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Uma "homenagem" a São Paulo

Era uma vez uma cidade hostil. Onde uma guerra diária entre pessoas, prédios, ruas, carros e animais, tornavam a felicidade coisa impraticavel naquele lugar.

Continuo com minhas pesquisas em busca da origem do mal. Não estou certo ainda se o povo foi sempre sujo e traiçoeiro. Mesmo depois da execução do filósofo em praça pública, que desfilava profético com o cartaz:

CUIDADO!!! NOS PORTÕES DE AUSCHWITZ  ESTAVA ESCRITO:
"O TRABALHO LIBERTA" 

Depois enforcaram um jovem budista de extrema esquerda que distribuía folhetos com os dizeres:

ACORDE: A RAÇÃO DOS PORCOS SÓ OS MANTÉM VIVOS ATÉ A DATA DO ABATE!
FIQUE ATENTO ÀQUILO PELO QUE VOCÊ É GRATO...

Contudo, as ultimas escavações revelaram uma imensa rede de computadores abaixo do antigo marco zero da cidade. O coração da antiga cidade. O centro nervoso de toda comunicação, monitoramento e controle.

Especialista deram um novo BOOT no sistema, mantendo sua funcionalidade limitada e fora do alcance dos outros computadores. Simularam uma "ilha" para que pudêssemos ver o comportamento daquela inteligência artificial.

Igualmente a todos as I.A do mundo, o sistema de São Paulo também mantinha seus habitantes enclausurados, presos, encaixados como pilhas numa simulação de vida. Através dos pensamentos e sentimentos desses, milhões de watts eram gerados para alimentar às máquinas.

Enquanto outros polos simulavam cidades e vidas perfeitas (ou próximas disso), colhendo uma energia X da sensação de alegria de seus habitantes. A máquina paulista percebeu que do stress, horror, medo e tristeza, poderia gerar muito mais energia de seus habitantes-pilhas. E assim, seu simulacro funcionava num rodizio de desgraças e tristezas que aconteciam de forma ininterrupta e cada vez com mais força. Por consequência os infartos dos habitantes das cabines passaram a ser frequentes, gerando ainda mais energia. Notou-se que o infarto era bom... Mesmo com o fim daquela "pilha" a conta ainda era positiva e assim foram os dias de São Paulo, até seu aniversário de 500 anos quando o grande BOOM aconteceu.

Mapeando as placas, redes, hds e softwares viu-se o seguinte padrão de comportamento do programa SÃO PAULO, com palavras chaves de comando, que se repetiam.

TRANSITO, ASSALTOS, ASSASSINATOS, IMPUNIDADE, CORRUPÇÃO, AGLOMERAÇÃO, ALTAS TEMPERATURAS - SEGUIDAS DE CHUVAS E ENCHENTES, ATRASOS, IMPOSSIBILIDADE DE CUMPRIR COM COMPROMISSOS,  FLANELINHAS, LADRÕES, POLICIAIS LADRÕES, TRABALHADORES LADRÕES, MOTORISTAS LADRÕES, PATRÕES LADRÕES, FUNCIONÁRIOS LADRÕES, VISLUMBRE DE FELICIDADE ALHEIA, SONHOS ALHEIOS, RAROS EXEMPLOS DE FELICIDADE (PORÉM INALCANÇÁVEIS), TRANSITO, MULTAS, IMPOSTOS, RADARES, BURACOS, CHEIRO DE BOSTA, DESEMPREGO, ZERO TEMPO LIVRE, INFLAÇÃO, TRANSITO, TRANSITO, TRANSITO.

Os comandos continuavam e terminavam com a seguinte sequência:

HORROR E FIO DE ESPERANÇA, DOIS A TRÊS DIAS DE PAZ E ALEGRIA... E novamente reiniciava a sequência de TRANSITO, ASSALTOS, ASSASSINATOS...

Muitos estudos a frente, percebemos que nem o infarto nem a desgraça diária eram responsáveis pela maior parte das energias para as máquinas. Mas aquele minuto de esperança desesperada e por consequência a desesperança causavam picos máximos de energia, era esse momento que a MATRIX paulistana se aperfeiçoou.

Para o bem de todos, essa excelência de funcionamento gerou cargas gigantescas que resultou na sua própria ruína. A grande explosão transformou tudo num pasto cinza, vazio e silencioso.

Nos retiramos dos limites da cidade, fechamos os portões, e com a constatação de que algumas formas de vida ainda insistem por ali, autorizamos mais um bombardeio. Precisamos manter o mundo a salvo de você São Paulo...


