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Com o fone de ouvido insiro trilha sonora no meu dia.
Os pensamentos são flasbacks e o olhar (qualquer olhar)
é corte de video-clipe.
A música que vem do fone dá aos passos ritmo, 
acerta o caminhar desengonçado 
dá velocidade aos pés em ritmo punk-rock.
O beijo do casal acontece em câmera lenta, qualquer gesto mais longo, acenos e abraços possuem agora, DRAMA.
No entanto, o fone de ouvido insere o vácuo em minha mente, ficam suspensos pensamentos, intactos, guardados, esperando que os apanhe novamente.
Com fone de ouvido permaneço introspectivo por horas, dias, meses... 
Com fone de ouvido sou Fred Aistaire, Gene Kelly.
Desvio de poças e buracos como o improviso de Miles ou Parker. Os pés deslizam no chão, esteiras, trilhos, rolimãs ao invés de pés enquanto ouço Daft Punk, Clash ou Cure porque não? 
Pois no meu fone de ouvido cada som obedece ao meu entendimento, ganha o contexto e a lembrança da primeira vez que escutei cada um daqueles sons... Reverbera diferente por aqui... 
A chuva incomoda menos. Diante dos faróis ou transito de gente... 
Tudo se movimenta.
Nem mais o ruído da cidade ou a lamentação das pessoas interfere, sobrepoe-se a alegria musical que ouço enquanto o mundo ao redor permanece chato e em silêncio.

Pegue uma ou duas folhas de caderno, marque 10 minutos no relógio, e de a partída: Escreva por 10 minutos sem parar, sem pensar, escreva, escreva e escreva, não deixe a mão parar nem que fique escrevendo a mesma palavras algumas vezes. Passe o que estiver na sua mente para o papel, use o gatilho Nesse Momento (ou outro que quiser) para começar o texto e vá em frente!

Abaixo a minha experiência com 10 minutos frenéticos de escrita desenfreada...

Nesse Momento

Nesse momento estou pensando antes, durante e sobre o que vou escrever pelos próximos dez minutos. Sem saber muito bem o que, exceto o gatilho dado, nesse momento, nesse momento...

Talvez repita nesse momento, nesse momento por dez minutos e talvez noutro momento os críticos ou filófosos do nada vão achar zilhões de interpretações para isso que faço nesse momento, sem intenção alguma...
Mas não vou apelar ou ser o chato que não sabe brincar, até porque o gatilho desse momento ajuda mesmo o pensamento a seguir uma trajetoria em linha reta, constante, sem perder a velocidade, como se disparasse do três oitão cinco tiros: nesse momento nesse momento nesse momento nesse momento nesse momento.

Nesse momento em que algumas linhas já foram escritas, o ato de escrever é também físico, matemático com alguma coisa de astrologia ou astronomia pra tentar desvendar quanto tempo já passou.
Porém se a ideia era um texto não pensado, alguma sentenças prontas, clichês talvez, já rodeiam a mente, na falta de algo, e não querendo repetir de-no-vo nesse momento,  taco uma dessas frases que estão em orbita por aqui.

Não são sentenças muito boas, mas olha só sem nem mesmo serem usadas, já estão me garantindo algumas linhas e alguns segundos de escritas, por outro lado, no meio dessa metralhadora de pensamentos, qualquer coisa que apareça assim mais ou menos trabalhada, vai parecer fruto de uma verdadeira arquitetura literária. Mas não vai ser agora, não nesse momento (putz mais um tiro), fica aqui por enquanto você que não arquitertura literaria coisa nenhuma né... Vamos combinar né? Tá mais pra uma barraca de camping que num salto, pronto, tá de pé, montada. Mas fica aqui por perto talvez use metade de você, ou uma palavra solta.

Má noticia, talvez eu nem lhe use (frase pronta), mas é bom ter você por perto, só que não será nesse texto, não, não agora, desculpe, não nesse momento...

Clodomiro Tradição
Heiiiiiiiaaaaaa!!! Eis me aqui mas mal sabem vocês de onde venho ou melhor de onde escrevo este post. Não é um simples local, estado, bunker ou um aconchegante e moderno escritório. Essa minha pergunta vem com abrangências muito maiores que a sua vã curiosidade possa lhe incomodar.

Escrevo de um outro tempo enquanto me vejo escrevendo o primeiro post no Moviemento........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ Bom passei rapidamente no tempo presente (novembro de 2012) para verificar uns emails e sigo um pouco mais para o futuro dias depois da publicação dessa postagem e vejo que embora bombástica essas informações não mudaram nada a vida de ninguém...

E como faço isso? Vocês me perguntam (perguntam sim li alguma perguntas, twits e joinhas pelas redes sociais). Li alguns físicos por ai, não me recordo nomes e nem sei explicar as teorias que "imaginam" e mais recentemente descartam as viagens no tempo... Confesso que por acaso, por necessidades banalíssimas descobri então a brecha no túnel da vida.


