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Projeto Gráfico criado pela Capitular Design Tarefas que viram hábitos, veja abaixo o book trailer e leia a entrevista com o autor. 
Exclusiva para o Moviemento!!!


Para Flávio Leônidas, os verdadeiros ingredientes para uma vida completa, são nossos valores humanos. Quando você conhece a si mesmo, pode compreender melhor o seu propósito de vida e identificar com clareza suas limitações.
É fundamental saber quais são seus maus hábitos, de modo que você possa transformá-los qualidades que aproximem você do seu propósito de vida.
Ao longo de sua vida, o autor identificou que muitas pessoas trabalham durante toda sua existência sem saber quais são os caminhos que levam a realização pessoal.
Descobrir quais hábitos mais atrapalham a sua vida é o primeiro passo para o programa Tarefas que Viram Hábitos de Flávio Leônidas.
O segundo é criar pequenas tarefas que aproximem você ao seu propósito de vida, adotando medidas práticas para transformar hábitos negativos em comportamentos positivos capazes de se propagar à todos ao seu redor.


1 - Quem é Flávio Leônidas, nos conte como chegou até esse momento de lançamento de livro?

Bem, vamos lá! Antes mesmo de conhecer sobre todas essas técnicas de aprimoramento humano, eu sempre fui um observador de como temos certos padrões de comportamento. Nos últimos anos tenho estudado sobre o assunto de forma geral, e basicamente apresento algumas ferramentas que qualquer pessoa pode usar.

Em 2015 passei a ter mais tempo para dedicar aos meus estudos, como: coaching e a PNL. Sabia naquele momento que não bastava conhecer, era preciso “por a mão na massa”. Então decidi criar algumas rotinas novas no meu dia-a-dia, pequenas tarefas para me auxiliar na construção de novos hábitos, foi quando percebi que poderia dividir este material com outras pessoas. E tudo começou com uma pergunta simples: o que é mais importante para você? E graças a esta pergunta que fui construindo este livro. Claro que essas páginas sozinhas não podem fazer muito, e é por isso que considero que o trabalho apenas começou. Este livro serve como um programa de auto coaching para quem pretende se conhecer melhor.

Logo início eram textos aleatórios, que com pouco tempo viraram um blog e agora o livro. Nunca havia publicado meus textos antes,  comecei um pouco inseguro, e foi aí que me fiz a pergunta: o que me impede? (risos) E o resultado é este.

2 - Do que fala o livro, nos conte um pouco mais sobre esse projeto?

Valores! Essa seria a definição deste livro em uma única palavra. No nosso dia-adia, é fácil perceber que todo mundo quer tudo ao mesmo tempo, e neste processo o que de fato é fundamental para que possamos ter uma vida plena fica esquecido. Criar pequenas tarefas pode ser uma boa opção para resgatar valores.
A leitura por si só já é uma reflexão, os exercícios proporcionam uma auto avaliação, pois trazem questões reais da minha vida e que se comparam facilmente com a vida de qualquer pessoa. É uma leitura fácil e agradável, faz qualquer pessoa pensar nas perguntas simples que escolhi.
As tarefas têm uma função fundamental, elas proporcionam uma sessão de auto coaching, mas é preciso estar de coração aberto, ser honesto e realista.
Conforme o leitor vai seguindo e se descobrindo, a leitura auxilia na construção da sua declaração de valores, ajudando também na identificação de crenças limitantes entre outras coisas.
No final de tudo qualquer pessoa saberá dizer o que realmente importa, e será fácil compreender a função dos hábitos na nossa realização pessoal.

3 - Que autores ou livros lhe influenciaram para escrever esse livro?

Como disse antes, é um projeto pessoal que surgiu meio que no meu próprio processo de criação de hábitos. Mas vamos lá! Tenho alguns autores que gosto bastante, sei que todos contribuíram de alguma forma para concretização deste projeto e creio que ajudará bastante os leitores:
Andrea Lages e Joseph O’Connor
Anthony Robbins
Daniel Goleman
Elizabeth Kubler Ross
Eckhart Tolle
James C. Hunter
Michael Hall
Stephen Paul Adler
Stephen R. Covey


4 - Você é um estudioso de assuntos como Hipnose e Neurolinguistica, existe uma relação entre esses dois assuntos?
E como se aplicam ao assunto do livro Tarefas que Viram Hábitos?

Bom! Todos podemos ser estudiosos e ao mesmo tempo objetos de estudo dessas áreas. Conheço pessoas que tem uma capacidade incrível de identificar padrões de diálogos intuitivamente, nunca estudaram nada sobre o assunto. Você já deve ter encontrado aquela pessoa que “têm um papo de derrubar avião”. Daí se você têm uma sensibilidade para observar pode estudar.
A hipnose Ericksoniana é muito usada na PNL, Milton Erickson introduziu o conceito da utilização no seu padrão hipnótico, que nada mais é que usar os seus próprios recursos à favor da condução hipnótica. Já a PNL é um conjunto de ferramentas que auxiliam na identificação das raízes dos nossos comportamentos, ou seja, nossas razões, nossos motivos para fazer o que fazemos.
O livro têm exercícios com a finalidade de gerar reflexões, correto? Se você observar as perguntas vão extrair respostas que são únicas, são de cada pessoa (conceito da utilização), as suas interpretações únicas levarão à encontrar respostas nunca pensadas antes (as suas razões) e para terminar, tudo isso está estruturado com a metodologia do coaching que motiva o indivíduo à ação.
Quando você lê é tudo muito simples, mas por detrás de uma única pergunta existe todo um processo que nos obriga a buscar soluções que nem sequer sabíamos que necessitávamos.

5 - A crise e o empreendedorismo caminham juntos certo? Sendo assim qual a importância de manter e controlar e manter certos hábitos?

Olha, quando penso em crise a primeira coisa que me vêm a cabeça é a palavra adaptação e se for pensar numa outra palavra que defina empreendedorismo acho que o termo correto neste contexto seria inovação. Então, adaptar-se e inovar neste cenário requer sim um bom julgamento de quais hábitos não servem mais e quais as novas rotinas devem ser implementadas, seja na nossa vida pessoal ou profissional.
E a minha proposta é mais intima ainda, você faz esse julgamento à partir dos seus valores pessoais, por exemplo: digamos que suas finanças foram severamente afetadas esse ano e não vai dar para passar as férias em Fernando de Noronha, mas se pra você o mais importante é a família, o que pode ser feito de novo com os recursos que você têm para ter momentos inesquecíveis com os filhos e a sua esposa? Tenho certeza que você têm essa resposta, talvez ainda não tenha procurado.

6 - Você mantém um blog, nos fale desse projeto o que você publica escreve por lá?

Então, este blog nada mais é que mais uma das minhas tarefas. Escrevo artigos dos mais variados temas toda semana. Comecei ele em janeiro desse ano, no início eu não tinha ideia do que ia fazer, mas sabia que tinha uma tarefa e então, “mãos à obra!” (risos).
Tudo que está lá fui eu mesmo quem fez, o importante não é a perfeição e sim a realização de algo que me traz bons sentimentos.
Ah! E à propósito, quem tiver sugestões para os artigos, sintam-se à vontade, este blog é para todos, a opinião de cada leitor é muito importante para mim, pois dessa forma poderei saber quais assuntos agradam aos leitores de forma geral.