Um ataque cardíaco... E ganhou coroas, medalhas, odes e músicas.
Os mais distantes lamentavam profundamente sem lembrar do quão era duro a convivência com ele. De longe o achavam ainda uma ótima pessoa.
- Que perda irreparável diziam os próximos a esses. Mesmo sem conhece-lo.
Um ataque cardíaco e ficou lindo, esbelto, sereno, herói, um martir.
Depois do ataque cardíaco seus trabalhos viraram obras primas, as frases chatas que sempre repetia ditos populares, um hino.
Depois do ataque cardíaco o amor incondicional,
todas as conquistas vieram depois do ataque cardíaco junto de abraços demorados e choro incontrolável.
Quase o chamaram de santo ou algo próximo disso.
Em contra partida muitos outros continuaram a acha-lo um babaca, derrotado, azarado, um bosta.
- Foi sempre um nada, este é o o seu maior feito. Um ataque cardíaco. Diziam implacáveis.
Mas nínguém sabia que sua superioridade, principalmente agora, estava no fato de não ligar pra mais nada, seu último pecado em vida foi partir com o ar esnobe de quem diz: - Foda-se, a tudo...
Talvez pudesse melhorar ou diminuir a intensidade disso se não estivesse morto.
Mas era impossivel não se achar superior enquanto desfrutava de seu nirvana particular onde não sentia nem se importava com mais nada, ma-is na-da.


Seguindo os passos ou melhor as passadas do autor e maratonista japonês Haruki Murakami, escrevo aqui mais uma crônica sobre o ato da corrida, posto que sem falsa modéstia sou um pouco menos escritor e muito menos corredor do que Murakami, já o autor de “Do que eu falo quando falo de corrida”, venceu vários prêmios literários, lançou dezenas de livros e completou várias Maratonas. 

Por outro lado, nesse abençoado ano de 2014 consegui lançar dois livros (Auto publicação) pela Editora Incomum, “Do Som ao Impacto” e “O Menino Susto”, enquanto isso escrevo outro livro de contos, visando um primeiro romance num futuro um pouco mais à frente.
No campo da corrida estou a um mês da prova de 16k do circuito Atenas que acontecerá no dia 27/07, aqui em São Paulo. Depois dessa vou rever meu tempo disponível, já que esse maravilhoso ano, além de muito trabalho, me reserva fortes emoções para o dia 18 de outubro, e para isso, para o “Futurinho” chegar, muitos detalhes e muitos outros cuidados são necessários. Assim sendo se a agenda permitir depois desses 16 quilômetro já inicío o treinamento para a Meia Maratona em Novembro, do contrário vou permanecer e focar na melhora nos 10K mesmo.

Falando de corrida, consegui estabelecer meu melhor tempo dos 5K, 26:40, o que é bom já que nem treino especificamente para essa distância e velocidade. Tenho feito três treinos,  velocidade, rodagem e longão, subindo esse longão até chegar aos 16K, alvo da prova, atualmente faço 13K além de outros dois dias de musculação. No começo do ano completei a São Silvestre(15KM), e essa prova agora funciona como um meio termo entre os 10 e os 21 quilômetros da Meia Maratona.

Consegui eliminar 3 kilos e atualmente me sinto mais leve, treinei algumas semanas na esteira,  fazendo 8 a 10 quilômetros, o que representa um tempo bem maior correndo já que a esteira nos segura, nos deixa mais lentos mesmo parecendo mais difícil manter certo ritmo em cima dela. Penso que isso ajudou bastante tanto na resistência física quanto na resistência mental. Continuar correndo, concentrado depois de 1 hora não é das coisas mais fáceis, ainda mais quando se está numa posição parecida a dos camundongos de laboratórios, correndo sem sair do lugar.

Agora são 4 semanas até o dia da prova, falhei na programação da semana passada que era 5k, 8k e 13k, mas acabei treinando três vezes na semana 5, 8 e 8k. Não foi de toda perdida. Para essa semana entre os dias 24/6 e 28/6 o cronograma é: 3ª Boxe – 4ª Corrida Tiro na esteira – 5ª Corrida rodagem na esteira – 6ª Musculação e Sábado 13k... Veremos...
Para quem me lê, se alguém me lê e por acaso estiver afim de dar os primeiros passos na corrida, aqui vai breve resumo dos primeiros passos à ser dado.


Não sou profissional, nem médico nem atleta, mas as dicas que seguem abaixo são de quem saiu do lugar, buscou informações e ajuda. Corri uma dezenas de provas além da São Silvestre e transcrevo mais ou menos o percurso que fiz até aqui...
Se você quer começar a correr a primeira coisa a fazer é começar a caminhar... Caminhe para um médico, faça um check-up geral e depois sim comece as atividades. Confesso que não fiz nessa ordem, mas o conselho é esse mesmo, principalmente se estiver um pouco acima do peso ou se já tiver chegado na faixa dos trinta e poucos bons anos de vida.

