as postagens

Na rápida entrevista de apresentação aos amigos internautas de O Cinemista, digo que uma das razões do cinema ser apaixonante são os personagens, aqueles pelos quais nos apaixonamos e torcemos, porém, para que isso aconteça, precisamos acreditar nessas “pessoas” e “comprar” a sua briga.

“El Perro” produção argentina dirigida por Carlos Sorin conta a história de Juan Villegas, um homem de 56 anos que trabalhou durante 20 anos em um posto de gasolina, agora desempregado, tenta sobreviver vendendo facas artesanais que ele mesmo produz. Diz-se casado embora não veja sua mulher a mais de 20 anos, mora de favor com a filha, para a qual tenta mostrar-se útil amenizando a turbulência daquele lar.Após socorrer duas mulheres com o carro quebrado na estrada, o ex-frentista é presenteado com um cão de nome duvidoso “Bombon de lê Chien” da raça Cão Andino. Villegas sabe que sua filha não gostará e tão pouco permitirá aquele animal dentro de sua casa, todas essas situações lhe causam grande desconforto, porém, armado de um olhar triste-esperançoso Villegas dará inicio a uma nova jornada que mudará toda a sua vida.


De forma bastante simples, “O Cachorro” conta uma história de valores, de feitos grandiosos vistos em pequenas ações. Um filme emocionante sem ser apelativo, que no máximo utiliza da belíssima trilha sonora acentuando as cenas. O ambiente, os cenários desertos e as grandes distanciam ditam o ritmo do longa, que em alguns momentos toma de características de road-movies, personagens e lugares passageiros mas com alguma importância para a história.

Produzido em 2004 “El Perro” continuou sinalizando o crescimento do cinema argentino desde o começo dos anos 2000 com filmes como “O Filho da Noiva” e “Nove Rainhas” até os mais recentes “O Segredo dos Seus Olhos” (2009) e “Dois Irmãos” (2010). Sem a rivalidade vista nos campos de futebol, podemos aqui apreciar o ótimo cinema que nossos hermanos tem feito, encontrando um valioso equilíbrio que agrada tanto a público quanto a crítica.

Mais um texto publicado em nosso parceiro O Cinemista. Dessa vez, "O Grande Mestre" de Wong Kar Wai.

Depois dos longas “Amor à Flor da Pele” (2000) e “2046” (2004), considerados obras primas do diretor Wong Kar Wai, veio a vez de “Um Beijo Roubado”(2007), uma espécie de versão Hollywoodiana de seus filmes anteriores. Mais ou menos como fez o mexicano Alejandro González Iñárritu com “Amores Brutos” (2000) e “21 Gramas” (2003). No entanto, mais tarde após um hiato de 6 anos, Kar Wai volta a filmar em grande estilo em sua Hong-Kong com o longa “O Grande Mestre” (2013), contando a história de Ip Man, nada menos do que o mentor de Bruce Lee.

Leia a crítica completa no link. 


É importantíssimo não ter preconceitos sobre absolutamente nada, pessoas, classes, lugares, livros e claro... Filmes. Todavia, antes de ir ao encontro de algo novo, toda informação é muito bem vinda. Junta-se essa informação preliminar e contextual a nova experiência obtida e Bingo! Você pode ter agora a sua opinião... Sendo assim meu caro, se você não sabe nada sobre o diretor Darren Aronofsky, não espere que seu novo filme "Noé" seja um adaptação fidelíssima da história bíblica, até porque, sendo um adaptação já está implícito que algo precisou ser adaptado, modificado para uma nova realidade ou no caso, um novo veículo de narrativa.

Adaptado da Graphic Novel escrita pelo próprio Darren um ano antes da produção cinematográfica, diz-se que na verdade o "gibi" foi uma espécie de roteiro ou guia para aplacar qualquer espanto de produtores, investidores e cia ao ter um primeiro contato com o roteiro. Por outro lado a história de Noé é admirada e perseguida pelo diretor desde sua adolescência. Depois de filmar "Pi" (1998), Darren tentou sem sucesso iniciar esse projeto barrado por produtores por julga-lo um diretor bastante novo para tão grandioso trabalho. 
Anos e filmes mais tarde o diretor tem agora sob sua direção, Russell Crowe (Noé) e Jennifer Connelly (Naameh) fazendo novo par depois de "Uma Mente Brilhante (2001). E a oportunidade de contar sua versão sobre o dilúvio. Noé é o ultimo descendente dos homens tementes ao Criador, vivendo em uma terra com escassez de alimentos e dominada por homens que descendem de Caim e são por tanto inimigos de Deus. Neste cenário Noé precisa proteger e conduzir sua família segundo suas crenças naquilo que o Criador determina que seja o correto a ser feito. Em meio a isso recebe uma mensagem através de sonhos e visões de que precisar construir uma imensa Arca, pois um diluvio está por vir para por fim a todo o mal existente na terra e dar início uma nova era.