7 - E como leitor, o que o Flávio Leônidas lê fora do âmbito profissional?

Por um bom tempo fui colecionador de revistas em quadrinho, Marvel, DC e Vertigo. E agora você imagina como me sinto cada vez que sai um filme novo (risos).


8 - O seu livro Tarefas que Viram hábitos, você está publicando de forma independente certo?
Como se dá esse processo o que tem achado do mercado editorial?

Sim, é a minha primeira experiência. Nunca havia pensado em publicar nada antes. Eu não tinha contado nem pra minha família, mandei o texto original pra duas pessoas antes da revisão. Algumas pessoas próximas levaram um susto quando pedi a opinião sobre a capa. Mas a aprovação foi surpreendente! Todo mundo gostou do livro.
No meu caso, que escolhi fazer de forma independente e não conhecia nada deste setor, basicamente escrevi o texto e contratei alguns profissionais terceirizados que assumiram as etapas de registro, revisão, diagramação, ilustração além da assessoria que me deram.
Falando como aspirante no setor, posso dizer que não tive muita dificuldade de concluir meu projeto.

9 - Existem projetos futuros? Pode adiantar algo?

Sim! Comecei a rabiscar um projeto novo sobre recursos interiores. Este projeto deve demorar bem mais tempo para ficar pronto, mas vale a pena esperar.


10 - Por fim, deixe um recado a nossos leitores, e obrigado pela entrevista!

Agradeço a oportunidade, bem! Na vida sempre temos escolhas, e saber o que realmente importa para você, determina suas escolhas. Saber o que importa define o que você acredita, define o que você fala, define o que você sente, define seu caráter.
Saber o que buscar nesta vida é cumprir com o seu propósito, saber compartilhar seu propósito é dar sentido à própria vida. E quando você se sentir afetado por todas as informações que poluem nossas mentes, se pergunte: No final da minha vida, vou me orgulhar de ter escolhido o que eu escolho agora? Vou me orgulhar de estar com quem estou agora? Vou me orgulhar de ser o que sou gora?




Feliz 2016!!!

Pra começar o ano segue dois links de frutos de 2015, duas entrevistas em blogs diferentes. Nessas entrevistas, falo sobre meus livros, o ebook O Menino Susto, e o Livro Do Som ao Impacto, além de novos projetos.

Confira trechos e o link da entrevista na integra:

Entrevista Garimpeira de livros


1 - Qual a sua principal inspiração? De onde você tira e cria seus personagens e enredos?

Não tenho uma inspiração especial, na verdade inspiração é apenas uma fagulha, um estalo. As idéias para os textos surgem como questões ou inquietações. Sempre com uma pergunta, por exemplo: E se um menino gostasse de assustar as pessoas e fosse especialista nisso? Como seria essa história? Ou ainda, e se um homem voltasse a vida de cinco em cinco anos depois de morto? Como seria essa história, como seria a reação das pessoas ao seu redor?

Não me prendo a inspiração de certa forma até ignoro um pouco, mas mantenho a mente aberta para o que acontece ao redor, nos jornais, nas ruas, na vida das pessoas ao redor tudo serve de gancho pra uma história. As vezes nos lugares mais improváveis pode surgir alguma história, por isso ler diferentes tipos de textos, filmes, e até longe das artes, estando atento pode-se achar uma boa história por toda parte.


RV - Qual sua estratégia para conseguir lançá-lo?

YM - Como disse antes, Do Som ao Impacto, publiquei de forma independente depois de tentar muitas editoras. Só depois encontrei a Editora Multifoco. Para o próximo livro, vou tentar as editoras maiores, e em último caso farei outra publicação independente.

RV - Já está escrevendo algum outro?

YM - Sim, continuo escrevendo em meu blog o www.moviemento.blogspot.com e no Cenas de Cinema, além disso estou terminando a edição de um novo livro de contos e rascunhando e fazendo pesquisas para um novo romance, o qual já tenho o roteiro da história, a espinha dorsal construída, falta sentar e escrever.

Lançado pela editora Patuá o livro “O Trato de Levante” de Bellé Jr, tráz a poesia das junções “impossíveis”que para tal, contou com a habilidade do autor, evocando “espíritos” ou figuras da cultura brasileira, junto a um lirismo sutil e delicado num ritmo a lá beatniks. Ainda observando as justaposições, há uma unidade no livro que unifica todos os poemas e em contrapartida deixa escapar uma pluralidade maior e diversa em cada estrofe.

Leia abaixo a entrevista que o autor Bellé Jr. cedeu exclusivamente ao Moviemento:

Olá Bellé Jr, seja bem vindo ao Moviemento e ao espaço Entrevista com o Autor, desde já agradecemos sua participação.

Diga a nossos leitores quem é Belle Jr, e como surgiu sua paixão pela literatura:
Eu que agradeço o espaço que você, Ygor, e o Moviemento dão à poesia. Sou jornalista por ofício, e também pela paixão por histórias e por contá-las. Isso também se mostrou nesse livro, que foi escrito em forma narrativa. A literatura simplesmente aconteceu na minha vida. Lembro dos livros do Pedro Bandeira, devorei-os quando era bem novinho. Esse foi o primeiro estalo.

E de uma leitor para escritor, como se deu essa transformação?
Escrevo poesia desde os 13, 14 anos, mas só mostrava para minha mãe e alguns amigos mais próximos. Assim foi até a universidade, quando escrever se tornou uma rotina que sigo até hoje. Venho do Paraná e lembro bem de um dia, quando já estava morando em São Paulo e visitei minha irmã em Curitiba. Ela estava limpando as tralhas da casa e me entregou um envelope enorme e um LP do segundo disco do Legião Urbana. Dentro de ambos havia uma infinidade de poesias. Comecei a ler e percebi que o hábito de escrever era mais antigo do que parecia. Mas começou a ficar sério mesmo em 2010, quando publiquei meu primeiro livro de poesia e um livro reportagem.

Você está lançando “O Trato de Levante” pela Editora Patuá, do que se trata o livro na sua opinião?
É uma história de amor e revolução, dois temas quase obsessivos para mim. É também um livro com forte tendência pornográfica e alma anarquista, característica que muito me orgulha. Há muito de mim nele, um dos protagonistas leva meu nome, ainda que seja um personagem ficcional, é uma metalinguagem que muitas vezes escapa do meu controle.

Trecho do livro:

“Acho que sou pólen. Ou anúncio de flor.”

“A cada estação. Fui embora. De alguém.

Embora. A cada estação. Em alguém. Eu aportasse.”

Em seu texto aparecem muitas citações de autores, quais seus autores favoritos e aqueles que lhe inspiram ou lhe servem como referência?
Há inúmeros, mas o Benedetti, Neruda, Torquato Neto e o Thomas Mann, de certa forma, foram mais impactantes. Recomendo demais a leitura de todos eles, a começar pelo primeiro citado, esse uruguaio muito louco.