Ainda falando sobre o IDEAL, é importante ter um personal ou professor de academia por perto monitorando esses primeiros passos. Porém, como primeiros passos, entre exames, resultados e parecer médico. Você pode iniciar a caminhada na rua ou esteira, com um bom par de tênis próprio para caminhada ou corrida.
Acredito que nesse momento além da prevenção que você fará contatando seu médico ou profissional do esporte, é importante ter foco e motivação. Nós humanos somos sim movidos pelo desafio, além do desafio de nova jornada, vá mais longe! Inscreva-se de cara numa prova de 5K para daqui a 5, 6 meses, pague pela inscrição e divulgue isso em suas redes sociais. Além do compromisso particular seu com esse novo objetivo, você tem agora o compromisso financeiro, já que pagou por aquilo e não vai querer desperdiçar sua grana. Se isso não bastar,  o compromisso com seus amigos e secadores de plantão também pode-lhe impulsionar a continuar. Muitas pessoas vão lhe parabenizar e incentivar , algumas outras estarão em silêncio,  no aguardo, a espreita de seu fracasso ou desistência, em todos os campos da vida encontramos com esse tipo de pessoa. Mas amigo... Você não vai fracassar e dentro desses 6 meses é bem possível que estará concluindo sua primeira corrida de 5k (ainda que andando em alguns trechos).  

Por outro lado pode esquecer também esse desafio a terceiros ou inimigos e secadores imaginário, pois bem da verdade é que tanto faz você correr 5 ou 42 quilômetros. É bem provável que isso não mude nada na vida de ninguém, mas com certeza mudará e fará a diferença na sua vida, duma forma que só você entenda e que só a você fará sentido...
As corridas são ótimos lugares para conhecer pessoas, ver outros exemplos de superação e determinação. Além de toda a preparação, uniformes, organização de contagem de tempo, postos de hidratação e premiação, você encontrará uma atmosfera muito boa, de ajuda e incentivo dos corredores e do público que assiste a apóia do lado de fora. Nesse cenário todo é bem provável que você seja picado pelo bichinho da corrida, e rapidamente vai querer voltar para concluir aquela prova correndo por todo o percurso e depois refazê-la em menos tempo. 

Para esses novos desafios é muito interessante voltar aos passos iniciais, principalmente com um professor ou personal, pois agora seus objetivos são maiores e mais difíceis, antes você queria apenas começar a correr, agora, 6 a 12 meses depois você já é um corredor em busca de tempos menores ou distâncias maiores. Proteja-se, organize-se e vá em frente!!!

Segue abaixo uma propaganda muito legal da Olimpikus mas que serve muito mais como um video motivacional para corredores ou pretendentes a…

...enquanto olhava sua vítima ainda deitada tentando se recompor do golpe, ajustava o silenciador no cano da arma. Calmo, sem desespero sabia que ela jamais sairia dali. Passou a mão na boca que lhe parecia inchada por causa do soco que tomara, a mancha de sangue que lhe veio na mão lhe confirmou toda a raiva, todo o motivo para terminar com aquilo...com gosto.

Bom dia Edgar!!! Trabalho pra você, reunião amanha aqui no escritório, só para você se acostumar a idéia é mais um romance um romance histórico, sobre uma mulher indignada com seu casamento, tentando mudar o curso de sua vida, até que comete um adultério, é o que vai causar todo o reboliço da trama, tendeu?

Bjs e até amanha!
PS: Não se atrase o cliente parece bem metódico... chato mesmo! 
PS2: Ainda não tive tempo de conversar com o Roberto sobre o seu original, mas prometo essa semana tentarei algo.

Não!!! Eu não sou um poeta, apesar do nome. E o "pesar" não contém nenhum desgosto para com os poetas e muito menos para a poesia, mas sim para a brincadeira fácil e boba que vem sempre atrelada ao nome:  - Ahhhhh poeta então... Ou: Poeteiro o Sr. né? Sem contar que de modo geral, para aquele que não tem a mínima intimidade com o objeto livro, todo escritor é poeta e todo poeta é... Um romântico, um sonhador, um delicado ou sei lá que outra forma pejorativa que eles conseguem extrair do que antes era um elogio...


Bom... Eu não sou poeta, não sou muito romântico nem sou fã de coisas delicadas, principalmente na literatura. Eu sou um contista, ou melhor tento ser mas não é bem assim que ganho a vida, por tanto, sou um ghost writer, escrevo textos diversos, inclusive poesias. Mas aqui num tempo livre vou escrever as minhas histórias, os contos de Edgar Além Poeta... Vamos lá!