Há que se dizer que "Noé", ao lado de "O Lutador" (2008), é um dos trabalhos mais sóbrio do diretor, tendo em vista filmes como "Pi" (1998), "Réquiem para um Sonho" (2000), "Fonte da Vida" (2006) e "Cisne Negro" (2011). Isso posto, a ideia original de Noé; Arca, Diluvio e a nova aliança de Deus com o homem está presente no longa. Ainda que por trás de anjos caídos, gigantes de pedra e outros personagens inexistentes na história original. O diretor ressalta a dificuldade de transformar uma história de 4 capítulos em um filme de duas horas e vinte minutos de duração. Assim, não apenas para preencher possíveis lacunas mas dar aos personagens maior carga dramática, novos conflitos e questionamentos são explorados. 


Bastante convincente Crowe demonstra bem como seu personagem recebe os desígnios do Criador, em nenhum momento com descrença ou relutante, mas procurando entender aquelas mensagens e absorver a importância de ser um escolhido de Deus. Junto a isso precisa administrar o ego e o caminho de seus três filhos, Sem, Cam e Jafé. Como se não bastassem obstáculos, na história do diluvio contada por Darren Aronofsky há ainda um outro opositor a Noé, que o ótimo Ray Wintone representa com brilhantismo, num papel do vilão Tubal-Caim que mesmo sendo inimigo declaro do Criador, acredita que também pode entrar na arca. O elenco conta com Anthony Hopkins e Emma Watson em boas participações mas de menos importância.

Com diversas digressões na história que causaram e continuarão a causar bastante desconforto no público mais conservador, "Noé" de Darren Aronofsky não serve como referência bíblica, o que de fato nem parece ser a preocupação ou proposta do diretor. Contudo e como de costume através do entretenimento de seus filmes, consegue sempre deixar uma margem para discussões e interpretações de suas histórias. Ao construir um Noé menos profeta e mais "humano", nos conduz a uma importante lembrança e nos insere numa mesma "missão" que o seu personagem Noé tem a cumprir. Pois desde aquele tempo tivemos uma nova aliança com Deus, e agora cabe a nós aproveitarmos essa para reaprendermos a ser pessoas melhores mesmo diante de tempos tão difíceis.


Leia também aqui no Moviemento: Critica de O Lutador - de Darren Aronofsky

Em 2010 um acidente no SeaWorld envolvendo a treinadora Dawn Brancheu, atacada e morta por uma Baleia Orca com quem realizava um show, trouxe à mídia a escandalosa e chocante notícia... Após o burburinho e sensacionalismo da imprensa, a diretora Gabriela Cowperthwaite resolveu investigar melhor essa história, e nos relata de forma investigativa e documental em Black Fish. "Não é algo único, temos que voltar atrás para ver o que aconteceu", diz um ex funcionário do parque em depoimento frente a camera, e é isso que a diretora faz. 

O documentário mostra como as Orcas são capturadas ainda filhotes e separadas de suas mães. Depois são colocadas em tanques minúsculos (considerando o seu tamanho) junto de outras baleias vinda de diferentes lugares e sociedades. Sabe-se que as Orcas possuem um complexo sistema social, com "dialetos" e regras próprias que influenciam diretamente no convívio do grupo. Assim, a partir do momento que se faz essa mistura, num lugar onde os indivíduos são obrigados a conviver um com outro, muitas agressões acontecem entre os próprios animais. É nesse cenário que o filhote Tilikum é inserido, a partir de então sua vida e a de todos ao seu redor nunca mais será a mesma.

Percorrendo o trajeto de "Tili" que mais tarde seria a principal atração do SeaWorld, o documentário passa por outros acidentes envolvendo o próprio Tilikum e animais de outros parques. Desde a captura a traumática separação de mães e seus filhotes, escancarando o mercado valioso que essas espécies se transformam para a procriação em cativeiro, visando sempre o lucro e a manutenção do "Show". 

Tocante, intrigante e esclarecedor, num trabalho que investiga, informa e nos faz repensar nossa relação com o meio ambiente. Mostrando que o incidentes nos parques aquáticos na verdade eram como bombas relógio, crônicas de uma morte ou acidente anunciado.  