E quanto ao seu processo criativo, como se dá, alguma particularidade?
Levei mais de três anos para terminar o livro. Escrevia sempre que possível, nos finais de semana, de manhãzinha, de madrugada, sempre que o capitalismo me dava um refresco. Mas sentia que jamais finalizaria a obra nesse ritmo. Então, no final de 2012 me inscrevi para algumas residências artísticas, fui aprovado em duas nos EUA, raspei as economias e me isolei por quatro meses. Só assim o desfecho saiu.

Novos projetos em vista pode nos adiantar algo?
Sempre há algo fermentando nas ideias. No momento estou matutando um roteiro baseado em um dos contos do livro Sísifo Desatento, de um jovem e fodástico escritor curitibano chamado Homero Gomes. Mas pretendo me embrenhar num novo livro de poesia em breve, já tenho algumas premissas deitadas, mas elas exigem um tempo de maturação.


Por fim agradecemos sua atenção e participação aqui no Moviemento, deixe um recado para seus leitores ou para outros autores que estão buscando seu espaço.
Todos nós estamos buscando nosso espaço, escrevemos em tempos imagéticos, no império do visual, o que torna tudo mais complicado. Além, é claro, do fato de estarmos num país cujos habitantes ainda aprendem o prazer da leitura. Isso, por um lado e ótimo, pois há potencias leitores a serem descobertos e conquistados. Por outro, é uma merda, pois muitas vezes escrevemos para ninguém além de nosso comparsas. Mas como o rock, a poesia é para um e para um milhão.
 

Luciene Evans Nasceu em João Pessoa, PB, onde concluiu o curso de Comunicação Social na Universidade Federal da Paraíba. Trabalhou em teatro nas áreas de produção e direção, além da criação dos textos encenados pelo grupo Matraca. Escreveu 20 peças de teatro para crianças que reuniu em um livro.

Zylgor é sua estreia literária no gênero fantasia.

ONDE COMPRAR

Olá Luciene, seja bem vinda ao Moviemento e ao espaço Entrevista com o Autor, desde já agradecemos sua participação.

Diga a nossos leitores quem é Luciene Evans, e como surgiu sua paixão pela literatura?
Não consigo achar qualquer palavra sobre mim. Vou passar a tarefa para os leitores, então rssss
Quanto à paixão pela literatura, isso começou quando eu ainda nem sabia ler. Sempre gostei de ouvir e contar histórias desde muito pequena. Acho que o incentivo dos pais é muito importante. Minha mãe contava histórias quando me colocava para dormir. Depois, quando eu estava maiorzinha, ela inventava um início qualquer e deixava que eu desenvolvesse o enredo. Foi um bom exercício.

E de uma leitora para escritora, como se deu essa transformação?
Eu comecei a escrever logo que comecei a ler. Os professores sempre elogiavam minhas redações. Ler e escrever sempre caminharam lado a lado para mim.

Quais seus autores favoritos e aqueles que lhe inspiram ou lhe servem como referência?
A inspiração para escrever Zylgor surgiu quando assisti ao filme "A História Sem Fim", baseado no romance do autor Michael Ende. Depois desisti e rasguei meu manuscrito por achar que a história era boba demais, e passei a me concentrar em escrever para teatro. No entanto, não muito depois, li "O Hobbit” de J.R.R. Tolkien. Tão logo dobrei a última página daquele livro, decidi retomar Zylgor. Michael Ende e Tolkien serviram como inspiração e motivação, respectivamente.


Você lançou recentemente o livro “A princesa das águas” livro I da série Zylgor, composta de 4 livros, do que se trata essa história?
É a história de um garoto que de forma inusitada é retirado da sua vida comum para participar de uma fantástica jornada em um planeta distante. Ele quer muito voltar para seu mundo. Para isso terá que atravessar um portal mágico, e se quiser chegar ao portal, ele vai precisar correr muitos riscos e enfrentar um perigoso inimigo.

Lendo a resenha e trechos do livro nota-se uma carga ou preocupação espiritual em meio à fantasia. o livro tem alguma influência nesse sentido ou segue apenas com o mundo da fantasia?
Como eu me baseie em mitologias (principalmente grega e nórdica) para compor a história, houve, sim, uma preocupação na elaboração de uma cosmologia para aquele mundo. Os homens das sociedades ancestrais tentavam explicar os fenômenos naturais e acontecidmentos da vida através das suas crenças e religiões. Eu transportei esses aspectos do divino e do sobrenatural para o livro.

Por outro lado nota-se em seu texto, muita ação e certa facilidade em descrever essas cenas. Você trabalhou e escreveu para teatro, como isso influência nesse primeiro trabalho literário?
Escrever para teatro foi fundamental para eu construir os diálogos dessa história. Mas eu não queria pesar a mão e preencher a maior parte do texto com diálogos. Queria uma proporção harmoniosa entre diálogo, narração da ação e descrição de personagens e paisagens.
A narração já foi um pouquinha mais difícil. Porém a descrição foi a parte mais trabalhosa, pois não gosto de “decorar” o texto com minúcias descritivas. Tentei encontrar um ponto de equilíbrio entre mostrar a aparência de um personagem ou de um lugar, e deixar o leitor exercitar seu próprio lado de autor e acabar de construir aquela aparência de acordo com sua imaginação.

E quanto ao seu processo criativo, como se dá, alguma particularidade?
Meu tempo é muito limitado, então acaba mesmo ficando para o final da noite. Eu não tomo notas durante o dia. Se penso em algo, deixo guardado na memória. Posso até mesmo já ir montando aquela parte dentro da minha cabeça, e quando chega a hora de escrever, já está praticamente tudo pronto. Basta digitar e fazer os acertos.

Você publicou seu primeiro livro em ebook por meio de sites, como se deu esse processo, gostou do resultado o que pode nos dizer sobre o mercado editorial?
Amazon.com é uma grande potência no mercado de ebook. Também tem um funcionamento simples para colocar o livro lá. Quando o escritor faz uma boa divulgação, pode alcançar vendas satisfatórias.
Eu sou totalmente pró ebook. Livros físicos precisam de limpeza constante porque juntam muita poeira, precisam ser sempre reorganizados nas estantes, e são pesados para transportar (no caso de uma mudança para outra casa). Além das questões práticas, há o aspecto ambiental.
Não estou dizendo que acho errado ter livros de papel. Até porque não representam um desperdício de material. Livros são mantidos por anos, séculos, passam de mão em mão, são vendidos e revendidos, doados, etc. E quando comparamos a longa trajetória de um livro com o disperdício diário de papel em repartições públicas e empresas privadas, por exemplo, temos a certeza de que um livro de papel justifica sua existência com grande mérito.

Novos projetos em vista pode nos adiantar algo?
Estou trabalhando na tradução desse livro para o inglês. Depois terei que fazer os acertos nos três livros que completam a saga, e em seguida traduzi-los. Só então, começarei meu próximo projeto, que será sobre ficção científica. Tenho três ideias, e preciso decidir qual projeto será o primeiro.