 Plim!!! Nova mensagem aparece no desktop. É o primeiro contato num briefing bem simplificado, quase como uma resenha diz assim:

História de um defunto autor que de forma irônica reconta sua história. A narrativa deve começar a partir de seu enterro e numa sequência não linear (o autor ressaltou isso) deve passar pela sua infância, adolescência, mocidade, velhice etc etc... Ah, é um romance de época vamos marcar uma reunião com o cliente, ele possuí muito material de pesquisa histórica e outros detalhes. Por enquanto sem nome definido...

Lá se vai o meu texto pro espaço, para o espaço da gaveta junto de outras tantas anotações de textos ainda não escritos. Vou trabalhar...

Edgar Além Poeta

No mundo da comunicação é interessante observar o impacto que uma informação provoca, revelando detalhes mais íntimos da nossa sociedade. 

Eu edito um jornal de bairro, que tem presença online no endereço www.superquadranews.com.br e também a versão impressa que circula mensalmente em todas as residências do bairro Super Quadra Morumbi. A base do conteúdo, claro, é o bairro, respingando em alguns acontecimentos da região. Além disso, há informações dos anunciantes (que dão fôlego ao projeto) e um vasto conteúdo opinativo dos colunistas.

Certo dia, recebemos uma denuncia de um morador relatando à falta de um medicamente no posto de saúde. Após o serviço de apuração dos fatos, serviço essencial para o jornalista esculpir uma matéria, descobrimos que a ausência do remédio acontece em toda cidade de São Paulo. Detalhe importante! O problema ocorre desde Novembro de 2013, e pesquisando na internet não há registros do problema. A grande mídia também esqueceu...

O remédio em questão chama-se Aerolin e é fundamental na vida de um cidadão que tem asma. Segundo a funcionária Marina, da Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde, a falta do medicamento acontece em toda a cidade de São Paulo e não tem data para voltar aos postos de saúde. “Não temos esse medicamento, e não existe qualquer previsão de disponibilidade na rede básica de saúde”; declarou a funcionária da prefeitura. Além disso, ela afirmou que foi aberto um processo de licitação para a compra do medicamento, mas ainda não existe uma previsão concreta de quando o Aerolin estará à disposição nos postos de saúde da cidade.

Voltando à observação do impacto da informação, percebemos como é valiosa a sua participação no desenvolvimento do país, monitorando e denunciando os problemas do seu bairro. Afinal, a democracia está viva e não adianta só votar.

Marcelo Andrade é Jornalista na produtoramc e autor do livro O Evangelho das Ruas, publicado pela Editora Incomum
Primeiros metros de corrida túnel em direção a Av. Dr Arnaldo
Continuando o texto sobre a "saga" Minha Primeira São Silvestre (link do primeiro texto)... 

...Sigo em ritmo lento nos primeiros metros, em meio a multidão, a trilha sonora da largada, "Carruagens de Fogo", o narrador empolgado saudando corredores de todos os tipos e regiões do país. Gruas e câmeras de TV vão construindo toda a atmosfera e importância do evento, que é muito mais do que uma corrida de rua. Ao menos pra mim a sensação é de estar se juntando não somente aos 27 mil escritos dessa edição, mas a todos os milhares de corredores que participaram das 88 edições passadas. É sobre-tudo estar junto daqueles de antes apenas assistia pela televisão...

Após os primeiros metros avistando o túnel ao final da Av. Paulista, já me preparo para a sequência de descida que teremos, primeiramente indo a avenida Dr. Arnaldo e depois na descida que contorna o estádio do Pacaembu.  Antes de entrar no túnel somos saudados pelas dezenas de pessoas que nos assistem lá de cima.

Fico tenso enquanto vejo aquele rio de gente, alguns corredores param pra tirar foto inclusive, é impressionante mesmo, permaneço tenso enquanto vou ouvindo os avisos de corredores mais experientes:
- Olha o joeeeelho!!!
- Cuidado com o joelho...
A gigante descida que convida a soltar o corpo pode ser bem traiçoeira, pois o impacto é bem maior do que no plano ou mesmo nas subidas. Sem contar que qualquer esforço a mais nesse início de prova pode custar bem caro depois. Mas a imagem é mesmo linda, estar imerso num rio de gente correndo.

Contornando o estádio do Pacaembu quase não temos "plateia" nesse trecho, há uma "noiva" correndo atrás de seu homem, um garçom e uma turminha da terceira idade caracterizada como a "Turma do Chaves". E mais uma descida do alto do estádio já caindo na Av. Pacaembu. É preciso ter uma passada bem ajustada, firme e constante. De volta ao plano na Av. Pacaembu já ultrapassado os primeiro quilômetros, sigo me poupando bastante, as vezes penso que até demais! Nessa altura a multidão de corredores já está mais dispersa e esse trecho largo permite correr mais e melhor. Ultrapasso um incrível "Homem de Ferro" uma fantasia que parece ser feita de EVA, mas possuí todo um mecanismo e articulações de ferro ou alumínio.