Depois de sonecas e sustos ao acordar nos bancos duros dos transportes públicos de SP decidi descer e ir caminhando. Um caminhar despretensioso de quem nem mesmo quer chegar no trabalho no horário... Depois de centenas de metros, cansado entrei no primeiro ônibus... Era o "buso" das seis lá estavam pessoas do passado que saíram de suas casas muito antes que eu, mas eu viajante do tempo volto para visita-lás, levo noticias dum futuro presente que eu abandonei.

Neste fluxo do tempo volto a rua, volto quilômetros atrás e fazendo isso estou indo visitar pessoas do futuro que saíram de suas casas nove, dez da manhã... e eu vindo das oito horas os alcanço mas não trago boas recordações e nem eles me dão boas notícias, estamos presos no vácuo no elo perdido que é o viver em São Paulo...

Clodomiro Tradição
...Afinal, diziam que os Ultra-Românticos tinham desistido de envelhecer ricos de cultura, por isso eram rápidos, marcantes e efêmeros aos 27 ou pouco antes dos 20. Mas e se a evolução tivesse lhes dado pés intactos de tiros acidentais, peitos inflados sugadores e purificadores de um ar de vida, plena, i-mor-tal?...

Um novo email... era o que assinalava a luzinha piscando na tela do monitor, de pronto Edgar detectara o remetente, era mais um trabalho free lancer.
Torcia para que aquela nova encomenda coincidisse com algum texto já produzido e arquivado no HD. Perguntava-se se algum editor teria culhões para apostar em um de seus inéditos contos de terror...

Ygor MF
Um Poema Perdido
















Eu percorro o caminho de um poema perdido... 
Percorro o caminho de um poema primeiro perdido e com o tempo da perdição, da distancia, esquecido. Percorro com a angústia de quem perdeu o mapa de um tesouro, ou a pressa e a esperança dos pelotões que voltam em busca de sobreviventes. Enquanto na memória, agoniza uma lembrança, cada vez menor, cada vez mais distante e fraca.

                Em contra partida uma falsa memória vai construindo, reconstruindo um falso poema, um outro poema que jamais será aquele, ainda que eu me lembre e recoloque cada métrica, cada palavra naquele que fora seu devido lugar. Mas este lugar não existe mais, este espaço vai sendo preenchido em outra folha, em outro arquivo tentando dizer o que já foi dito, mas diz algo parecido, diz outra coisa.

                Quão controversos e esguios são os caminhos de um poema, pois aquele poema depois de pronto é outro poema que já nem pertence a alguém, que é dedicado a todas as musas, contra todos os opressores e descreve todos os hipócritas, e tentar “re-percorre-lo” é percorrer caminho novo, caminho algum, sem mais arquitetura, sem traços ou cálculos que nos levariam ao mesmo número. Mas aquele poema perdido nunca mais será escrito, e a vã procura por um inútil oficio de arqueólogo de palavras, jamais vencerá a palavra dispersa, distribuída. E fica, pois essa anti-matéria a perda, da perda, de que são feito todos os poemas...

Ygor Moretti
Santos Sempre Santos!!!

A convite do amigo Antonio Laranjeira do BLOG FUTEBOL O JOGO escrevi este texto totalmente parcial em homenagem ao Santos Futebol Clube para a coluna TIME DO CORAÇÃO e deixo aqui também o post.

Apaixonados por futebol ou não, não deixem de visitar o BLOG é o início de algo muito bom...



    










Mais do que lei ou parte do estatuto do clube, jogar bonito, praticar o futebol arte... Santos Futebol Clube essa é a sua sina... Sempre que fomos felizes, e ser feliz encantando nem sempre quer dizer terminar em título, aja vista o brasileirão de 95... Sempre que marcamos época, que elevamos, que tornamos evidente o orgulho de ser Santista, foi sempre com a máxima alegria, com a mágica do futebol no seu sentido mais puro, inteiramente conectado as origens de todos os moleques descalços que nas ruas já sonhavam com um momento de glória, com um gol de placa em uma grande decisão... Sonho? Não... Isso é realidade... Santos...SEMPRE Santos...


     Nenhum santista seria capaz de escrever o roteiro de Santos x Corinthians na final de 2002, sair da longa fila de títulos contra o arqui-rival com lances que até hoje são reprisados nos programas esportivos, após uma virada memorável? Nem o mais otimista ou sado masoquista dos torcedores escolheria uma decisão tão emocionante quanto foi aquela. E este mesmo “lunático” mesmo já vacinado com as emoções de 2002, com a luta contra tudo e todos de 2004 e porque não com o título suado de 2007 frente ao São Caetano, nem este, muito menos esse santista, roteirista hipotético de grandes sucessos de Hollywood escreveria uma tarde tão sofrida e tão feliz quanto essa do dia 02 de maio de 2010.