Por fim agradecemos sua atenção e participação aqui no Moviemento, deixe um recado para seus leitores ou para outros autores que estão buscando seu espaço.
Para meus leitores, deixo aqui registrada a minha gratidão, pois eles não apenas lêem a obra, como também indicam aos amigos e me ajudam na divulgação.
Aos que estão entrando agora no reino encantado da literatura, digo que reflitam e filtrem os projetos que querem desenvolver. Eu mesma já iniciei e desisti de vários projetos, e não me arrependo de tê-los deixado de lado. Aliás, fazendo um curso pela Iversity (com base na Alemanhã e que dispõe cursos online grátis para alunos de qualque país), ouvi uma das professoras dizendo que o autor deve ser honesto consigo sobre seu projeto. Se aquela ideia vai prender sua atenção por, no mínimo, dois anos, siga adiante. Se houver dúvida sobre o projeto ser interessante o suficiente para manter o escritor engajado por um par de anos, então é porque não é “o projeto”. Lógico, isso não é uma regra. Apenas uma dica, e segue-a quem quer.

Agradeço ao “Moviemento” por ter me dado a oportunidade de estar aqui, pois sou leitora assídua do site. É muito interessante estar participando do site em uma perspectiva diferente.

Eu que ando entrevistando autores por aqui fui entrevistado no Blog Vaquinha Gertrudes, falando sobre o lançamento do livro Do Som ao Impacto, mercado editorial e o exercício da escrita... Confiram está muito legal!!!


Bom dia Claudia é um prazer tê-la aqui no Moviemento em mais uma Entrevista com o Autor. Por favor, apresente-se aos nossos leitores. Quem é Claudia Sobreira Lemes nos diga como a literatura chegou na sua vida? 


Sou uma pessoa com um histórico de muitas mudanças de cidades e países, assim como altos e baixos intensos durante a vida, o que me proporcionou o contato com muitos tipos de pessoas e culturas, me dando combustível para explorar a natureza dos relacionamentos humanos como foco principal de qualquer coisa que escrevo. Sou casada há 11 anos, tenhos 2 filhos que já se amarram em livros. A literatura entrou na minha vida aos 8 anos, quando minha mãe decidiu que iria me comprar um livro por semana. Eu lia, e ganhava outro. Não era fácil com o salário de professora dela, mas valeu a pena. Hoje estimo que já li mais de mil obras, e minha biblioteca tem cerca de 800 volumes, o maior bem físico que posso deixar para meus filhos.

E como passou de leitora a escritora como se deu isso? Quais autores lhe inspiraram e ainda lhe são referências?

Comecei a escrever porque como adolescente tímida e insegura, vivia histórias, diálogos, experiências, na minha cabeça. Comprava cadernos e escrevia por horas. O prazer era tão grande que nunca mais parei, é um vício. Já li de tudo e não tenho preconceito algum contra best sellers. Amo Stephen King e a forma como aborda a psique das personagens. Creio que admiro muitos escritores, como Dickens, Nabokov, Roald Dahl, Fitzgerald, mas não posso dizer que o estilo deles é refletido no que escrevo. Acho que desenvolvi um estilo próprio, bem coloquial e despretensioso, mas denso e direto. Posso dizer que meu primeiro livro teve grande influência de James Ellroy na parte máfia/femme fatale/noir da história.

Conte-nos um pouco sobre o seu processo criativo ou exercício da escrita, como acontece? Alguma particularidade?


Temo passar a impressão de alguém arrogante ao dizer isso, mas a verdade é que não sofro de bloqueios. Meus livros pularam dos meus dedos para o teclado antes mesmo que eu conseguisse assimilar o que estava fazendo. Alguns amigos brincam que eu “psicografei” minha trilogia porque ela se escreveu sozinha. Não tenho rotina, e muito menos meta de palavras por dia. Escrevo de madrugada quando meus filhos já foram dormir, escrevo só quando tenho vontade. Mas acho que você deve aos seus leitores uma boa pesquisa. Sem dúvidas.


Você publicou “The Woodsons Dissolution” pelo Amazon está certo?
Do que se trata o livro?

O história abrange três gerações da mesma família, os Woodson, em uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos. Conhecemos a geração principal logo no começo, a geração anterior através das páginas de um diário que a mãe deixou para o filho, e a geração futura à medida que o livro caminha. É uma história de relações familiares reais, de traições, de mentiras e segredos, crimes, de amor proibido, num nível mais visceral e menos romântico do que é encontrado por aí. Mas o tema que é abordado é o de família. Encontramos esse tema no macro, quando a história nos leva para o pós-guerra da independência Americana, num ambiente onde índios, mexicanos e americanos precisam conviver; no médio quando abordamos as relações dentro da máfia italiana nos EUA, e no micro quando temos acesso à o quê acontece entre quatro paredes na família Woodson.

O livro é escrito em inglês? Existe tradução para o português? Como foi a experiência de escrever em inglês e por assim dizer outro publico?

O livro é escrito em inglês porque fui morar fora muito pequena e é o idioma com o qual me sinto à vontade escrevendo. Ainda cometo erros bizarros no Português. Gosto do inglês porque todas as palavras parecem ter significados amplos, porque o estilo coloquial não fica vulgar, porque pode-se colocar um “fucking” bem expressivo em qualquer frase (rs rs), e é o idioma no qual sou proficiente e amo (sou professora de inglês, tradutora e intérprete). Estou agora trabalhando na tradução do primeiro volume, e confesso que é a tarefa mais difícil que já tive. Muito se perde na tradução, muito. Mas tenho muita demanda pela tradução e preciso faze-la. 

Sobre o público, me sinto à vontade escrevendo para americanos, já que a história é Americana (embora no fundo, apenas “humana”). Morei fora muito tempo, estudei em colégio americano e muitos dos meus amigos mais próximos são americanos. Para mim não foi problema. 

E como foi a experiência de auto publicação, como enxerga o mercado editorial e as possíveis saídas para o autor independente?

Realmente acredito que a auto publicação é o futuro. Ela dá autonomia para o autor, royalties altos, controle total sobre a obra (embora não sobre os ganhos). Por outro lado, não faz a parte mais importante- marketing. Já li que muitos autores renomados estão migrando para a auto-publicação, de saco cheio, digamos assim, das grandes editoras. Existe público para TUDO- o sucesso das histórias auto-publicadas sobre sexo com o Pé Grande (série Monster Sex) são prova disso. 

Acredito que se uma empresa de auto-publicação começasse a fazer marketing dos livros auto publicados, além de ser lucrativo para todas as partes envolvidas, os bons livros de autores iniciantes teriam o destaque- e sucesso que merecem.

Por exemplo, o Clube de Autores tem uma página no FB. Em vez de publicar poemas e citações de Clarice, poderiam indicar os livros mais vendidos/mais recomendados do seu site. Simples. De graça. Mas a cultura brasileira é de não fazer nada para o outro “de graça”. 

Trabalha em algum projeto novo? Pode nos adiantar algo?