Saindo da Av. Pacaembu vem mais subida e o primeiro posto de hidratação estamos próximo do 5º KM. Muito legal e prático o fato de darem água em garrafinhas plásticas, facilita o movimento e a ingestão do líquido. Porém nem tão legal assim a muvuca que se forma ao redor das barracas de água, e detalhe, água quente e já escassa. O chão completamente molhado e as tampinhas jogadas são um enorme convite para um belo escorregão e quem sabe alguma lesão mais grave. Falando em lesão, enquanto corro imaginando como será o comportamento do meu corpo e mente após o quilômetro 12 (que pra mim passa a ser ambiente desconhecido), vejo um homem de meia idade sendo socorrido na calçada, parecendo ter algum ataque epilético ou coisa do tipo. A minha mistura de disciplina e medo (admito), apenas aumenta, na verdade é o respeito que a prova merece, afinal não se corre 15 km do dia pra noite.

Passamos pelo Memorial da America Latina, Av. Marquês de São Vicente, tudo plano novamente, 7º KM... 8º KM e aí o bicho pega mesmo pela primeira vez. Afinal, estou indo para o 9º KM e sabendo que existem mais 6 quilômetros, inclusive a temida Brigadeiro, já se passaram 50 minutos de corrida e a subida do Viaduto Eng. Orlando Murgel, bastante íngreme, deixa as pernas pesadas, os passos leeeeentos e curtos e o controle da respiração se torna ainda mais difícil e necessário.

Ufa! Continuo tentando buscar o ar que não vem, encontrar a velocidade ideal entre o permanecer correndo e quem sabe por um descuido o esgotamento total. Passamos pela Av. Rio Branco; Av. Duque de Caxias, Av. São João, Largo do Arouche; Av. Vieira de Carvalho, Praça da Republica, Av. Ipiranga, Largo do Payssandu e Rua Conselheiro Crispiniano. A essa altura próximo do quilômetro 10, percebo por quantos lugares diferentes da cidade passamos, cartões postais e lugares totalmente esquecidos como na porta de um abrigo onde vários moradores de ruas, bêbados e drogados saúdam os corredores. E eu estou cansado... 

Nesse dia em especial o céu nublado foi de grande valia pois já passa das 10 horas da manha e o calor é intenso, mesmo sem o sol se mostrar por completo.  E eu estou bastante cansado, pensando que terei que caminhar por algum momento, quando de repente vem a surpresa: Num dos últimos posto de hidratação estão distribuindo bebida esportiva. A água e mesmo um gel que trazia no bolso do shorts não tinham feito nenhum milagre até ali. Confesso que ali foi o gás que necessitava, a ultima recarga das energias... O chão fica completamente grudento, é a única hora que caminho cerca de 100 metros enquanto bebo o isotônico. Percebo que até ali o MP3 estava desligado, e com novo animo e trilha sonora parto pra cima dos 5 KM finais...

Vem o Teatro Municipal, viaduto do Chá, a essa altura muitas pessoas aplaudindo, incentivando, esticando a mão para um comprimento. Vem o Largo São Francisco e depois já enxergo o começo da Av. Brigadeiro Luís Antonio... Vale lembrar que o trecho mais famoso e temido da corrida  inicia bem no 12º KM que me é temido, também por ser um limite do desconhecido, pois em minha preparação de semanas não tive tempo pra percorrer mais do que essa distância...

Um quarteirão antes da Brigadeiro decido ligar para a Kelli minha noiva que me aguarda na linha de chegada, coisas da modernidade de um corredor amador, já que carrego o celular para usar o aplicativo de corrida... Afinal de contas fazem já 1 hora e 20 minutos de espera, tantas e tantas pessoas já devem ter passado pela linha de chegada, imagino se não estão preocupados ou exausto de tanto esperar...
-Oi!!! Estou subindo a Brigadeiro vai se preparando ai!!
- Ainda? ouço do outro lado. - Pensei que estivesse já aqui perto.
- Mas estou. Quilômetro 12, até daqui a pouco! 
De certa forma esse é outro gás que recebo pra continuar, aquela voz tão intima do outro lado faz mesmo eu me lembrar que entre quase 30 mil pessoas eu sou e tenho lá em cima pessoas especiais que me esperam. Meu pai e minha noiva...

Aqui em baixo volta a ser EU X EU (e uns 3 km de subida no meio para apimentar essa disputa). Agora é na garra, a "técnica" que eu tinha foi para conseguir chegar bem até esse momento, daqui pra frente é raça. Os primeiros passos na Brigadeiro não assustam, é uma subida pouco íngreme, quase uma falsa reta, mas vai aos poucos aumentando... Tento focar o topo, a Av. Paulista, é quando percebo o tamanho do "bicho" que parece não ter fim. 