     Pensei, confesso, que seria fácil, depois das vitórias nos clássicos e de uma passagem incontestável sobre o forte São Paulo, junto a apresentações de gala e que pasmem tende ainda a melhorar (alguém dúvida?), que o confronto com o aguerrido Santo André seria resolvido no primeiro jogo. Com o susto da primeira partida e a correção dos fatos e preservação da vantagem através de pouco mais de 25 minutos de futebol arte, voltei a pensar: Aprendemos com o deslize do primeiro jogo da final, agora será para sacramentar o que já era quase certo...

     E bastaram 30 segundos para aniquilar qualquer “certeza” de qualquer um envolvido com futebol daquela tarde de domingo. E foram necessários mais do que 90 minutos para que soubéssemos quem seria o campeão paulista de 2010. Foi preciso muito mais que tempo, foi preciso sorte, coragem, foi preciso acreditar sempre, e não desistir nunca, foi preciso que heróis emergissem no campo de batalha, motins e sacrifícios... E foi preciso mais, por maiores que fossem os sacrifícios e todos eles seriam de bom grado aceitos, Foi preciso renunciar a sacrifícios que pareciam condições inegociáveis para a conquista. E foi preciso que Paulo Henrique Ganso estivesse do nosso lado e deixasse apenas de jogar e tornasse um lindo chapéu um malabarismo em uma manobra estratégica de campo de batalha.

     Foi preciso que este herói se sacrificasse e imediatamente ressurgisse para permanecer na história de uma tarde de domingo até a tempos imemoráveis através de feitos que serão contados e recontados. Pois se é de luta que estamos falando, vale lembrar a fala do gladiador Maximus: “O que fazemos em vida ecoa pela eternidade”, e com isso, por isso, este grito de Campeão vai ecoar para sempre nos corações santistas que por sua vez seguem a sua sina de se emocionar sempre e jamais deixar que uma comemoração não seja acompanhada de uma lágrima...
 
Nas palavras de um ilustre santista: “Como você é Lindo Santos!!!”
Parabéns ao Campeão Paulista de 2010 Santos Futebol Clube

Ygor Moretti Fiorante
Uma Estréia... 

Clodomiro Tradição passou de acadêmico de botequins a doutor em fóruns e bate-papos virtuais. Entende que a liberdade e o gratuito do espaço virtual podem e devem custar caro, não no sentido do valor cobrado, mas sim do valor dado a essa fantástica ferramenta(vale dizer que mesmo a internet já na sendo algo tão novo, para ele Clodomiro é algo ainda novo e angustiante), em suas palavras: “Pingos grandes nos is, sem papas na língua já que nada se paga, por pouco, por nada, em pouco tempo, o que se diz aqui, outro vai usar, vai ler, copiar e colar, e entender... ou não”.

Clodomiro amante da cultura e da boa discussão, “porque gosto se discute sim senhor”, não teme o assunto polêmico ou o tabu, mas recua diante do medo de apenas ser uma pessoa polêmica, que em seu entender é alguém próximo apenas do chato e só! E em seu jeito sério, desconfiado e jocoso ao mesmo tempo alerta: “O meu texto é todo em itálico”, entre o interessado e o enxerido Clodomiro Tradição deixará nas “páginas” do Moviemento os seus ricos pitacos.

Seja bem-vindo Clodomiro; eterno Mestre em treinamento!!!







                 


Eu digo olá!!! A quem me lê, porque não posso gritar a quem passa despercebido por aqui ou ainda, aquele que foi despistado pelas tantas opções deste mundo real de virtualidades.
                 
Estréio aqui o meu espaço, reservado para dizer o que eu quiser... Desde já alerto o quão isso é perigoso, mas ignoram e cá estou. Mas poder dizer o que quiser é tão ou mais perigoso para nós mesmo(nós que temos essa liberdade e necessidade), e nem me apego a possibilidade de contradição e tropeço no próximo parágrafo, o difícil de poder escrever sobre o que quiser é não conseguir achar um assunto especifico o bastante para um texto, mas que também seja global a ponto de chamar a atenção. Lembro com temor, das dificuldades diante das redações no colégio, pasmo, perplexo por não conseguir começar a redação de tema livre...
                
 Porém, por aqui estarei contornando o mundo cultura com as minha opiniões, cinema, livros, futebol porque não? E outras questões comportamentais, lembrando que não sou especialista de nada, mas observador de tudo.
                
 Prometo ser breve até que algum comentário raso se torne tema ou peça uma dissertação, mas basicamente tenho nas mãos picatos mais ou menos bem formulados(aqui fica a minha falsa modéstia), já me despedindo fica aqui este oi de passagem, de reconhecimento do campo, e me despeço enquanto já vou me aborrecendo com uma tecla que emperra e com o fato de nunca ter conseguido uma carta de apresentação tão boa quanto essa, que saiu fácil e tão melhor do que todas as cartas de apresentação que inútil, tentava escrever nas seleções de trabalho, quando não conseguia nem saber quem eu era...

Clodomiro Tradição

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