A Trilogia Woodsons está pronta, agora o foco é a tradução dela. Tenho um projeto diferente na reta final, um romance bem sombrio focado em crimes, e minha pesquisa para ele foi intensa, bem profunda e da qual saí com algumas cicatrizes na alma. Não vai ser um livro fácil de ler pelas descrições de crimes hediondos, mas é um projeto que quero explorar por ser diferente de tudo que já vi. 





O que está lendo no momento ou leu recentemente que gostaria de compartilhar com nossos leitores?


Estou tentando achar tempo para ler. Recentemente li Jogo Perigoso do Stephen King (sempre volto para ele quando preciso de um cigarro literário), e um chamado Trafficked, sobre tráfico humano, que não gostei muito. Estou com 8 na lista de espera, entre eles o vencedor do Pulitzer Angela’s Ashes. Se tivesse que indicar um livro excelente que li nos últimos meses seria Precisamos Falar Sobre o Kevin, da Lionel Shriver

Ok Claudia obrigado pela participação! Mande um recado para os novos autores ou para os leitores, enfim deixe aqui o seu recado: 

Meu recado é: não tenha medo de ler coisas novas, ou de investir num livro auto-publicado. Você pode se surpreender. Literatura e preconceito não se misturam.

Links da autora:

Bom dia Ivan é um prazer tê-la aqui no Moviemento em mais uma Entrevista com o Autor. Por favor, apresente-se aos nossos leitores. Quem é Ivan Marconato e nos diga como a literatura chegou na sua vida?

Olá Ygor , eu tenho 38 anos e posso dizer de que desde que me conheço por gente, eu me lembro de sempre saber ler. Eu fui um cara precoce, eu aprendi a ler sozinho, com 3 anos de idade, e tive muita facilidade em falar e escrever. Na escola, adorava as disciplinas de Redação e Língua Portuguesa, e fugia de tudo aquilo que remetia aos cálculos e á área de exatas. Eu sempre quis escrever um livro, e em menos de um ano escrevi dois. Um auto-biográfico e outro de poesias.

E como passou de leitor a escritor como se deu isso? Quais autores lhe inspiraram e ainda lhe são referências?

Eu sempre fui um “devorador de livros”, mas nunca tinha tido tempo para escrever. Eu me formei em jornalismo em 1998, mas só comecei a atuar com isso em 2012, e como as outras áreas em que eu trabalhava me tomavam muito tempo, eu não dedicava minhas horas livres para escrever. Depois que voltei ao jornalismo, em 2012, é que comecei a me dedicar mais à escrita. Os meus autores preferidos são Machado de Assis, um clássico da literatura brasileira. Gosto também dos jornalistas que escrevem livros, devido a minha formação jornalística. Mas sempre gostei de ler biografias, como as escritas por Ruy Castro ( escreveu a do Mané Garrincha, do Nelson Rodrigues e também da Carmem Miranda) Um dos meus autores favoritos, que por sinal também é jornalista.

Conte-nos um pouco sobre o seu processo criativo ou exercício da escrita, como acontece? Alguma particularidade?

Depende muito do meu estado de espírito. Costumo transpor meus sentimentos para as letras. Geralmente quando estou deprimido ou triste, costumo ter mais criatividade e inspiração poética. Já os textos jornalísticos são meio que uma obrigação. Escrever para mim é como andar de bicicleta, aprendeu-se uma vez, jamais se esquece. Costumo às vezes ter ideias ou insights de inspiração quando estou dirigindo, na fila do banco, ou no supermercado. Anoto as ideias no celular e depois quando chego em casa passo para o computador. Não há uma regra para isso.

Breve você vai lançar pela Editora Incomum o livro “Do Toque ao Toc” uma comovente narrativa de um personagem com problemas de Toc, fale-nos um pouco mais sobre o livro

O livro conta a minha estória de vida. Um personagem comum, com erros e acertos durante a vida. Os percalços e as vitórias que fazem parte da vida de uma pessoa comum. O relato de ter de conviver com uma síndrome como o Transtorno Obsessivo Compulsivo, que infelizmente não tem cura. Temos, ou melhor, tenho que viver e conviver com essa doença, e procurar minimizar os seus sintomas, com medicamentos e terapia. Será que eu consigo? Tenho de conseguir, pois tenho que viver, e a forma como se lida com o TOC é vivendo com ele .

Como chegou a essa narrativa, fez pesquisa sobre o tema? O que pode nos dizer sobre tratamento disponível para pessoas com esse problema?

Não cheguei a pesquisar nada sobre o tema, pois os relatos sobre o meu comportamento enquanto paciente. Entretanto, dois psicólogos ( um meu amigo há mais de 30 anos que conhece a doença , e o autor , me deu muitas informações sobre o TOC. Além dos prefácios escritos por dois profissionais da área.

E como foi a experiência de auto publicação, como enxerga o mercado editorial e as possíveis saídas para o autor independente?

Eu achei a experiência de publicar o livro como a realização de um sonho. E a editora Incomum é um grande espaço para publicar livros em pequenas quantidades e a baixo custo. Já estou escrevendo o segundo livro, de poesias e logo vem um romance por aí.

Trabalha em algum projeto novo? Pode nos adiantar algo?

O livro de poesias que já está pronto, e depois virá um outro romance

O O que está lendo no momento ou leu recentemente que gostaria de compartilhar com nossos leitores?

Atualmente estou lendo o livro ( também publicado de maneira independente) do Autor Antônio Vidal Filho, o Mistério do Sério Romão. Aventuras de um andarilho namorador pelo litoral do País. Engraçado e motivador.
 
Você é jornalista também, e faz uma cobertura de eventos esportivos também, como enxerga a realização da Copa do Mundo que se aproxima, estamos preparados para um evento desse porte?

Esportivamente eu creio que sim. O time de Felipão é bem armado e ele sabe como motivar um grupo. Além do fato de ter sido campeão com a seleção em 2002, isso já o qualifica, aliando-se à conquista da Copa das Confederações do Ano passado. O que me preocupa é com questão à reforma dos estádios, as exigências da FIFA, e principalmente à utilização de recursos públicos para a realização da Copa. Seremos filial da FIFA por um mês, mas o povo é que pagará essa conta. Eu acho que o mundial deveria ser realizado com as nossas condições, sem ter que ficar pedindo bênçãos e atendendo a tudo que a FIFA exige. 

Ok Ivan obrigado pela participação! Mande um recado para os novos autores ou para os leitores, enfim deixe aqui o seu recado: 

Leiam e escrevam muito. Pois é pela leitura é que se adquire o hábito de escrever. É lendo e escrevendo que se viaja, sem sair do lugar onde se encontra. Um abraço e até a próxima.

Bom dia Sol é um prazer tê-la aqui no Moviemento em mais uma Entrevista com o Autor. Por favor, apresente-se aos nossos leitores. Quem é Sol Soares e nos diga como a literatura chegou na sua vida? 


Obrigada pela oportunidade de participar junto com vocês do Moviemento. É fácil ser a Sol Soares. Sou uma pessoa simples, dedicada, família, que ama os animais e sente prazer em escrever. É um momento que posso ser qualquer pessoa, em qualquer situação, mundo.

A literatura chegou em minha vida desde cedo, desde pequenina, não tinha muitos amigos, era introvertida e caseira. Um momento em que divagava e ansiava por histórias emocionantes.

E como passou de leitora a escritora como se deu isso? Quais autores lhe inspiraram e ainda lhe são referências?

Sempre tive momentos de devaneios, como disse antes, desde menina. Qualquer situação em que estava, sozinha ou participando de algum fato, seja familiar, estudantil que não me interessava, sentia grande necessidade em devanear. Só precisava amadurecer essa vontade de transferir esses pensamentos para o papel, além de conhecimento e técnica de escrita, que aconteceu já na fase adulta.

Muitos livros me marcaram no decorrer dos meus dias, mas gosto muito de histórias fantásticas como as de J.R. R. Tolkien, toda a trajetória de O Senhor dos Anéis, Hobbit, Contos Inacabados, Os filhos de Hurin, O Silmarillion, entre outros. Também gosto de leituras dramáticas como as de Khaled Hosseini em “Caçador de Pipas” e “A Cidade do Sol” e Markus Zusak “A menina que roubava livros”. 

Conte-nos um pouco sobre o seu processo criativo ou exercício da escrita, como acontece? Alguma particularidade?

Trabalho em uma empresa privada na área da saúde um pouco mais de 12 anos. O meu trabalho me pede 6hs diárias, salvo quando preciso participar de algum curso ou treinamento para aperfeiçoamento de minhas funções. Fora disso, disponho de muito tempo livre para me dedicar a minha paixão: escrever. Então, após o almoço, me transformo na Escritora Sol Soares e sigo com meus compromissos fornecendo informações aos meus seguidores nas redes sociais, blog, na construção de histórias, personagens, ideias, além de leituras e pesquisas que fazem parte do meu dia-a-dia.

Seu livro “Dois minutos para te Amar” está disponível no site Clube de Autores para venda. Fale-nos um pouco mais sobre o livro do que se trata?

Dois Minutos para te Amar, é um livro polêmico, vai tratar de infidelidade matrimonial e tem linguagem e conteúdo adulto. Os protagonistas são infelizes em seus relacionamentos e acabam se apaixonando fora deles. Ela, Irene, uma técnica de Raios-x casada com um profissional no ramo da informática, sente-se grata pela forma que se envolveu com o marido no passado, sem dizer de um trauma infantil de cunho sexual que carrega. Ele, Augustos, um médico renomado e conferencista que vive com uma mulher ciumenta e possessiva, declinada a não ser mãe. Irene e Augustos se envolvem e acabam vivendo uma paixão avassaladora. 

Por se tratar de uma história com tantos detalhes como se deu esse processo de escrita, e em quanto tempo foi produzido? 

Avaliando algumas situações do dia-a-dia de muitas pessoas, amigos e familiares pela angustiante rotina de diversos casais que deixam de se amar, escrevi uma história baseada em contos, experiências e emoções que me permitiram pensar além de quatro paredes. Sem dizer, que vivemos em dias sem tolerância, digo isso, porque parece-me que nada mais é digno de paciência, seja com o próximo, com a concretização de algum serviço, em uma fila no comércio, no trânsito e o que dirá no casamento. 

Bem, foi um processo bem longo, seis meses, todos os dias, de dedicação, pesquisa, altas madrugadas ouvindo músicas românticas e uma vontade de ver concluída toda as etapas da história.



E como foi a experiência de auto publicação, como enxerga o mercado editorial e as possíveis saídas para o autor independente?

Vejo um mercado editorial cada vez mais crescente. Apesar de ainda ser muito difícil para o autor novo conseguir um espaço de destaque nas editoras tradicionais, deixando esses autores, como eu, necessitando recorrer as publicações independentes. O custo também é preocupante. Serviços profissionais como revisores, diagramadores, designer, entre outros, acometem um investimento considerável. Digo por mim mesma, que resolvi me auto publicar no site do Clube de Autores por não ter recursos suficientes para investir na minha carreira literária. A experiência com essa editora sob demanda, foi gratificante, pois, consegui com muita facilidade publicar o romance Dois Minutos para te Amar, com qualidade impecável e atendem todos os leitores que adquirem meu livro.

Trabalha em algum projeto novo? Pode nos adiantar algo?

Sim. Estou lançando também em produção independente “Luck – O Amor de um Pássaro”. No início à venda está acontecendo somente no meu blog em versão e-book.

É a história de um pássaro que foi tirado da natureza para o comércio ilegal. À partir daí começa sua aventura num mundo desconhecido, longe de tudo que começou a amar muito cedo. Longe de seu habitat, Luck terá que aprender a conviver com a natureza humana, a vida presa em uma gaiola, a solidão e a saudade sempre na esperança de rever sua família novamente.

Um outro tema já em processo de construção, será um romance policial que abordará a psicopatia.

O que está lendo no momento ou leu recentemente que gostaria de compartilhar com nossos leitores?

Estou lendo pela segunda vez, “Mentes Perigosas” de Ana Beatriz Barbosa Silva, que nos remete a reflexão de pessoas que estão em nossa volta e sofrem de distúrbios psicológicos. Esta leitura procura nos deixar alertas sobre possíveis psicopatas em diferentes estágios que podem fazer parte do nosso convívio, seja familiar ou profissional, além de histórias que tiveram destaque nas mídias, redes sociais, enfim.

Para relaxar e desviar o conflito deste tema, revezo a leitura com dois exemplares para relaxar, um livro de Ygor Moretti em “Do Som ao Impacto” e da escritora baiana Alane Brito, “O Trio” 

Ok Sol Soares obrigado pela participação! Mande um recado para os novos autores ou para os leitores, enfim deixe aqui o seu recado: 

Mais uma vez gostaria de agradecer ao blog Moviemento a grande oportunidade de falar um pouquinho sobre mim, a rotina e a caminhada nesta carreira literária que requer muita dedicação e aperfeiçoamento. Aos novos escritores, desejo muito sucesso e persistência sempre. Nada será mais gratificante que você pegar o seu livro, a sua história nas mãos e ver o quanto foi capaz de deixar um legado para todos, mesmo que seja uma publicação independente. Você chegou onde muitas, milhões de pessoas não chegaram e aos leitores que acompanham meus trabalhos, só tenho que agradecer porque estão sendo o termômetro que me impulsiona a continuar. 

Peço que continuem me seguindo nas fan pages:
Um abraço.
Sol Soares


Outras entrevistas com autores aqui do Moviemento:

Olá a todos os leitores do Moviemento, estamos aqui com mais uma entrevista com o autor, dessa vez Luiz Souza Costa é que nos dá o prazer da entrevista. 

Primeiramente quem é Luiz Souza Costa? Conte-nos sua formação e como chegou até o dia de hoje?