Já disponível no Netflix e no NOW
Veja também: O Homem Urso de Werner Herzog
Nos moldes de "Zodíaco" 2007 o longa "Os Suspeitos" do diretor Canadense Denis Villeneuve mantem-se firme num ótimo roteiro que não se apressa em contar a história mas respeita um ritmo lento, que dá ao filme um caráter especial.
Em meio a um almoço de Ação de Graças na casa de seu amigo Franklin (Terrence Howard), Keller Dover (Hugh Jackman) percebe que a filha Anna e Joy sua amiga estão demorando para voltar de sua casa onde foram buscar um apito de urgência. Após procurar nas duas casas e em todos os cômodos, seu filho mais velho Ralph informa sobre a estranha presença de uma Van estacionada na rua, dentro dessa alguém parecia observar as meninas enquanto brincavam ao redor do automóvel.   
Assim se instala o pânico em todos, a polícia é avisada e tem início a caça a Van e ao seu misterioso motorista. Nesse ponto entra em cena do detetive Loki (Jake Gyllenhaal), conhecido por nunca ter perdido um caso, talvez o seu maior desafio esteja nesse perigoso e intrigante mistério.
Com um grande elenco nas mãos, Maria Bello, Terrence Howard e Jake Gyllenhaal num papel parecido com o de "Zodíaco", o diretor Denis Villeneuve manteve não apenas esses nomes como também toda a trama bem ajustada e controlada por suas lentes. Hugh Jackman fez uma preparação toda especial para vivenciar o papel, fazendo pesquisas com os problemas do alcoolismo e o comportamento de pessoas que vivenciaram grandes tragédias.
Sob uma luz sempre opaca, num clima denso e lento a trama é narrada em suas minucias, sem pressa de contar a história e mergulhar nas diversas reviravoltas que acontecem e principalmente no drama que cada uma dessas mudanças causa nos personagens. O publico precisa sim de paciência e "compromisso" com a história em suas 2 horas e meia de filme. Mas certamente será recompensado com um filme que aos poucos vai se desvendando e permitindo diversas inferências, mesmo ao seu final ou em possíveis e futuros reviews da película.
Uma mistura genuína muito bem feita de “500 Dias Com Ela”(2009), “Medianeras”(2011), com um leve toque de “Trainsporting”(1996)… É o que podemos perceber no ótimo Cashback do diretor Sean Ellis...

Veja o trailer do longa e a crítica completa no Cinemista nosso parceiro e onde tabém escrevo.

...Das referências de “500 Dias Com Ela” e “Medianeras”, ficamos com a empatia que personagem conquista, a narrativa e as impressões de Ben sobre as situações vividas que, por várias vezes, nos alcançam no intimo de um pensamento ou sentimento o qual também partilhamos. Já de “Trainsporting”(lembrando que cito por simples e despretensiosa referência), temos o humor inglês e os personagens esquisitos, de índole suspeita, além dos zooms da câmera, movimentos e perspectivas diferenciadas....



Seria errado dizer que o fato de um filme brasileiro ter muitos “atores” brasileiros o torna menor? Seria então também errado afirmar que uma qualidade desse mesmo filme é ele não parecer com os demais filmes nacionais?
Pois Mato Sem Cachorro do diretor Pedro Amorim mostra que tais afirmações “bestiais” podem sim ter certa razão. Leia a crítica completa no ótimo O Cinemista, site parceiro de cinema.


Em teoria literária, quando se fala em conto, uma das características do gênero é a habilidade de contar uma história quando na verdade ser quer contar outra. Em O Vencedor, o diretor David O. Russell demonstra grande habilidade em ir de um ponto de vista a outro, mantendo ainda a unidade de uma história repleta de camadas.

O história do filme, baseada em fatos reais, é a da vida dos irmãos Dicky (Christian Bale) e Micky Ward (Mark Wahlberg). Ambos tentam manter a união de sua complicada e desestruturada família, enquanto precisam encarar a difícil carreira na divisões menores do boxe.


Leia texto completo no Cenas de Cinema

Linkagem Cultural:
Livro "O Bom de Briga" de Markus Zusak


Terceira parte da trilogia dos irmãos Wolf, "O Bom de Briga" é uma história em partes bem parecida com o filme "O Lutador", narra a história de Ruben e Cameron Wolf encarando o rústico mundo das lutas amadores de boxe para ajudar no sustento da família. O que mais chama atenção nessa dupla é a diferença do caráter de um e de outro irmão, igualmente acontece com Dicky e Micky Ward do longa metragem. 



O Texto de Zusak é rápido e bem escrito, um romance juvenil mas que não deve ser em nada menosprezado pelos leitores mais experientes. Os outros livros da trilogia são: "O Azarão" e "A Garota que eu Quero". Mark Zusak é autor do aclamado "A Menina que Roubava Livros" que por sua vez vai ir para as telonas.



A refilmagem de “A Morte do Demônio” “vende-se” como um dos filmes mais assustadores dos últimos tempos. Pretensões ou marketing a parte o longa dirigido pelo estreante Fede Alvarez não cumpre com o que promete, ainda que tecnicamente impecável permanece num limbo não sendo nem um remake (já que corta característica bem específicas do original) e tão pouco alcança algo novo.

