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Deus não está Morto é a história do jovem Josh Wheaton, um estudante do curso de filosofia que se depara com um complicado impasse na aula inaugural do curso. O professor, um ditador e ateu fervoroso, distribui uma folha em branco a todos os alunos. Como primeira tarefa eles terão que escrever a frase: “Deus está morto”, assinar e entregar, como quem atesta que aquele pensamento está concretizado, definido.

Enquanto todos os alunos obedecem ao professor, sem questionar o significado e importância daquilo, Josh se recusa a fazê-lo e dá início a uma batalha que o professor toma como pessoal, ultrajante e agora o jovem terá de convencer todos os alunos de seu ponto de vista, passando por cima dos diversos argumentos do professor. Caso fracasse em sua missão terá como punição ou conseqüência, seu currículo escolar manchado por uma baixa, que poderá comprometer seu futuro acadêmico, sem contar é claro a humilhação diante do restante da sala de aula.

Até aqui tudo ok, um bom argumento e um roteiro cheio de bons diálogos, fotografia e locações honestas, até que a trama vai se espalhando pela história de outros personagens, na tentativa de mostrar diferentes situações e pontos de vista... Pronto, então o roteiro se perde, e traça um caminho lamentavelmente previsível e pior, altamente panfletário e caricato. Diante disso perde-se bastante da força da mensagem principal, que no final das contas, consegue sim ser enviada, pode-se dizer que o filme cumpriu com o que propunha, mas a duras penas por certos desconfortos com situações extremamente forçadas e inverossímeis.

Diante disso vemos um certo paradoxo no filme “Deus não está morto”, pois como Cristão destaco a importância da mensagem que ele passa (e consegue) passar, tal qual o poder de Deus de mudar as vidas das pessoas ou usar uma pessoa ou situação como canal de salvação para os caminhos do Senhor. Nos emocionamos e ficamos encorajados com o comprometimento de Josh em não negar a sua fé. No entanto, quando outros personagens tem suas histórias influenciadas por essa, embora seja algo completamente crível e verdadeiro, no longa é mostrado de forma rasteira com a complexidade de um vídeo institucional, ou apenas numa propaganda um pouco mais elaborada.

Seja o pai mulçumano que repreende a filha quanto a seu novo caminho, ou empresário ganancioso que não se comove com a mãe doente, e ainda o próprio professor ateu e arrogante que quase termina suas frases com a gargalhada de um vilão de desenho animado. Essas caricaturas aliadas a fraquíssimas atuações dão ainda menos força às situações que são encaminhadas para um final típico de último capítulo de tele-novelas, onde tudo se resolve.  

Contudo, ainda com esse lado cinematográfico bastante fraco, “Deus não está Morto” fica aqui como uma boa dica para reflexão , com um acerto igual a um gol aos 45 do segundo tempo, o longa possibilita um bom diálogo depois de visto e deixa ainda um formidável convite ao final, confiram...



Disponível finalmente o segundo trailer de O Hobbit - A Desolação de Smaug que estréia em dezembro de 2013






















REC 2 – Possuídos

A apresentadora de um programa de televisão e sua equipe, acompanham a noite de um departamento de bombeiros na cidade de Madri. Os bombeiros vão atender a uma chamada de estranhos acontecimentos dentro de um prédio. A partir do momento em que os bombeiros entram no lugar, se deparam com o horror e a violência de um mal desconhecido.












Esta é uma breve lembrança dos acontecimentos do primeiro filme REC (2008), em REC 2 – Possuídos, um grupo de elite da policia tem a missão de entrar no prédio e restaurar o controle daquele lugar. E será através de câmeras acopladas nos capacetes desses homens e de um câmera-man que os acompanha que seremos mais uma vez “telespectadores” do medo.

Nesse contexto em que acontece toda a ação de REC 2, a continuação mantém com primazia o clima tenso do primeiro filme, a medida que descobertas surpreendentes são feitas o rumo da história vai sofrendo constantes alterações.

Entre este “novo gênero” de filmes, que simulam a realidade dos fatos, e tomam o imponderável como matéria prima, REC investe na intensidade para ser diferente, para ser melhor e marcante. Um roteiro objetivo que percorre um caminho reto faz com que o que poderia ser repetitivo se torne instigante.

Ygor MF
Título Original: ([REC] 2)
Elenco: Manuela Velasco, Leticia Dolera, Juli Fàbregas, Pep Molina.
Direção: Paco Plaza e Jaume Balagueró.
Gênero: Terror
Duração: 85 min.
Distribuidora: Playarte Pictures
Estreia: 03 de Setembro de 2010
Site Oficial: http://www.rec2.com.br/

Elementar, meu caro Wilson

sherlock house

Genialidade, perspicácia, arrogância, dependência química, falta de amabilidade, preguiça, tendências depressivas, habilidade musical. Alguns dessas características servem para descrever diversos personagens da literatura e do cinema, mas todas elas só se encaixam em dois nomes: Sherlock Holmes e Gregory House.