Aos 56 anos de idade, sou um homem simples, amante da paz e da solidariedade e muito sensível para com as causas da criança e do adolescente, dos animais e da Natureza como um todo, e, sobretudo, temente a Deus. Oriundo de proletários, servi a Marinha do Brasil, desenvolvi a função de Enfermagem em diversos hospitais de Salvador, representante comercial, fui chefe de Assistência Social na Prefeitura de Maragogipe, cursei Higiene e Segurança Industrial, técnico em vendas, fui presidente de ONG (no interior e na capital) e de partido político, fundador e redator de um periódico, instrutor social, e, apesar de apenas ter cursado o ensino médio em escola pública, realizei-o numa época em que o ensino era mais profundo. Apesar disso, concebo que depende de cada aluno se esforçar visando se aprofundar nos estudos. Atualmente presto serviço de Home Care e de empreendedor de uma empresa multimídia;

E no mundo literário como foi seu primeiro contato com os livros e como passou de leitor para escritor?

Desde tenra idade sou fascinado pele leitura. Porém, por assuntos profícuos, iniciando com literatura infantil e, gradativamente, por questões sociais, filosóficas, psicológicas, históricas, religiosas e medicinais. Conforme descobri meu forte senso de justiça e meu espírito altruístico, me senti impulsionado a espelhar a ação do beija-flor, contribuindo para apagar o “incêndio social” que há décadas o Brasil experimenta;

Você lançou no Clube de Autores o livro Inversões de Valores à Moda Brasileira, conte-nos um pouco mais sobre a obra.

É uma espécie de libelo ou uma propugnação não somente contra as malversações do dinheiro público, mas principalmente contra as inúmeras formas de degradações dos costumes também imperantes no Brasil. E sendo produzida por um autodidata, o qual “atravessou desertos” no período de sua elaboração, sem nenhum apoio institucional ou particular, obrigou-me a desprender um esforço hercúleo através de uma vontade férrea, mas sempre no intuito de servir-me de instrumento de Deus. E para concebê-lo, abeberei-me de diversas fontes literárias e perlustrei nos mais diversos ambientes durante muitos anos, contribuindo para mesclar teoria com empirismo;

Dentre as inversões citadas no livro qual a que mais lhe chama atenção?

O ter em detrimento do ser é bastantemente pernicioso às relações sociais, e, por conseguinte, um sentimento hedonista ou sublunar que fomenta o egoísmo, a concupiscência, a falta de amor, a ganância, inclusive pelo não essencial, enfim, produz injustiças e deterioração das relações sociais e familiares. No caso do Brasil, tais sentimentos são devastadores e amplamente estimulados. Além disso, aqui é trivial pessoas granjearem fama e fortuna através de atos de canalhices com o apoio de parte da mídia e sem que nossas autoridades apliquem os Códigos de Ética, nos limites, objetivando sustá-los. Com efeito, pessoas em plena fase de formação da personalidade absorvem tais conceitos inversos e passam a conceberem como normais e aceitáveis. Por isso, com um exemplo no meio de milhares, um número incomensurável de crianças brasileiras têm avidamente desejado ser uma reboladora de lubricidade vergonhosa, que reproduz a baixíssima sexualidade (da espécie Carla Perez), mas não têm desejado ser professora, médico, advogado ou qualquer outro profissional que contribua benevolamente para o engrandecimento da sociedade;

O que você pensa sobre o atual momento do país? Em que ponto essas manifestações podem colaborar para corrigir os valores socais?

Há tempos que já deveria ter desencadeado. É reflexo de um “tumor social” que estourou num “corpo em estado de metástase” chamado Brasil. Por diversas razões, a grande maioria da sociedade brasileira, consciente ou inconscientemente, desejava promover ações de repúdio contra as malversações do dinheiro público, exigindo melhores atendimentos nos serviços essenciais, como também à vergonhosa e histórica impunidade em favor dos poderosos. Entretanto, as vergonhas brasileiras não se restringem às más ações de muitos de nossos políticos e da má aplicação das leis, inserindo-se improbidades praticadas por integrantes do Judiciário. Nossas mazelas sociais também devem ser atribuídas, além do péssimo atendimento aos serviços públicos essenciais, à péssima distribuição de renda, à sexualidade exacerbada, ao sistema carcerário, à permissividade a muitos incentivadores de inversões de valores, deixando ególatras irresponsáveis agirem a seus bel-prazeres (como urubus da mídia ou proxenetas virtuais), às ações vampirescas de altos empresários, banqueiros e latifundiários (tendo como exemplo operadoras de celular), a alguns artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, ao corporativismo dos poderes constituídos, de modo que imputam um ao outro a culpa dos problemas nacionais, além de inúmeras outras incongruências deletérias em detrimento da nação, mas sempre atingindo mais ampla e profundamente a baixa camada social. E como de toda ação provém uma reação, os movimentos que aí estão clamando por justiça devem se organizar ainda mais e criarem forças a fim de pacificamente exigirem as correções de todos os meios diretos e indiretos que desencadeiam desequilíbrios sociais até atingirem os outros mecanismos que também são responsáveis pelo fomento dessa degringolada de valores que a cada dia se agrava em nosso país;

Em algum ponto essas manifestações demonstram algum tipo de contradição ou inversão de valores?

Sim. Deixarem mais claro dois pontos: 01. Através de seus líderes, quais os anseios exigidos a fim de que também conscientizem melhor e de forma mais ampla ao quinhão da sociedade que menos entende suas razões; 02. Também deixarem mais evidentes e com muita ênfase que não se coadunam ou se compactuam com os vândalos;

Além do livro "Inversão de Valores à Moda Brasileira" você possui alguma outra obra pronta ou em produção? Pode nos contar sobre?

Sim. Um livro de Crônicas, sempre voltadas às questões sócias, um livro inacabado, o qual talvez seja o Inversões de Valores à Moda Brasileira II, muitos pensamentos meus, e coletâneas de asserções de pensadores universais;

Por fim, deixamos aqui esse último espaço para que você mande um recado para seus leitores e outros autores que assim como você estão buscando um espaço no mercado editorial:

Em primeiro lugar, nunca se desvencilhar da fé em Deus. Depois, sobretudo àqueles que não se dispõem de apoio material e de incentivos emocional e psicológico, mesmo no seio da família, e cujos anseios sejam sublimes, devem buscar uma força interior profunda, com espírito recalcitrante e até estoico a fim de superarem as adversidades e as  vicissitudes. Que não sejam pusilânimes em relação aos anelos que visem de uma forma ou de outra contribuir para melhorar a condição humana ou social. Inclusive, estarem atentos a pessoas que se dizem “amigos”, mas no fundo estão sentido inveja de suas iniciativas e fazem algo no intuito de lhes dissuadirem. Finalmente, orar para aqueles que, veladamente ou não, desejam seus fracassos, e que eles tenham vida longa a fim de testemunharem suas vitórias. Sobretudo, num país repleto de preconceitos.

Boa tarde Valéria é um grande prazer ter a sua participação aqui nesse espaço destinado aos autores. Ficamos realmente contentes em poder dar uma ajudinha a cada autor. Seja Bem vinda!


Primeiramente, quem é Valéria Schmitt, conte-nos um pouco sobre você e como foi seu primeiro contato com a literatura?