Veja o trailer e leia a crítica na integra que publicamos no nosso parceiro O Cinemista



Após o longa-metragem Matadores de Velinhas, refilmagem de Quinteto da Morte, de Alexander Mackendrick, os irmãos Coen visitaram mais uma produção que passou pelas telas de cinema anos antes: Bravura Indômita, de 1969, adaptado do romance de Charles Portis, com John Wayne no elenco. No entanto, segundo os próprios diretores, a nova versão do faroeste não seria mais uma refilmagem, mas sim outra adaptação cinematográfica do livro de Portis.


Leia a critica completa publicada no Cenas de Cinema, site parceiro onde colaboro.


Um caminhoneiro solitário e rabugento conhece um garoto alegre e bondoso com quem vai aprender coisas valiosas sobre a vida...

Não poderia haver tema e contexto mais clichê no cinema certo? No entanto, “À Beira do Caminho” novo filme do diretor Brenno Silveira de “Gonzaga – de Pai pra Filho” (2011) e “2 Filhos de Francisco” (2005), arrisca-se bem próximo ao lugar comum de um tema bastante repetido, em outros momentos abusa de sentimentalismos, mas com atuações pontuais e convincentes do ótimo João Miguel e do garoto Vinicius Nascimento, não se queima por completo e sobrevive como um bom título agora disponível nas locadoras.

Após contar a história da dupla sertaneja Zezé Di Carmago e Luciano (2005) e de Luiz Gonazaga (2011) em seus filmes anteriores, o diretor Brenno Silveira conta-nos a história de João (João Miguel) e suas viagens pelas estradas brasileiras. Se nos longas anteriores os personagens eram músicos famosos, dessa vez o personagem é um homem comum, mas a MPB está presente no novo filme do diretor, as canções de Roberto Carlos são em “A Beira do Caminho” quase um personagem, ao lado da belíssima fotografia do filme, grandes planos que mostram a solidão do sertão e das estradas, pontuam o ar melancólico que os personagens carregam.

A história tem início quando certo dia enquanto João escuta barulhos na caçamba de seu caminhão, enquanto atravessa uma estrada deserta. Com uma arma na mão vai averiguar quando assustado se depara com um garoto escondido no veículo. Assustado o menino pede à João que não atire e nem o deixe no meio daquele nada. Piedoso ainda que bastante relutante João aceita a situação e decide levar o menino até a próxima base militar, porém, quando chega no lugar o guarda de plantão não permite que ele deixe o garoto por ali e o instruí a leva-lo até a delegacia numa próxima cidade. Chegando lá o delegado da cidade está de férias e mais uma vez o garoto volta para a cabine do caminhão. Assim o que era uma carona curta se transforma numa longa viagem à São Paulo onde João vai fazer um entrega e Duda vai tentar encontrar o pai de quem sabe muito pouco, apenas o que diz o endereço numa foto antiga.

Nessa viagem o que era mais do que previsível se cumpre, aos poucos surge entre os dois uma cumplicidade que derruba o que antes era distância e aversão. Essa transformação porém, é demonstrada através de várias cenas clichês e em certos momentos até piegas, em contrapartida mesmo tendo nas mãos um texto raso, a dupla de atores consegue evitar que o longa caia numa mesmice desinteressante. Escolhido entre mais de 800 garotos Vinicius Nascimento consegue dar o tom de doçura, rebeldia e tristeza que seu personagem pede, sem torná-lo caricato ou mesmo chato. Já João Miguel depois de suas várias e ótimas atuações desde “Estômago” (2007) e “Cinema, Aspirinas e Urubu” (2004) aos recentes “Xingu” (2012) e “Gonzaga de Pai pra Filho” (2011), repete em “A Beira do Caminho”, mais uma atuação convincente, principalmente por nunca haver força demais em seus gestos e expressões, a força que caracteriza seus personagens vem da simplicidade daquilo que é natural e verdadeiro. Completando o elenco; Dira Paes e Ângelo Antônio tem passagens curtas e boas.

Quanto a direção, diante do enredo previsível, Brenno Silveira não se esforçou para esconder isso, acertadamente diga-se de passagem, pois trabalhando com o que tinha em mãos conseguiu bons resultados; inserindo flash–backs sobre o passado de João que deram mais vida a história “meio manjada”, por outro lado como se fossem vinhetas surgem de tempo em tempo frases de rabeiras de caminhão e noutros momentos as cenas são mais demoradas e lentas, o que neste caso é um acerto, pois condiz com o ritmo da história e o contexto em que estão os personagens.

Por fim, nota-se que ao depara-se com uma história de ficção, onde as possibilidades eram maiores, o diretor Brenno Silveira demonstra ainda algumas manias ou resquícios de características das outras produções, ao mesmo tempo, parece já anunciar algum crescimento deixa boa expectativas para seus próximos trabalhos.