Até aí, nenhuma novidade. Quem já leu alguma coisa do velho detetive inglês e costuma acompanhar a série norte-americana já deve ao menos ter desconfiado das semelhanças. O fato novo é o filme sobre Sherlock Holmes lançado há pouco tempo, muito bem dirigido por Guy Ritchie, no qual outro elemento se soma às “coincidências” entre o detetive e o médico: o relacionamento de ambos com seus fieis escudeiros, Watson e Wilson.

No novo filme, salta aos olhos o ciúme de Holmes em relação ao novo amor de Watson — algo já ocorrido em ao menos duas oportunidades durante as seis temporadas de “House” —, além dos diálogos que resultam na descoberta dos mistérios desvendados pelo detetive e pelo médico. Se a série inevitavelmente tem influências das histórias de Conan Doyle, é difícil imaginar que o diretor de “Sherlock Holmes” não tenha sofrido alguma influência da relação entre House e Wilson.

Nesse sentido, “Sherlock Holmes” talvez tenha bebido em outras boas sacadas do cinema recente. Há quem diga que o James Bond interpretado por Daniel Craig teve influência direta do personagem Jack Bauer, de “24 Horas”. E, assim como no final de “Batman Begins” todos já sabiam que o homem-morcego iria enfrentar o Coringa na sequência, agora é mais do que nítido que o velho Professor Moriarty atormentará o detetive inglês em breve.

Abraço!

Fernando Damasceno é jornalista, ganha a vida escrevendo sobre política, mas no fundo gosta de escrever sobre cinema, livros, música e esporte, e faz isso no JÁ REPAROU? além de colaborar com o MOVIEMENTO .

Contato: fldamasceno@hotmail.com
Sempre ao Seu Lado






















O diretor sueco Lasse Hallström traz aos cinemas a história de Hachiko, um cão da raça akita cujo a lealdade para com seu dono tornou-se exemplo de conduta para os japonês, fazendo parte do folclore daquele povo.

Estrelado por Richard Gere e Joan Allen, “Sempre ao seu Lado” conta a história do encontro entre o professor Parker (personagem de Gere) e o filhote Hachiko em uma estação de trem, estação que será o plano principal para a história já que todos os dias o cão iria acompanhar seu dono até a estação e pontualmente o esperaria por seu retorno no mesmo local, criando assim uma relação de amizade e lealdade sem precedentes.

Antes de um folclore a história de Hachiko é baseada em fatos reais, e é sobre este prisma que Hallström conta a história. Sem deixar de lado certos maneirismos de filmes em que animais são personagens principais, mas em um ritmo lento que acompanha com qualidade a trajetória desse personagem.

Impossível não se emocionar e talvez mais impossível ainda seja não explorar essa carga dramática da história, mas a emoção acontece aos poucos, ao longo de todo o filme sem que se coloque uma placa com dizeres: “Hora de chorar”. E se tal emoção não alcançar tal estágio, fica, percebe-se desde o início da história a presença de uma comoção lenta e silenciosa, que nos fará companhia a partir daquela sessão, nos convidando a pensamentos leves e profundos.

Talvez essa seja a maior qualidade de “Sempre ao seu Lado” oferecendo sempre um convite ao invés de uma imposição, e que em verdade mostra-se inerme de maiores pretensões, podemos dizer não a supostas lições de vida, filosofias, etc. Mas ficaremos ainda com uma produção bastante agradável.

Ygor MF

Trailer




Ficha Técnica:
Direção: Lasse Hallström
Gênero: Drama
Duração: 93 min.
Estreia: 25 de Dezembro de 2009

Elenco:
Richard Gere,
Koji Yakusho,
Joan Allen,
Sarah Roemer,
Jason Alexander,
Cary-Hiroyuki
Tagawa, Erick Avari.


Coraline

Com direção e roteiro de Henry Selick, diretor de “O Estranho Mundo de Jack”, o longa “Coraline” adaptado do romance de Neil Gaiman encontra na linguagem cinematográfica, espaço e profundidade que acompanha o rico universo do escritor.

Entediada em sua nova casa, Caroline Jones (Dakota Fanning) busca algo que a entretenha já que seus pais sempre ocupados com o trabalho lhe permanecem distantes e afetivamente ausentes. Em uma de suas buscas por diversão conhece o excêntrico garoto Wybie Lovat, personagem criado exclusivamente para o filme, mas que terá grande importância para história. Apesar de sua estranha aparência Wybie possui a melhor das intenções, ser amigo, pensando nisso presenteia Coraline com um estranho souvenir, uma boneca de pano com a mesma aparência física da menina.