O incentivo das pessoas na calçada é ainda maior, todos sabem que é ali que a coisa pega, muitas pessoas andando a essa altura da prova, acerto o passo, baixo a cabeça e de metro em metro sigo firme rumo a linha de chegada. Vem o meio da Brigadeiro, avisto um ultimo posto de água, mas está totalmente vazio, é quando sinto que o estômago começa a doer, vazio, com se o corpo não tivesse mais de onde buscar "combustível". - Ah não! Será? Penso desconfiado, enquanto já consigo visualizar a Av. Paulista. 

Últimos quilômetros da Av. Brigadeiro Luís Antônio
Parece até roteiro cinematográfico, mas o suspense termina por aqui, a rua vai se tornando mais plana, cada vez mais pessoas nas calçadas, e todo aquele frenesi da largada, quase duas horas depois e o clima festivo ainda é o mesmo, se não maior. Porque estamos cada um ali concluindo o seu objetivo. 
- Graças a Deus! - Obrigado Senhor! Digo em oração.
Então o sorriso já escapa no rosto e a face cansada se transforma em pura satisfação... Sou um São Silvestrino, penso. Me despeso assim de 2013 com mais uma conquista. Um ano maravilhoso, grandiosamente abençoado! Obrigado!

À Kelli Matos e José Luis Fiorante

Mesmo com o prazer e o "dever" das corridas já instalados em meus dias, passava por aquele momento de não evolução entre os 5 e 10 km, nem melhorando tempo, nem aumentando distâncias. Era mês de outubro de 2013, final de ano logo ali e a possibilidade de correr uma São Silvestre parecia bem distante, só possível com alguma imprudência, devido ao aumento da quilometragem em poucos meses.

Havia acabado de fazer exames médicos, sangue e coração que indicavam que estava tudo bem, mesmo sem uma disciplina exemplar, mesmo sem conseguir diminuir alguns quilinhos que parecem ser companheiros eternos decidi misturar um pouco de imprudência, com certa ousadia e juntar certa determinação que andava dispersa até então. Meu apoio científico foi uma planilha na revista Runners Brasil, treino de 12 semanas para a São Silvestre... Exatas 12 semanas era o que eu tinha até então.

Passei a correr 4 vezes na semana; 5 quilômetros intervalados na esteira, 500 metros fraco a uma velocidade de 7,5 km e 500 metros mais forte a 11 ou 12 km. Uma corrida de 5 ou 6 km buscando melhora nesse tempo. Oito quilômetros de rodagem incluindo algumas subidas e o famoso longão que começou a 10 e chegou a 12 km nas vésperas da corrida.

Run Kepper - Grande aliado nas planilhas
Meu objetivo era também eliminar algum peso do corpo, qualquer um (dos vários que tinha de perder) que perdesse já me dariam alguma vantagem e melhora. De fato controlei melhor a alimentação e me senti (ao menos psicologicamente) mais leve, mas efetivamente mesmo com mais treino e uma alimentação um pouco melhor não foi o bastante para emagrecer e talvez ganhar alguns segundos no pace e no tempo total da prova.

Na semana antes da prova era recomendado que desse uma boa diminuída nos treinos, mas vai batendo aquela mistura de ansiedade por querer melhorar ao máximo e a desconfiança de que na verdade não se estar pronto. Até então só tinha corrido 12 km e não haveria tempo suficiente pra chegar aos 15 km da prova alvo, de modo que nesses 3 km estaria o desconhecido, talvez o fracasso, contusão e por fim a desistência. Assim diminui um pouco apenas os treinos e arrisquei correr até sábado dia 27, restando 3 dias pra descanso total.     
Importante dizer que estávamos na semana entre festas de Natal, confraternizações no trabalho e Reveillon, e justamente nesse fim de semana antes da corrida uma bateria de eventos sociais acabaram sendo verdadeiras tentações para o "projeto" correria e boca fechada, batizado de sobrinha e almoço - rodízio japonês com namorada - churrasco no domingo e ufa segunda feira... muita água e macarrão integral, bem ou mal, de forma ideal ou não estava pronto pra corrida.

Após ir dormir quase 1h da manha da terça feira dia 31 de dezembro (o calor e um campeonato de Fifa 14 com amigos não permitiram dormir antes), levanto mais do que disposto, animado as 6 e 30 da manha para até então o meu grande dia como "corredor".

Na companhia do Sr. José Luiz (meu pai), parceiro e STAFF de todas as corridas e da minha namorada que embora não seja grande fã de esportes muito menos de grandes aglomerações (como a que iriamos enfrentar), está ali, controversa mas apoiando o que penso que é o maior apoio que se pode ter, também porque ela sabe que a corrida deixou de ser apenas um esporte e passou a ser algo que REALMENTE gosto de fazer.

Percurso da 89ª São Silvestre
Vamos de carro até o metrô Butanta e de lá via linha amarela até a Av. Paulista. Tudo bem tranquilo até aí, alguns corredores uniformizados vão ajudando e formando um fluxo de pessoas que se você estiver com alguma dúvida acerca do caminho é só segui-los.

Quando saímos do subterrâneo na estação Trianom-Masp, já estamos no meio de tudo, um amontoado de corredores e o povo que procura o melhor lugar pra assistir ou que está acompanhando aos "atletas". Preciso colocar o numero do peito com alfinetes e o chip no pé, o nervosismo e a equipe de apoio da corrida que nos impedem de ficar por ali torna essa tarefa simples uma tensão bem maior do que deveria ser. 

Restam 30 minutos pra largada, ainda não aqueci nem alonguei, e percebo que não existem banheiros químicos por ali, na verdade nem preciso mas é sempre bom, um desencargo de consciência dar aquela ultima esvaziada no tanque... Alongo, salto, ainda timidamente não tendo nem espaço para trotar, mas o percurso será bem longo e usarei o começo da prova para um aquecimento lento e crescente, quero completar a prova e não disputar lá na frente com os quenianos.

Como metade de uma barra de cereal, tomo um pouco de bebida esportiva, fico um tempo mais no alongamento até que uns 10 minutos para a largada percebo que preciso ir ao banheiro. Desço dois quarteirões pra baixo da paulista até encontrar um banheiro, volto correndo já servindo como aquecimento até que reencontro com meus acompanhantes ao mesmo tempo que ouço a trilha de "Carruagens de Fogo", o locutor entusiasmado ajuda nesse momento de certa emoção; foi dada a alrgada! Me despeço fraternalmente de meu pai e minha namorada, quero dizer a eles através de um abraço, que sou muito grato por estarem ali comigo naquela hora, mas a partir dali, sei que a coisa será comigo mesmo, os meus 12 km confortáveis e outros 3 desconhecidos quilômetros que talvez possam por tudo a perder.

Correndo em direção a multidão que caminha em direção a linha de largada, percebo que ainda teria bastante tempo, pra ir ao banheiro, fazer um alongamento ou papear pra descontrair, na verdade quase vinte minutos até efetivamente passar a linha de início da prova e iniciar de fato a corrida. Enquanto os vários personagens que compõe a corrida de São Silvestre são anunciados ao passar pelo locutor da prova, outras faixas são lidas e mensagens enviadas. Sinto falta de não ter nenhuma faixa ou banner para aquele momento, talvez uma cartolina com uma declaração de amor ou pedido de casamento... Vai ficar para a próxima.

Começo a me lembrar de cada treino de cada quilometro percorrido, as subidas encaradas numa pequena simulação da prova em busca de alguma tranqüilidade. Ajusto o GPS do Runkepper e deixo pronto pra iniciar a cronometragem, até que percebo após alguns minutos que ele não está funcionando.
-Que bacana! Penso. 
- O ano todo me acompanhando me dizendo a que velocidade eu estava ou deveria estar, média de tempo, distância percorrida e agora quando mais preciso vou ficar na mão...
Reinicio o programa algumas vezes até que ele me acha no meio da multidão, agora faltam metros para a linha de largada e já solto meu cronometro enquanto inicio um trote leve, mais saltos do que trote... A minha primeira São Silvestre teve início...


UM LOUCO SONHADOR

De certo modo, sonhar é um pesadelo. Porque só sonhar não constitui nada. É só um sonho que diante da realidade não satisfaz e deixa a vida cruelmente morna. Porém, investigando um sonho é possível perceber, através da imaginação, que ele basicamente surgiu antes ou durante o nascimento do tal sonhador. Evidentemente, também não é fácil comprovar que um sonho tem traços genéticos. Parece, sobretudo, uma ação do Criador ou uma esperança constituída pelos nossos pais.

Agora uma coisa também deve ser dita! Um sonho não se justifica. Se vive e ponto final. E como viver um sonho que aparentemente parece impossível? E mais, quem garante que ao realizá-lo a tão desejada felicidade apareça?
Consultando as expectativas, é muito provável registrar que um sonho se trata de um desafio. E isso ocorre quando ele deixa de ser um sonho e começa a interferir, positivamente, na realidade. O que poucos sabem ou ignoram é o casamento fiel e eterno do sonho com a atitude. É durante a convenção de um com outro que a vida redobra os sentidos. 

Na prática, e para encerrar a conversa, se você der um passo em direção ao seu sonho, automaticamente, ele se torna realidade, dependendo apenas de detalhes, dias, meses ou anos para se tornar numa grande história. Bons sonhos!

Marcelo Andrade é jornalista na produtoramc e escreve sobre arte e cultura no portal artenomovimento.com.br e colabora com o Moviemento.

...enquanto olhava sua vítima ainda deitada tentando se recompor do golpe, ajustava o silenciador no cano da arma. Calmo, sem desespero sabia que ela jamais sairia dali. Passou a mão na boca que lhe parecia inchada por causa do soco que tomara, a mancha de sangue que lhe veio na mão lhe confirmou toda a raiva, todo o motivo para terminar com aquilo...com gosto.


um nome email em minha caixa de entrada
Bom dia Edgar!!! Trabalho pra você, reunião amanha aqui no escritório, só para você se acostumar a idéia é mais um romance um romance histórico, sobre uma mulher indignada com seu casamento, tentando mudar o curso de sua vida, até que comete um adultério, é o que vai causar todo o reboliço da trama, tendeu?

Bjs e até amanha!

PS: Não se atrase o cliente parece bem metódico... chato mesmo! 

PS2: Ainda não tive tempo de conversar com o Roberto sobre o seu original, mas prometo essa semana tentarei algo.


Heeeeiiiiaaaaaaaa!!!
Eu digo olá a quem me lê, a quem posso ver depois de outro tempo encarcerado como vampiro que sou num caixão de sossego e silêncio... E se o sinal da internet ou qualquer outro dispositivo pegasse por naquele lugar, não sairia de lá por nada, ainda que tivesse de mandar meus textos por SMS de forma homeopática que aliás é como gosto de escrever.

Pois bem eu quero falar de esportes hoje e falando de esportes não poderia ser outro assunto se não futebol que é o único esporte que se tem noticias, o resto é balela ou na melhor das hipóteses passa tempo. 
Mas caso é que; chegando ao final de mais um ano futebolístico temos o seguinte cenário: 

Flusão praticamente campeão brasileiro, não por ser o melhor, mas o mais regular dos regularmente ruins times nacionais, mas esqueçamos tudo isso. Vamos esquecer os campeões estaduais(não vale de nada), esqueçamos também a possível queda do "parmeira" pra segundona(qual a novidade?), não falaremos nem dos campeões da Libertadores e vamos além até do mundial de clubes pois a confiança dos Didelphis marsupialis(jogue no google) é astronômica  astrofísica, astro-qualquer-coisa-que-seja-maior-que o universo. 

Sendo assim, que Chelsea que nada, pesquisas do instituto interplanetário de turismo da NASA revelam que centenas de torcedores do curintia já adquiriram passagens e ingressos para a grande final do sistema solar, partida que reuni o campeão do planeta Terra(vulgarmente conhecido como campeão mundial) contra o campeão do torneio interplanetário que mais uma vez será representado pelo Uranus Futebol Clube, time do planeta Urano que só pra quem não sabe, no mundial interplanetário do ano passado meteu sonoros 6x0 no Barcelona de Lionel Messi e cia. No entanto, a divulgação desse campeonato ainda não pegou por essas bandas, falta de patrocínios,  transmissão televisivas e outros motivos faz com que seja quase nulo o interesse da mídia por essa competição.

Palco da Final do verdadeiro mundial de Clubes


Porém graça a empolgação dos Didelphis o evento poderá ganhar um novo gás, pois informações ainda mais secretas de uma determinada empresa de turismos inter-galático revelam que algumas dezenas de pacotes já foram vendidos para a grande final do verdadeiro mundial de clubes que reúne o vencedor do planeta terra(naquele jogo lá do japão) contra o campeão do sistema solar. Mas ai meus caros o nível da competição é outro... O campeoníssimo entre todos os sistemas solares, buracos negros, galaxias e mundos com 2012 títulos mundiais Deus Futebol Clube defenderá mais um título em sua história. Lembrando que são 2012 títulos reconhecidos pela FIFA, pois a instituição não reconhece os campeonatos disputados antes  do nosso ano zero. Mesmo assim torcedores Didelphis marsupialis estão confiantes no título de seu clube e na quebra de mais um tabu. De certo não pararam pra pensar na escalação desse oponente que em sua onipresença, onisciência tem;

No gol: Deus - laterais; Deus e Deus - zagueiros Deus e 4º Deus - no meio campo Deus, Deus, Deus e o cérebro do time Deus, á frente Deus e o artilheiro Deus. O técnico Deus tem no banco de reserva Deus, Deus, Deus, Deus, Deus e a novidade vinda das categorias das bases de TUDO Deus. Quem poderá vencer?

Sem mais despedidas ou qualquer conclusão fico por aqui...
Clodomiro Tradição