Bom, antes de mais nada, muito obrigada pela oportunidade que você está me proporcionando Ygor, realmente é um gesto grandioso da sua parte ajudar a promover autores iniciantes como eu. Agradeço a gentileza, a boa vontade e o seu altruísmo. É um prazer enorme ser entrevistada por você.
Então, vamos lá: Eu sou dentista e escritora, moro em Pitangui, Minas Gerais, sou casada e tenho dois filhos adolescentes, razão pela qual o universo adolescente me encanta. Sou filha de professores e minhas tias também foram educadoras, todas apaixonadas por livros. Eu aprendi a ler muito cedo, aos 3 anos de idade, numa época em que só se alfabetizava aos 7 anos e havia uma biblioteca enorme na minha casa, então eu passei a minha infância e adolescência dentro dela, literalmente "devorando" os livros que iam desde Mitologia Grega, passando por contos da Carochinha até livros mais sérios como os de Khalil Gibran e Maquiavel.

E como foi a mudança depois desse contato de uma leitora para uma escritora?

Na escola eu adorava escrever, minhas redações eram sempre com notas boas, mas, quando adolescente eu era rebelde, escrevia sobre temas polêmicos e sempre combatendo o "sistema", passei muito tempo apenas como leitora. No meu trabalho os meus colegas levavam sempre livros novos para que pudesse ler nos intervalos de atendimento no PS, eu ficava igual doida querendo novos livros (risos).

Depois, quando tive em minha vida experiências muito satisfatórias com Programação Neurolinguística, eu resolvi colocar minhas experiências num livro, que teve tudo aquilo que um primeiro livro normalmente tem: Título que poderia ter sido melhor, pressa em publicar, enfim, foram vários erros que tive que corrigir depois. 
Depois veio o segundo livro e o terceiro e foi ficando fácil, rsrs.

Você lançou no clube de autores o livro "Muito Além do Passado", o romance narra a história sobre lembranças de vidas passadas. É somente ficção ou tem elementos ou inspiração de crenças espíritas? Conte-nos um pouco mais sobre do que trata o livro?

Esse livro ainda é um mistério porque eu sempre levava meu notebook para o Pronto Socorro onde eu trabalhava porque, se tivesse tempo, eu sempre escrevia. No dia em que comecei a escrever "Muito Além do Passado" eu não havia levado o notebook. A vontade de escrever veio como uma avalanche, então, eu peguei um bloco de receituário e escrevi logo 50 páginas à mão! Depois fui desenvolvendo a história, mas, foi muito rápido! Parecia que ela estava pronta. E, sim, o livro tem elementos e inspiração no Kardecismo e é uma história sobre Terapia de Vidas Passadas, onde a protagonista tem 3 existências, a primeira delas na França do século XVIII. 

Sobre esse livro, as pessoas me perguntavam se eu havia psicografado e eu sempre dizia que não, porque eu estava completamente consciente durante todo o tempo, mas, aí, uma pessoa o leu e me disse que não era pra eu falar nunca mais que ele não havia sido psicografado, porque eu certamente não teria escrito essa história sozinha. E é isso...

Esse é o seu segundo romance, o primeiro foi "A Lei da Atração" e há um terceiro "Outono" certo? Existe algum tema recorrente em sua obra, ou alguma preocupação específica para ser discutida? 

Não há um tema recorrente não. " A Lei da Atração" como te falei, foi escrito porque eu senti necessidade de compartilhar as minhas experiências com Programação Neurolinguística no intuito de ajudar as outras pessoas e parece que eu consegui meu objetivo porque muita gente me falou que se sentiu tocada com o livro. O outro, "Muito Além do Passado" eu já contei como foi a experiência e "OUTONO" foi um sonho antigo! Eu sempre quis escrever para adolescentes, sempre gostei de ler livros voltados para adolescentes e gosto muito de temas fantásticos como bruxas, vampiros, magia e coisas sobrenaturais. Vi que esse é um tema que chama a atenção de muitos jovens e criei a história pensando na minha cidade, com a intenção de divulgá-la para o público jovem, tornado-a conhecida para que as pessoas sintam vontade visitar Pitangui.

E quanto a novos projetos, algo em mente ou já sendo trabalhado, pode nos contar algo?

Sim!!!! Sim!!!! E sim de novo! "Outono" é o primeiro livro de uma série! Vêm aí "Inverno", "Primavera" e "Verão". E eu tenho certeza de que vou ficar muito triste quando terminar de escrever o último, porque adoro a companhia da Carol e do Erick, amo a história e me sinto muito bem escrevendo sobre eles.

Falando de trabalho, como se dá o seu processo criativo, algum ritual ou rotina em especial na hora de escrever? 

Eu crio o tempo todo. Quando eu dei entrevistas sobre meu primeiro livro, eu disse que criava enquanto dirigia de uma cidade a outra quando ia trabalhar. Era uma viagem de quase uma hora onde eu divagava e chegava cheia de ideias louca para colocar no computador, por isso eu sempre levava meu notebook para o trabalho. O segundo livro foi o único que eu me sentava e escrevia sem pensar muito antes. Em "Outono" qualquer situação cotidiana, como derramar um leite no chão, me fazia criar uma cena. Um capítulo foi puxando o outro, experiências que eu vivi se transformaram em experiências da Carol e a história foi fluindo. Para "Inverno" eu já tenho muitas ideias, embora ainda não as tenha escrito.

Durante esse trabalho e durante toda a sua carreira existiu ou existe a influência de algum autor em especial? 

Vários! Não sei se posso dizer influência, acho que quando escrevi sobre a Catherine de "Muito Além do Passado", como era no século XVIII, eu pude escrever um pouco como José de Alencar, que eu amo e não posso me espelhar muito por causa da sua escrita rebuscada e romântica, própria dos anos 1800 (embora minha história se passasse em 1747, eu pude escrever como ele). Para "Outono" eu me espelhei em vários autores consagrados (li todos os livros da Thalita Rebouças, li todos os Harry Potters e toda a série do Rick Riordan para saber como fazer minha escrita chegar até o público adolescente. Mas eu tenho o meu jeito próprio de escrever, algumas pessoas que leram meu primeiro livro me disseram que sentiram como se estivessem "conversando comigo"...

Por ultimo, deixamos aqui esse espaço para você mandar seu recado aos seus leitores e a autores que também estejam buscando seu espaço no mercado editorial: 

Para os meus leitores eu digo que desejo que eles se apaixonem pela Carol e Erick da mesma forma com que eu me apaixonei, porque a história foi escrita com muito carinho, com romance, magia e aventura. Carol não é uma protagonista frágil, ela cresce durante a história, deixando de ser uma jovem tímida e socialmente desajustada para se tornar uma mulher corajosa que nada tem de indefesa. Acho que as mulheres se reconhecem nesse perfil nos dias de hoje.

Para os autores que, como eu, estão buscando seu espaço eu digo que busquem de todas as maneiras, não desistam, corram atrás dos seus sonhos e mostrem a sua obra. Livro foi escrito para ser lido e não para ficar guardado dentro de uma gaveta ou no HD de um computador, então, há que se colocar a obra exposta, porque é uma experiência muito gratificante!