Certa noite enquanto dorme ao lado de sua miniatura, Coraline desperta de repente, percorrendo sua casa com a qual não está totalmente habituada, encontra uma pequena porta que lhe abrirá caminho para um outro mundo, uma realidade paralela a sua, porém, um lugar onde todas as cores são mais vivas, seus pais extremamente atenciosos e felizes. Mas nem tudo são flores, o que num primeiro momento pode lhe parecer a realização de seus desejos, na verdade esconde segredos e perigos cuja a garota jamais poderia imaginar.

Essa é a história de “Coraline e o Mundo Secreto” longa de animação criado em stop-motion acrescido de diversos efeitos especiais. A riqueza dos detalhes parece não ter limites, personagens, cenários e figurino, pensados e construídos com extremo cuidado. A concepção artística de Coraline teve como inspiração as ilustrações do japonês Tadahiro Uesugi, os traços e as cores usadas pelo artista foram influências bastante presentes nos estudos e no material final.

A evolução da história foi acompanhada de perto e aprovada por Neil Gaiman, desde a inclusão de um personagem novo até as pequenas mudanças pelas quais uma adaptação precisa passar. Nesse ponto vale a ressalva que se tratando de adaptações cinematográficas, cabe ao grande público se desarmar de grandes expectativas para ver na tela todas as palavras representadas. Tal lembrete pode se estender a todas as adaptações literárias para o cinema, já que, são veículos e formas diferentes de contar uma mesma história, aja vista que nem tamanha tecnologia disponível pode transportar o universo literário que utiliza entre outras coisas da subjetividade de cada leitor, para o universo cinematográfico. Se muito embora ambos possam convergir em vários momentos, é pelas diferenças e limites de cada um que precisam ser ADAPTADOS...

Com a voz de Dakota Fanning no papel principal, Coraline surpreende e deslumbra pela perfeita união entre conteúdo e execução. São 101 minutos de imagens instigantes e de rara beleza, um frescor e um imã para os olhos, ainda que estes sejam de botões...

Ygor MF

Ficha Técnica:

Título Original: Coraline

Tempo de Duração: 101 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 2009

Site Oficial: http://www.coralineofilme.com.br/

Estúdio: Laika Entertainment / Pandemonium

Direção: Henry Selick

Roteiro: Henry Selick, baseado em livro de Neil Gaiman

Efeitos Especiais: Gentle Giant Studios

Elenco:

(Vozes)Dakota Fanning (Coraline Jones)

Teri Hatcher (Mãe / Outra Mãe)

Jennifer Saunders (Srta. Spink)

Dawn French (Srta. Forcible)

Keith David (Gato)

John Hodgman (Pai / Outro Pai)

Robert Bailey Jr. (Wybie Lovat)

Ian McShane (Sr. Bobinsky)

Carolyn Crawford (Avó de Wybie)



Doomsday – Juízo Final

E o medo das epidemias.


Infestada por um vírus mortal que leva milhares à morte, Glasgow, Escócia, é isolada do resto do Reino Unido, um muro gigante, um poderoso e violento esquema de segurança condena a população à morte e ao esquecimento. Porém, trinta anos depois o vírus ressurge mas estranhamente sinais de sobreviventes são vistos naquelas terras malditas. É hora de enfrentar o terror em busca da cura. Essa é a premissa de Doomsday – Juízo Final em cartaz nos cinemas.


Uma equipe liderada por Eden Sinclair personagem de Rhona Mitra, tem a missão de atravessar o muro e encontrar a cura para o vírus. No entanto, do outro lado, aquela terra completamente assolada reserva aos missionários uma visão ainda mais apocalíptica. Dividido em dois grupos, os sobreviventes travam uma guerra entre si, de um lado uma espécie de cyber-punks, selvagens e canibais, do outro um “reino” que parece ter voltado à idade média. Nesse cenário caótico e desolador que a agente Sinclair e sua equipe terá sobreviver e encontrar a cura e a salvação.


Com boas atuações e uma direção discreta, Juízo Final poderia ser um filme melhor, se não se perdesse em meio ao que parece uma infeliz mistura de Resident Evil com Mad Max. O filme segue promissor até seu primeiro quarto de hora, e quando tenta diferenciar-se, torna-se oportunista e repetitivo, não convence apesar de boas cenas de ação que vistas isoladamente servem como um raso entretenimento, o que para o cinema... é pouco.


Ygor MF



Direção: Neil Marshall

Gênero: Ficção Científica

Duração: 105 min.

Distribuidora: Europa Filmes

Estreia: 21 de Agosto de 2009

http://www.juizofinalofilme.com.br/

Elenco: Rhona Mitra - Bob Hoskins, Alexander Siddig, Adrian Lester, Sean Pertwee.



Trailer: