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Pagar as contas
revisar os contos
limpar os cantos 
ouvir o canto.


Necessidade urgente de valores
pungecia de perícia
limpidez iminente
som premente.


Aberta ao público desde o dia 20 de novembro, a exposição do artista Ron Mueck, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Ron Australiano erradicado na Grã Bretanha, ficou famoso com suas esculturas hiper-realistas que no entanto, são cercadas por um ar de magia, dado o tamanho das obras que em vezes parecem gigantes e noutras miniaturas construídas numa perfeita proporção do corpo humano. Assim, suas exposições carregam um ar de suspense também, pois fica a nítida sensação de que aqueles seres de argila, resina ou vidro, vão retomar a vida antes pausada por algum feitiço.




Pinacoteca do Estado de São Paulo 
Praça da Luz, 2 
São Paulo, SP
Estação Luz do Metrô - Tel. 55 11 3324-1000
Terça a Domingo das 10h às 18h. Quintas das 10h às 22h. Bilheteria até as 17h30.
Estação Pinacoteca - Largo General Osório, 66 - São Paulo, SP - Tel. 55 11 3335-4990
Memorial da Resistência de São Paulo - Largo General Osório, 66 - São Paulo, SP
Terça a Domingo das 10h às 18h. Bilheteria até as 17h30.
Tel. 55 11 3335-4990 - Fale com a ouvidoria ouvidoria@cultura.sp.gov.br

Depois de grande sucesso no Rio de Janeiro,  a mostra de pintor surrealista Salvador Dalí chegará a São Paulo, com estréia prevista para dia 19 de outubro e seguirá até dia 11 de janeiro de 2015.

A mostra conta com mais de 200 trabalhos do artista, que marcou seu nome no mundo das artes através do movimento surrealista, que investigava profunda e assiduamente o mundo dos sonhos e do subconsciente. 

Dali também contribuiu para o cinema em co-direção de filmes ao lado de Luís Bunuel, como "O Cão Andaluz" e a "Idade do Ouro".

clássica e forte cena de "O Cão Andaluz"
Veja abaixo o curta metragem "Destino" idealizado por Salvador Dalí e Walt Disney



Mais informações no site do Instituto Tomie Ohtake


Rolando Cyril é um "artista plástico" que vive na frança desde os seus 6 anos de idade, profissional da psicologia clínica, Roland diz que nunca fez um curso de artes e por isso a falta certa noção de anatomia em seus trabalhos. Modéstia a parte o artista diz que seu trabalho se encaixa entre o fantasioso  e o surreal. 

Veja abaixo alguns dos trabalhos de Rolando Cyril e um vídeo do processo de seu trabalho.

O surreal e o comum juntos

grande carga poética das imagens e cenários


Cores incriveis



O fotógrafo canadense Todd Mclellan através do projeto e livro Things Come Apart fotografou objetos de nosso cotidiano de duas maneiras bem diferentes do usual. Nos dois casos peças como telefones, computadores e outros objetos domésticos são desmontados e fotografados. Noutro momento esses mesmo pedaços são clicados a partir da "explosão" desse mesmo objeto.

Bicicleta desmontada
e a mesma bike em "queda livre"

"Venho praticando a arte da desmontagem desde a infância. Quando era criança, ficava em meu quarto desmontando meus brinquedos com um martelo, na escola secundária, quase desmontei completamente meu carro (...). Se um objeto me interessa, logo ficará em pedaços", disse McLellan.
"A parte fascinante de desmontar um objeto, antes mesmo de fotografar, é a oportunidade de entender o desafio do fabricante. Consigo uma compreensão básica de como o objeto funciona e, também, um grande respeito por ele", afirma o fotógrafo.
planejamento da desmontagem 
 Veja mais obras do fotografo em seu site oficial Todd Mclellan e no vídeo abaixo com as incríveis imagens de um piano em "queda livre"


O projeto Detroiturbex mostra a situação da cidade de Detroit que de polo industrial americano caminha atualmente rumo ao status de "cidade-fantasma". Com a crise econômica e falência anunciada, a população caiu pela metade em pouco menos de 100 anos. Esse vazio é mostrado através do projeto Detroiturbex, um grupo de fotógrafos que percorre as ruas e lugares da cidade para mostrar o vazio que ficou pra trás.  Abaixo, através de sobreposição de fotos o grupo mostra as dependências de uma escola, o passado cheio de vida e pessoas e o presente com prédios e objetos abandonados.






capa da última edição da revista

Após análise de seu portfólio a editora Abril anuncia o fim das revistas Alfa e Bravo. Basicamente pela baixa venda de exemplares e pouco interesse dos grandes anunciantes lá se vão dois ótimos veículos de informação, bons textos e conteúdo diferenciado e acessível.

Bravo lançada em 1997 se propunha a ser um radar do mundo cultural e artístico, trazia o que havia de melhor no mês. Cinema, literatura, artes plásticas, teatro e dança e música. Sempre com ótimos textos que sem o bla bla bla acadêmico tornava o mundo das artes mais instigante. Dando espaço para o novo, o alternativo sem esquecer dos clássicos ou tradicionais. 

A revista lançou periodicamente numeros especiais como "100 Livros Essenciais", "100 Contos Essenciais", "100 Filmes Essenciais", além de números homenageando nomes do cinema e das artes em geral e cidades do brasil, como Bahia e Ceará.

Além de um conteúdo de qualidade, graficamente a revista também era bastante diferenciada, com um design limpo e belo, ótima diagramação de textos e fotos sempre bem exploradas, a revista servia tanto para informar quanto para inspirar.

Particularmente, pra mim a revista sempre foi um parâmetro do que há de melhor para ser ver nos cinemas, nas livrarias, palcos, teatros e museus. Freqüentemente Bravo apresentava um novo artista, saía do obvio que era reproduzido e repetido na mídia de forma geral. Espaços como "Primeira Fila" ou "Apostas de Bravo" focavam o que havia de novo na cena cultural.

Com um texto sempre rico e prático, simples e bem escrito Bravo era única no mercado nacional, nunca elitista e jamais vazia ou superficial, mais do que uma revista, um radar, um incentivador, propulsor da cultura no país.

O Moviemento lamenta essa perda e agrade por todos esses anos de inspiração e informação, mais do que uma salva interminável de palmas... a Revista merece gritos e mais gritos de: Bravo! Bravo! Bravo!

Abaixo algumas capas da revista e um número em especial onde uma carta minha foi publicada.



Carta que enviei à Revista reclamando do corte de uma seção de ficção e de novos talentos, na mesma carta (que foi editada) elogiava o novo design da revista que sempre se manteve linda.

Leio Bravo desde a minha adolescência, foi Bravo quem me fez buscar novos diretores de cinema, novos livros, exposições. Bravo era aquela amigo com quem se podia falar sobre cultura, cinema e literatura... Pode parecer exagero, mas fará falta, muita falta...

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